{"id":56011,"date":"2026-08-20T17:42:00","date_gmt":"2026-08-20T20:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=56011"},"modified":"2026-08-20T07:19:52","modified_gmt":"2026-08-20T10:19:52","slug":"aos-63-anos-aposentada-descobre-que-recebeu-pagamento-errado-durante-11-anos-e-pode-ter-que-voltar-a-trabalhar-para-devolver-mais-de-r-170-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/aos-63-anos-aposentada-descobre-que-recebeu-pagamento-errado-durante-11-anos-e-pode-ter-que-voltar-a-trabalhar-para-devolver-mais-de-r-170-mil\/","title":{"rendered":"Aos 63 anos, aposentada descobre que recebeu pagamento errado durante 11 anos e pode ter que voltar a trabalhar para devolver mais de R$ 170 mil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um aposentado de 63 anos no Reino Unido foi surpreendido ap\u00f3s descobrir que havia recebido valores incorretos de sua aposentadoria durante cerca de <strong>11 anos<\/strong>. O erro, atribu\u00eddo aos administradores do sistema previdenci\u00e1rio, resultou em uma cobran\u00e7a de aproximadamente <strong>\u00a3 25 mil<\/strong>, quantia equivalente a mais de <strong>R$ 170 mil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Identificado pelo pseud\u00f4nimo Derek Ritchie, o aposentado recebeu em mar\u00e7o de 2025 uma comunica\u00e7\u00e3o informando que os pagamentos haviam sido calculados incorretamente desde 2014. A administra\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel reconheceu o problema e pediu a devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro, inicialmente por transfer\u00eancia banc\u00e1ria ou por meio de parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso foi divulgado pelo jornal brit\u00e2nico <em>The Guardian<\/em> e ganhou repercuss\u00e3o pelo impacto financeiro sobre o aposentado, que afirmou que poder\u00e1 ser obrigado a retornar ao trabalho em per\u00edodo integral para conseguir lidar com a d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Decis\u00e3o de se aposentar pode ter sido diferente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ritchie havia trabalhado no Minist\u00e9rio da Defesa brit\u00e2nico e decidiu aceitar uma proposta de aposentadoria antecipada em 2014, quando seu cargo foi inclu\u00eddo em um programa de desligamento volunt\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde 2017, ele passou a trabalhar em meio per\u00edodo na \u00e1rea de sa\u00fade mental e planejava encerrar completamente sua vida profissional em 2027.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o aposentado, se soubesse que sua renda seria posteriormente reduzida por causa de uma cobran\u00e7a desse tamanho, poderia ter tomado outra decis\u00e3o profissional no momento em que recebeu a proposta de desligamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o se agravou meses depois da primeira comunica\u00e7\u00e3o. Ritchie afirma que pediu uma explica\u00e7\u00e3o detalhada sobre como o erro havia ocorrido, mas n\u00e3o recebeu esclarecimentos satisfat\u00f3rios. Tr\u00eas meses depois, recebeu nova notifica\u00e7\u00e3o informando que poderia enfrentar medidas legais caso n\u00e3o come\u00e7asse a devolver os valores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da cobran\u00e7a, seus rendimentos mensais j\u00e1 haviam sofrido uma redu\u00e7\u00e3o de <strong>13%<\/strong>. Segundo ele, um eventual acordo para pagamento parcelado poderia provocar uma redu\u00e7\u00e3o adicional de <strong>15%<\/strong>, aumentando a press\u00e3o sobre seu or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Provedores de aposentadoria podem, em determinadas circunst\u00e2ncias, reduzir o valor da d\u00edvida quando o benefici\u00e1rio consegue demonstrar que gastou os recursos recebidos e que a devolu\u00e7\u00e3o integral provocaria dificuldades financeiras significativas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o semelhante pode ocorrer no Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o caso tenha ocorrido no Reino Unido, situa\u00e7\u00f5es envolvendo pagamentos previdenci\u00e1rios indevidos tamb\u00e9m podem acontecer no Brasil. