{"id":55265,"date":"2026-08-15T10:21:00","date_gmt":"2026-08-15T13:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55265"},"modified":"2026-08-14T06:25:35","modified_gmt":"2026-08-14T09:25:35","slug":"quem-possui-carta-de-pokemon-nao-tera-mais-que-pagar-imposto-no-brasil-apos-decisao-da-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/quem-possui-carta-de-pokemon-nao-tera-mais-que-pagar-imposto-no-brasil-apos-decisao-da-justica\/","title":{"rendered":"Quem possui carta de Pok\u00e9mon n\u00e3o ter\u00e1 mais que pagar imposto no Brasil, ap\u00f3s decis\u00e3o da Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem possui cartas colecion\u00e1veis utilizadas em jogos de estrat\u00e9gia como <strong>Pok\u00e9mon, Magic: The Gathering e Vanguard<\/strong> recebeu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel da Justi\u00e7a Federal em uma disputa envolvendo a cobran\u00e7a de impostos. O Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) confirmou que esses materiais podem ser abrangidos pela mesma imunidade tribut\u00e1ria prevista para livros, jornais e peri\u00f3dicos, conforme o artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u201cd\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi tomada pela 13\u00aa Turma do TRF-1, que negou recurso apresentado pela Fazenda Nacional contra uma senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia. O entendimento tamb\u00e9m determinou a devolu\u00e7\u00e3o de cartas, acess\u00f3rios e outros materiais que haviam sido apreendidos durante uma fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso analisado pela Justi\u00e7a envolvia um colecionador que participava de torneios internacionais de jogos de estrat\u00e9gia. Durante uma a\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o aduaneira, as mercadorias foram retidas sob a justificativa de que poderiam ter finalidade comercial. A autoridade respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aplicou a pena de perdimento dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-1200x800.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-55267\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-1200x800.avif 1200w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-300x200.avif 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-768x512.avif 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-1536x1024.avif 1536w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-2048x1365.avif 2048w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-150x100.avif 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-750x500.avif 750w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/photo-1593814681464-eef5af2b0628-1140x760.avif 1140w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Unsplash)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Justi\u00e7a afasta argumento de finalidade comercial<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fazenda Nacional sustentou que as cartas utilizadas em jogos n\u00e3o poderiam ser equiparadas constitucionalmente a livros, jornais ou peri\u00f3dicos. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a imunidade prevista na Constitui\u00e7\u00e3o deveria receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva e n\u00e3o poderia ser estendida automaticamente a produtos destinados a jogos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro argumento apresentado pela Fazenda foi o fato de o viajante possuir uma empresa relacionada ao com\u00e9rcio de jogos e artigos recreativos. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, essa circunst\u00e2ncia seria um indicativo de que os produtos transportados poderiam ter finalidade comercial, e n\u00e3o apenas pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desembargador <strong>Pedro Braga Filho<\/strong>, da 13\u00aa Turma do TRF-1, por\u00e9m, entendeu que a exist\u00eancia da empresa n\u00e3o era suficiente para afastar a possibilidade de uso pessoal das cartas. O magistrado tamb\u00e9m considerou que a equipara\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria das cartas a outros materiais protegidos pela Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser esvaziada pela simples presun\u00e7\u00e3o de finalidade comercial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A controv\u00e9rsia teve origem em uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria movida contra a Uni\u00e3o depois da apreens\u00e3o das cartas e de outros itens relacionados aos jogos. Em primeira inst\u00e2ncia, a <strong>22\u00aa Vara Federal do Distrito Federal<\/strong> declarou nulos o processo administrativo de apreens\u00e3o e a pena de perdimento, al\u00e9m de determinar que os bens e documentos fossem devolvidos ao propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Decis\u00e3o considera fun\u00e7\u00e3o cultural das cartas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar o recurso da Fazenda, o TRF-1 levou em considera\u00e7\u00e3o entendimentos anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abrang\u00eancia da imunidade tribut\u00e1ria prevista na Constitui\u00e7\u00e3o. O tribunal destacou aspectos relacionados \u00e0 <strong>difus\u00e3o cultural e informacional<\/strong> para justificar o enquadramento dos materiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O entendimento n\u00e3o ficou restrito \u00e0s cartas de Pok\u00e9mon. A decis\u00e3o mencionou cards utilizados em diferentes jogos de estrat\u00e9gia, incluindo <strong>Magic, Pok\u00e9mon e Vanguard<\/strong>, al\u00e9m de itens relacionados a outros universos de jogos, como materiais ligados \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de personagens em RPG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece, no artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u201cd\u201d, imunidade de impostos sobre livros, jornais, peri\u00f3dicos e o papel destinado \u00e0 impress\u00e3o desses materiais. A discuss\u00e3o judicial analisou justamente a possibilidade de interpretar essa prote\u00e7\u00e3o de maneira mais ampla, considerando a fun\u00e7\u00e3o cultural e informacional dos produtos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a decis\u00e3o da 13\u00aa Turma do TRF-1, foi mantido o entendimento de primeira inst\u00e2ncia de que as cartas colecion\u00e1veis utilizadas em jogos de estrat\u00e9gia estavam abrangidas pela imunidade tribut\u00e1ria no caso analisado. Consequentemente, a autua\u00e7\u00e3o aduaneira foi considerada ilegal e os materiais apreendidos dever\u00e3o ser devolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem possui cartas colecion\u00e1veis utilizadas em jogos de estrat\u00e9gia como Pok\u00e9mon, Magic: The Gathering e Vanguard recebeu uma decis\u00e3o favor\u00e1vel da Justi\u00e7a Federal em uma disputa envolvendo a cobran\u00e7a de impostos. 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