{"id":56390,"date":"2026-08-24T17:16:00","date_gmt":"2026-08-24T20:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=56390"},"modified":"2026-08-24T06:36:20","modified_gmt":"2026-08-24T09:36:20","slug":"habito-ruim-repetido-todas-as-noites-pode-encurtar-a-carreira-em-ate-9-meses-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/habito-ruim-repetido-todas-as-noites-pode-encurtar-a-carreira-em-ate-9-meses-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"H\u00e1bito ruim repetido todas as noites pode encurtar a carreira em at\u00e9 9 meses, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dormir mal de forma recorrente pode ter consequ\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m do cansa\u00e7o no dia seguinte. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Turku, na Finl\u00e2ndia, aponta que <strong>dist\u00farbios severos do sono podem reduzir em at\u00e9 oito ou nove meses o tempo esperado de perman\u00eancia no mercado de trabalho entre os 50 e os 68 anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa analisou dados de mais de 70 mil funcion\u00e1rios do setor p\u00fablico e de outros 6 mil adultos em idade profissional. Os pesquisadores avaliaram os h\u00e1bitos de sono dos participantes ap\u00f3s os 50 anos e posteriormente cruzaram essas informa\u00e7\u00f5es com registros oficiais de emprego, rendimentos e aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados indicaram que pessoas com problemas moderados de sono poderiam esperar trabalhar <strong>quase cinco meses a menos<\/strong> durante o per\u00edodo analisado. Nos casos considerados graves, a redu\u00e7\u00e3o chegava a aproximadamente <strong>oito meses<\/strong>, independentemente do sexo ou do tipo de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"493\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-220.png\" alt=\"idoso sono dormir\" class=\"wp-image-40183\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-220.png 740w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-220-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/image-220-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que foi considerado um problema de sono<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para chegar aos resultados, os pesquisadores classificaram a dura\u00e7\u00e3o habitual do sono em tr\u00eas categorias: menos de sete horas por noite, entre sete e oito horas e meia e nove horas ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise tamb\u00e9m levou em conta a qualidade do descanso. Foram considerados sinais de dist\u00farbio a dificuldade para pegar no sono, problemas para permanecer dormindo, despertar antes do hor\u00e1rio desejado e acordar sem a sensa\u00e7\u00e3o de ter descansado adequadamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os participantes foram classificados em tr\u00eas grupos de acordo com a frequ\u00eancia dos problemas: aus\u00eancia de dist\u00farbios, altera\u00e7\u00f5es moderadas ocorrendo de duas a quatro noites por semana e dificuldades graves registradas de cinco noites por semana at\u00e9 praticamente todas as noites.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo foi investigar um aspecto ainda pouco explorado em estudos sobre sa\u00edda antecipada do mercado de trabalho: se um sono adequado e de boa qualidade poderia ajudar uma pessoa a permanecer profissionalmente ativa por mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mulheres tiveram vantagem na expectativa de trabalho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro resultado observado pelos pesquisadores foi uma diferen\u00e7a entre homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os participantes que n\u00e3o apresentavam dist\u00farbios do sono, <strong>as mulheres apresentaram uma expectativa de vida profissional mais longa entre os 50 e os 68 anos do que os homens na mesma condi\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, a associa\u00e7\u00e3o entre problemas de sono e redu\u00e7\u00e3o da expectativa de perman\u00eancia no trabalho apareceu independentemente do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conceito utilizado pelos pesquisadores foi o de <strong>\u201cexpectativa de vida profissional\u201d<\/strong>, que corresponde ao n\u00famero m\u00e9dio de anos que uma pessoa pode esperar continuar trabalhando a partir de determinada idade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pesquisa reuniu d\u00e9cadas de informa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho utilizou dados de dois grandes estudos observacionais realizados na Finl\u00e2ndia. O primeiro, chamado <em>Finnish Public Sector Study<\/em>, acompanhou mais de <strong>70 mil trabalhadores do setor p\u00fablico entre 2000 e 2016<\/strong>, sendo aproximadamente 80% mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo, conhecido como <em>Health and Social Support Study<\/em>, acompanhou uma amostra aleat\u00f3ria de mais de <strong>6 mil adultos finlandeses em idade profissional entre 1998 e 2013<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As informa\u00e7\u00f5es sobre sono foram obtidas no primeiro levantamento respondido por cada participante depois que ele completou 50 anos. A trajet\u00f3ria profissional, por sua vez, foi identificada a partir de registros oficiais de rendimentos e aposentadorias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores ressaltam que estudos anteriores j\u00e1 haviam investigado diferentes raz\u00f5es para a sa\u00edda antecipada do mercado de trabalho, incluindo aposentadoria precoce, incapacidade e problemas de sa\u00fade. A novidade foi analisar especificamente a rela\u00e7\u00e3o entre a qualidade do sono e o tempo de perman\u00eancia profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sono ruim tamb\u00e9m pode aumentar riscos no trabalho<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o da vida profissional, problemas persistentes de sono est\u00e3o associados a outras consequ\u00eancias no ambiente de trabalho. Dados citados no levantamento indicam que trabalhadores que relatam dist\u00farbios do sono apresentam maior probabilidade de acidentes e erros durante suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em uma an\u00e1lise, funcion\u00e1rios com problemas de sono foram considerados <strong>duas vezes mais propensos a sofrer acidentes ocupacionais<\/strong> e 1,5 vez mais propensos a cometer erros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ins\u00f4nia tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada a maiores gastos de sa\u00fade. Um estudo citado apontou que pessoas com ins\u00f4nia apresentavam custos m\u00e9dicos anuais m\u00e9dios <strong>US$ 4.267 superiores<\/strong> aos registrados entre indiv\u00edduos sem o transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando os gastos diretamente relacionados ao tratamento da ins\u00f4nia foram retirados da an\u00e1lise, os custos de sa\u00fade dos participantes com o problema permaneceram 85% maiores. Entre os fatores associados est\u00e3o outras condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade que podem ter rela\u00e7\u00e3o com a priva\u00e7\u00e3o ou m\u00e1 qualidade do sono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dormir mal de forma recorrente pode ter consequ\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m do cansa\u00e7o no dia seguinte. 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