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode identificar valores pagos incorretamente e, dependendo da origem do erro e das circunst\u00e2ncias, exigir a devolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as situa\u00e7\u00f5es que podem gerar cobran\u00e7a est\u00e3o <strong>erros administrativos<\/strong>, pagamentos decorrentes de decis\u00f5es judiciais posteriormente modificadas e o recebimento simult\u00e2neo de benef\u00edcios que n\u00e3o podem ser acumulados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"888\" height=\"634\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil.avif\" alt=\"Sede INSS\" class=\"wp-image-5556\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil.avif 888w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-300x214.avif 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-768x548.avif 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-150x107.avif 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-120x86.avif 120w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-350x250.avif 350w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/inss-lanca-concurso-salario-ate-9-mil-750x535.avif 750w\" sizes=\"(max-width: 888px) 100vw, 888px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sede do INSS (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de uma decis\u00e3o judicial que posteriormente \u00e9 alterada, por exemplo, o segurado pode ser chamado a devolver valores recebidos durante o per\u00edodo em que a decis\u00e3o provis\u00f3ria esteve em vigor, observadas as regras e o entendimento aplic\u00e1vel ao caso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m pode haver cobran\u00e7a quando o pr\u00f3prio segurado contribui para o pagamento indevido, como em situa\u00e7\u00f5es de omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relevantes, apresenta\u00e7\u00e3o de documentos falsos ou fraude.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Erro do INSS n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 m\u00e1-f\u00e9 do segurado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos principais pontos analisados em situa\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a \u00e9 a origem do pagamento indevido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando existe <strong>erro exclusivo do INSS<\/strong>, a situa\u00e7\u00e3o pode envolver falha de c\u00e1lculo, erro de processamento, pagamento em duplicidade, aus\u00eancia de cessa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio no momento correto ou aplica\u00e7\u00e3o equivocada das regras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 quando o problema decorre da conduta do benefici\u00e1rio, como a omiss\u00e3o deliberada de informa\u00e7\u00f5es ou fraude, a possibilidade de cobran\u00e7a \u00e9 tratada de maneira mais rigorosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A boa-f\u00e9 do segurado tamb\u00e9m \u00e9 relevante. Durante anos, prevaleceu com maior for\u00e7a a compreens\u00e3o de que valores previdenci\u00e1rios recebidos de boa-f\u00e9 n\u00e3o deveriam ser devolvidos, considerando o car\u00e1ter alimentar dos benef\u00edcios. A jurisprud\u00eancia, contudo, passou por mudan\u00e7as e estabeleceu crit\u00e9rios mais espec\u00edficos para diferentes situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>STJ estabelece crit\u00e9rios para pagamentos indevidos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao analisar o <strong>Tema 979<\/strong>, estabeleceu par\u00e2metros para casos envolvendo pagamentos indevidos provocados por erro administrativo material ou operacional do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em linhas gerais, a Corte considerou que esses valores podem ser cobrados, inclusive mediante desconto no benef\u00edcio, limitado a <strong>30% do valor recebido<\/strong>. Existe, por\u00e9m, uma exce\u00e7\u00e3o quando o segurado consegue demonstrar <strong>boa-f\u00e9 objetiva<\/strong>, especialmente quando n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de perceber que havia alguma irregularidade no pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda o <strong>Tema 692 do STJ<\/strong>, relacionado \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de valores recebidos por for\u00e7a de tutela antecipada ou decis\u00e3o judicial provis\u00f3ria posteriormente revogada. Nesses casos, a jurisprud\u00eancia tamb\u00e9m passou a adotar crit\u00e9rios mais rigorosos, embora as circunst\u00e2ncias concretas e a condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do benefici\u00e1rio possam ser consideradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um aposentado de 63 anos no Reino Unido foi surpreendido ap\u00f3s descobrir que havia recebido valores incorretos de sua aposentadoria durante cerca de 11 anos. 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