{"id":55309,"date":"2026-08-14T20:05:00","date_gmt":"2026-08-14T23:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55309"},"modified":"2026-08-14T12:14:06","modified_gmt":"2026-08-14T15:14:06","slug":"adeus-var-no-futebol-uefa-da-decisao-drastica-sobre-o-uso-da-tecnologia-nas-partidas-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/adeus-var-no-futebol-uefa-da-decisao-drastica-sobre-o-uso-da-tecnologia-nas-partidas-profissionais\/","title":{"rendered":"Adeus, VAR no futebol: Uefa da decis\u00e3o dr\u00e1stica sobre o uso da tecnologia nas partidas profissionais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Uni\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Europeias de Futebol (Uefa) quer reduzir o uso excessivo do VAR nas principais competi\u00e7\u00f5es do futebol europeu. Roberto Rosetti, chefe de arbitragem da entidade, reuniu \u00e1rbitros das principais ligas do continente e defendeu uma utiliza\u00e7\u00e3o mais criteriosa da tecnologia, com interven\u00e7\u00f5es restritas a erros considerados graves. A orienta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, <strong>n\u00e3o significa o fim do VAR<\/strong>, mas uma mudan\u00e7a na maneira como a ferramenta deve ser utilizada durante as partidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ex-\u00e1rbitro e respons\u00e1vel por comandar a final da Eurocopa de 2008, Rosetti demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o principalmente com as chamadas revis\u00f5es microsc\u00f3picas, que podem interromper o jogo por situa\u00e7\u00f5es de pouca relev\u00e2ncia. Para o italiano, a interpreta\u00e7\u00e3o dos lances precisa considerar o contexto da partida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQueremos evitar situa\u00e7\u00f5es microsc\u00f3picas. O contexto \u00e9 muito importante. Isto \u00e9 futebol, n\u00e3o \u00e9 PlayStation. Temos de ter muito cuidado\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A preocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada ao comportamento dos pr\u00f3prios jogadores. Segundo Rosetti, o excesso de interven\u00e7\u00f5es estaria fazendo com que alguns atletas tentassem provocar determinadas situa\u00e7\u00f5es em campo para conseguir uma revis\u00e3o do VAR.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uefa mant\u00e9m regra diferente da Copa do Mundo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de defender uma utiliza\u00e7\u00e3o mais moderada do VAR, a Uefa decidiu <strong>n\u00e3o implementar uma das novas regras de arbitragem utilizadas na Copa do Mundo de 2026<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A altera\u00e7\u00e3o permite que o VAR intervenha quando um cart\u00e3o amarelo \u00e9 aplicado ao jogador errado. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a arbitragem pode revisar o lance, retirar a advert\u00eancia do atleta que foi punido equivocadamente e direcion\u00e1-la ao jogador respons\u00e1vel pela infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Uefa optou por n\u00e3o adotar o procedimento em suas principais competi\u00e7\u00f5es, incluindo <strong>Champions League, Europa League, Conference League, Eurocopa e Liga das Na\u00e7\u00f5es<\/strong>. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo jornal brit\u00e2nico <em>The Times<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regra ganhou visibilidade justamente durante a Copa do Mundo de 2026, nas quartas de final entre Argentina e Su\u00ed\u00e7a. Na ocasi\u00e3o, a arbitragem utilizou o VAR para corrigir um erro de identifica\u00e7\u00e3o envolvendo um cart\u00e3o amarelo. A revis\u00e3o tamb\u00e9m teve impacto sobre a situa\u00e7\u00e3o disciplinar dos jogadores envolvidos na partida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tempo de jogo preocupa arbitragem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Rosetti, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas na exist\u00eancia da tecnologia, mas na frequ\u00eancia com que ela \u00e9 acionada. O dirigente criticou o tempo perdido durante as checagens e defendeu que o VAR volte a exercer sua fun\u00e7\u00e3o principal: corrigir erros claros e importantes que possam alterar o resultado ou o andamento de uma partida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros da temporada 2025-26 ajudam a explicar a diferen\u00e7a de abordagem entre as competi\u00e7\u00f5es. Na Premier League, a taxa de interven\u00e7\u00e3o do VAR foi de <strong>0,29 por partida<\/strong>, a menor entre as principais ligas europeias. Na Champions League, o \u00edndice chegou a <strong>0,47 interven\u00e7\u00e3o por jogo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a mostra que n\u00e3o existe uma utiliza\u00e7\u00e3o uniforme da tecnologia entre os campeonatos. Rosetti considera que o excesso de revis\u00f5es tamb\u00e9m pode influenciar o comportamento dos atletas, aumentando as tentativas de provocar decis\u00f5es que possam ser analisadas posteriormente pelo v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00e3o na bola continua sendo um dos principais problemas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto destacado pelo chefe de arbitragem da Uefa \u00e9 a dificuldade de estabelecer uma interpreta\u00e7\u00e3o uniforme para determinadas infra\u00e7\u00f5es. O caso mais evidente \u00e9 o <strong>toque de m\u00e3o na bola<\/strong>, que continua gerando diferentes entendimentos entre os campeonatos nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00faltima temporada, a Premier League apresentou a interpreta\u00e7\u00e3o mais permissiva entre as principais ligas, com um p\u00eanalti por toque de m\u00e3o a cada <strong>17,27 partidas<\/strong>. Na Bundesliga alem\u00e3, a m\u00e9dia foi de uma penalidade a cada 10,93 jogos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na La Liga espanhola, houve um p\u00eanalti a cada 10,56 partidas, enquanto a Serie A italiana registrou um a cada 10 jogos. Na Ligue 1 francesa, a frequ\u00eancia foi ainda maior, com uma penalidade a cada 9,27 partidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Champions League, o n\u00famero chegou a <strong>um p\u00eanalti a cada sete jogos<\/strong>, a maior frequ\u00eancia entre as competi\u00e7\u00f5es analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para tentar diminuir essas diferen\u00e7as, a Uefa disponibilizou no sistema Clear Line diversos exemplos em v\u00eddeo de situa\u00e7\u00f5es envolvendo toque de m\u00e3o, explicando quais circunst\u00e2ncias devem ser consideradas infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Europeias de Futebol (Uefa) quer reduzir o uso excessivo do VAR nas principais competi\u00e7\u00f5es do futebol europeu. Roberto Rosetti, chefe de arbitragem da entidade, reuniu \u00e1rbitros das principais ligas do continente e defendeu uma utiliza\u00e7\u00e3o mais criteriosa da tecnologia, com interven\u00e7\u00f5es restritas a erros considerados graves. A orienta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o significa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":55311,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-55309","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55309","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55309"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55309\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55313,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55309\/revisions\/55313"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}