{"id":55551,"date":"2026-08-17T21:43:00","date_gmt":"2026-08-18T00:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=55551"},"modified":"2026-08-17T21:27:18","modified_gmt":"2026-08-18T00:27:18","slug":"pensao-alimenticia-agora-pode-baixar-automaticamente-caso-o-pai-fique-desempregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/pensao-alimenticia-agora-pode-baixar-automaticamente-caso-o-pai-fique-desempregado\/","title":{"rendered":"Pens\u00e3o aliment\u00edcia agora pode baixar automaticamente caso o pai fique desempregado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a abriu um precedente importante para o direito de fam\u00edlia ao permitir que ju\u00edzes definam, j\u00e1 na senten\u00e7a, um <strong>valor alternativo para a pens\u00e3o aliment\u00edcia em cen\u00e1rios de desemprego ou trabalho informal <\/strong>do devedor. A decis\u00e3o, da Terceira Turma, foi publicada no \u00faltimo dia 7 de agosto e estabelece que a obriga\u00e7\u00e3o alimentar pode ser calculada com base em um percentual do sal\u00e1rio m\u00ednimo quando o alimentante n\u00e3o tiver renda formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso analisado envolvia uma a\u00e7\u00e3o revisional de alimentos em Santa Catarina. A senten\u00e7a original fixou a pens\u00e3o em 20% dos rendimentos do devedor e, na hip\u00f3tese de desemprego ou informalidade, em 54% do sal\u00e1rio m\u00ednimo. O Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina, por\u00e9m, manteve o percentual de 20% sobre os rendimentos, mas retirou a previs\u00e3o alternativa. O argumento foi de que a pens\u00e3o poderia ser revista posteriormente e que n\u00e3o se deveria estipular uma obriga\u00e7\u00e3o baseada em eventos futuros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">STJ reformou a decis\u00e3o estadual e restabeleceu a senten\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STJ, no entanto, reformou a decis\u00e3o estadual e restabeleceu a senten\u00e7a. A relatora, ministra Nancy Andrighi, entendeu que a obriga\u00e7\u00e3o de pagar alimentos<strong> n\u00e3o se extingue com a perda do emprego ou com a migra\u00e7\u00e3o para o trabalho informal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, a fixa\u00e7\u00e3o antecipada de um valor alternativo n\u00e3o representa uma decis\u00e3o condicionada a um evento futuro e incerto, mas sim uma obriga\u00e7\u00e3o com efic\u00e1cia vari\u00e1vel, que se ajusta automaticamente \u00e0 realidade ocupacional do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o colegiado, a medida traz benef\u00edcios pr\u00e1ticos. Ela evita que o alimentando precise ajuizar uma nova a\u00e7\u00e3o toda vez que houver mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o profissional do alimentante, o que reduz custos e tempo no Judici\u00e1rio. Al\u00e9m disso, garante maior efetividade \u00e0 presta\u00e7\u00e3o alimentar, especialmente em casos que envolvem crian\u00e7as e adolescentes, cujas necessidades s\u00e3o cont\u00ednuas e urgentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os percentuais do caso concreto foram ajustados: a pens\u00e3o original de 13% dos rendimentos l\u00edquidos passou para 20%, e o valor alternativo, anteriormente fixado em 18% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, subiu para 54%. A decis\u00e3o do STJ serve de refer\u00eancia para outras a\u00e7\u00f5es semelhantes.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a abriu um precedente importante para o direito de fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10188,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-55551","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55551"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55551\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55553,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55551\/revisions\/55553"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}