{"id":57204,"date":"2026-08-30T18:00:00","date_gmt":"2026-08-30T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=57204"},"modified":"2026-08-28T20:49:50","modified_gmt":"2026-08-28T23:49:50","slug":"gravida-entra-em-trabalho-de-parto-plano-sem-obstetricia-nega-atendimento-e-justica-obriga-cobertura-porque-lei-considera-nascimento-urgente-uma-emergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/gravida-entra-em-trabalho-de-parto-plano-sem-obstetricia-nega-atendimento-e-justica-obriga-cobertura-porque-lei-considera-nascimento-urgente-uma-emergencia\/","title":{"rendered":"Gr\u00e1vida entra em trabalho de parto, plano sem obstetr\u00edcia nega atendimento e Justi\u00e7a obriga cobertura porque lei considera nascimento urgente uma emerg\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong> decidiu que planos de sa\u00fade contratados na modalidade hospitalar, mesmo sem cobertura obst\u00e9trica, s\u00e3o obrigados a custear partos de urg\u00eancia. O entendimento foi firmado ao manter uma decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro que condenou uma operadora e um hospital a indenizar uma benefici\u00e1ria que teve a interna\u00e7\u00e3o negada durante o trabalho de parto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso ocorreu em <strong>2022<\/strong>, quando a paciente deu entrada no hospital e foi informada de que o beb\u00ea apresentava sofrimento fetal, exigindo interna\u00e7\u00e3o urgente. A operadora, no entanto, <strong>negou a cobertura<\/strong> sob a justificativa de que o plano contratado era apenas hospitalar, sem obstetr\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O hospital tamb\u00e9m se recusou a realizar o procedimento e orientou a gestante a buscar outra unidade. Ela conseguiu uma ambul\u00e2ncia e chegou a um hospital p\u00fablico, onde o parto foi realizado. O beb\u00ea precisou ser reanimado, mas sobreviveu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em primeira inst\u00e2ncia, a Justi\u00e7a condenou o plano e o hospital ao pagamento de 100 mil reais por danos morais. O TJRJ reduziu o valor para 20 mil reais. A operadora recorreu ao STJ sustentando que a aus\u00eancia de cobertura obst\u00e9trica no contrato afastava sua responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, reconheceu que a lei permite a contrata\u00e7\u00e3o de planos sem obstetr\u00edcia. No entanto, ela destacou que a Lei 9.656\/1998, em seu artigo 35-C, torna obrigat\u00f3ria a cobertura de atendimentos de urg\u00eancia decorrentes de complica\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a Resolu\u00e7\u00e3o Consu 13\/1998 garante que, nesses casos, a operadora deve cobrir o atendimento nas mesmas condi\u00e7\u00f5es previstas para o plano ambulatorial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ministra tamb\u00e9m citou a Resolu\u00e7\u00e3o Normativa 465\/2021, que determina que o plano hospitalar inclui atendimentos de urg\u00eancia e emerg\u00eancia, com interna\u00e7\u00e3o por per\u00edodo ilimitado. Segundo ela, o plano deve cobrir tanto a interna\u00e7\u00e3o quanto a remo\u00e7\u00e3o do paciente, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a condenou uma operadora e um hospital a indenizar uma benefici\u00e1ria que teve a interna\u00e7\u00e3o negada.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":19592,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-57204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57204"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57206,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57204\/revisions\/57206"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}