{"id":56763,"date":"2026-08-26T18:55:00","date_gmt":"2026-08-26T21:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=56763"},"modified":"2026-08-26T06:52:31","modified_gmt":"2026-08-26T09:52:31","slug":"11-marcas-conhecidas-no-mundo-inteiro-que-decidiram-fechar-as-portas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/11-marcas-conhecidas-no-mundo-inteiro-que-decidiram-fechar-as-portas-no-brasil\/","title":{"rendered":"11 marcas conhecidas no mundo inteiro que decidiram \u201cfechar as portas\u201d no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00edda de grandes marcas internacionais do Brasil costuma chamar aten\u00e7\u00e3o dos consumidores, mas nem sempre significa que a empresa abandonou completamente o pa\u00eds. Em alguns casos, a decis\u00e3o envolve o fechamento de f\u00e1bricas; em outros, o fim de lojas, da produ\u00e7\u00e3o nacional ou da distribui\u00e7\u00e3o de determinados produtos. A mais recente mudan\u00e7a envolve a <strong>H\u00e4agen-Dazs<\/strong>, cuja distribui\u00e7\u00e3o no mercado brasileiro ser\u00e1 encerrada pela General Mills ap\u00f3s quase tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento ocorre em meio a um ambiente empresarial marcado por desafios de competitividade, custos, mudan\u00e7as no comportamento do consumidor e reestrutura\u00e7\u00f5es globais. Veja 11 marcas conhecidas mundialmente que encerraram alguma parte de suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>H\u00e4agen-Dazs:<\/strong> A marca de sorvetes H\u00e4agen-Dazs ter\u00e1 sua distribui\u00e7\u00e3o encerrada no Brasil pela General Mills, encerrando uma presen\u00e7a de quase 30 anos no mercado nacional. Segundo a companhia, a decis\u00e3o faz parte de uma reformula\u00e7\u00e3o do portf\u00f3lio. <br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Haribo<\/strong>: Conhecida mundialmente pelos famosos Ursinhos de Ouro, a alem\u00e3 Haribo em abril de 2026, a empresa anunciou o encerramento da produ\u00e7\u00e3o nacional, com a unidade permanecendo em funcionamento at\u00e9 julho para concluir o processo. A companhia citou dificuldades relacionadas \u00e0 competitividade e a fatores externos que afetaram o ambiente de neg\u00f3cios brasileiro.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ford:<\/strong> A Ford chegou ao Brasil em 1919 e construiu uma longa hist\u00f3ria industrial no pa\u00eds, mas encerrou a produ\u00e7\u00e3o nacional de ve\u00edculos em 2021. As f\u00e1bricas de Cama\u00e7ari, na Bahia, e Taubat\u00e9, em S\u00e3o Paulo, deixaram de fabricar ve\u00edculos, enquanto a unidade da Troller, no Cear\u00e1, tamb\u00e9m foi fechada. A montadora apontou capacidade ociosa, queda nas vendas, perdas acumuladas, cen\u00e1rio econ\u00f4mico desfavor\u00e1vel e impactos da pandemia.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mercedes-Benz:<\/strong> A Mercedes-Benz iniciou trajet\u00f3ria industrial brasileira em 1956. Em 2020, a montadora anunciou o encerramento da produ\u00e7\u00e3o de carros na f\u00e1brica de Iracem\u00e1polis, no interior paulista, unidade que fabricava os modelos Classe C e GLA. A empresa citou dificuldades econ\u00f4micas, queda nas vendas de ve\u00edculos premium e uma reestrutura\u00e7\u00e3o global. <br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Forever 21:<\/strong> A rede americana de moda Forever 21 chegou ao Brasil em 2014 e chegou a reunir 15 lojas. A opera\u00e7\u00e3o f\u00edsica foi encerrada em 2022, depois de per\u00edodos de liquida\u00e7\u00e3o para a venda dos estoques. Entre os fatores apontados para a decis\u00e3o estavam as dificuldades financeiras da companhia, custos elevados, baixa escala da opera\u00e7\u00e3o e a forte concorr\u00eancia de varejistas asi\u00e1ticas no mercado brasileiro.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fnac:<\/strong> A francesa Fnac desembarcou no Brasil em 2000 com um modelo de lojas voltado a livros, m\u00fasica, filmes, eletr\u00f4nicos e produtos culturais. A rede chegou a ter 12 unidades no pa\u00eds, mas a opera\u00e7\u00e3o foi adquirida pela Livraria Cultura em 2017. <br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Walmart<\/strong>: O Walmart iniciou opera\u00e7\u00f5es brasileiras em 1995 e em 2018, o fundo Advent International comprou 80% da opera\u00e7\u00e3o brasileira, dando in\u00edcio a uma ampla reestrutura\u00e7\u00e3o. A marca Walmart deixou gradualmente de aparecer nas lojas e, a partir de 2019, a opera\u00e7\u00e3o passou a utilizar a identidade Grupo BIG.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sony<\/strong>: Presente no Brasil desde 1972, a Sony ficou conhecida no mercado nacional por televisores, c\u00e2meras e equipamentos de \u00e1udio. Em 2020, a companhia anunciou o fechamento da f\u00e1brica de Manaus e o fim da produ\u00e7\u00e3o desses equipamentos no pa\u00eds. Em mar\u00e7o de 2021, confirmou tamb\u00e9m que deixaria de vender determinados produtos eletr\u00f4nicos no mercado brasileiro. <br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Nikon<\/strong>: A japonesa Nikon encerrou opera\u00e7\u00e3o direta de comercializa\u00e7\u00e3o de c\u00e2meras, lentes e acess\u00f3rios fotogr\u00e1ficos no Brasil ap\u00f3s anunciar a decis\u00e3o em 2017. A medida fazia parte de uma reestrutura\u00e7\u00e3o global que buscava reorganizar \u00e1reas como pesquisa e desenvolvimento, vendas e fabrica\u00e7\u00e3o. <br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Roche<\/strong>: A farmac\u00eautica Roche est\u00e1 no Brasil desde 1931 e chegou a fabricar medicamentos em sua unidade de Jacarepagu\u00e1, no Rio de Janeiro. A f\u00e1brica produzia medicamentos conhecidos, como Bactrim, Lexotan e Rivotril, mas a companhia anunciou o encerramento da unidade em 2019, diante da redu\u00e7\u00e3o dos volumes de produ\u00e7\u00e3o e de mudan\u00e7as em sua estrat\u00e9gia global.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Topshop<\/strong>: A brit\u00e2nica Topshop chegou ao Brasil em 2012, com sua primeira loja instalada no shopping JK Iguatemi, em S\u00e3o Paulo. A marca chegou a manter quatro endere\u00e7os no estado, mas encerrou sua \u00faltima unidade em 2016. A companhia n\u00e3o apresentou uma explica\u00e7\u00e3o detalhada para a sa\u00edda, embora a opera\u00e7\u00e3o enfrentasse dificuldades relacionadas ao desempenho das lojas e aos custos de ocupa\u00e7\u00e3o. <\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sa\u00eddas mostram diferentes estrat\u00e9gias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos revelam que o chamado \u201cfim de uma marca no Brasil\u201d pode representar situa\u00e7\u00f5es bastante diferentes. Algumas companhias encerraram praticamente toda a opera\u00e7\u00e3o direta, enquanto outras apenas fecharam f\u00e1bricas, abandonaram lojas f\u00edsicas ou interromperam a venda de determinados produtos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ford e Mercedes-Benz, por exemplo, deixaram de produzir autom\u00f3veis no pa\u00eds, mas continuaram atuando com ve\u00edculos importados ou outras linhas. A Roche fechou sua f\u00e1brica, mas preservou a opera\u00e7\u00e3o comercial. J\u00e1 o Walmart passou por uma mudan\u00e7a de controle e de identidade, dando lugar ao Grupo BIG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio econ\u00f4mico tamb\u00e9m ajuda a explicar parte desses movimentos. Levantamentos citados de RGF &amp; Associados e Serasa Experian apontam que <strong>5,3 mil empresas encerraram 2025 sob prote\u00e7\u00e3o judicial para renegociar d\u00edvidas<\/strong>, um aumento de 24% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Somente no \u00faltimo trimestre, foram registrados 510 pedidos, envolvendo aproximadamente R$ 40 bilh\u00f5es em d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00edda de grandes marcas internacionais do Brasil costuma chamar aten\u00e7\u00e3o dos consumidores, mas nem sempre significa que a empresa abandonou completamente o pa\u00eds. Em alguns casos, a decis\u00e3o envolve o fechamento de f\u00e1bricas; em outros, o fim de lojas, da produ\u00e7\u00e3o nacional ou da distribui\u00e7\u00e3o de determinados produtos. A mais recente mudan\u00e7a envolve a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":51559,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-56763","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56763"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56763\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56764,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56763\/revisions\/56764"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}