{"id":57400,"date":"2026-09-01T17:05:00","date_gmt":"2026-09-01T20:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=57400"},"modified":"2026-09-01T06:35:07","modified_gmt":"2026-09-01T09:35:07","slug":"cientistas-fazem-descoberta-e-revelam-a-idade-em-que-a-memoria-pode-comecar-a-piorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/cientistas-fazem-descoberta-e-revelam-a-idade-em-que-a-memoria-pode-comecar-a-piorar\/","title":{"rendered":"Cientistas fazem descoberta e revelam a idade em que a mem\u00f3ria pode come\u00e7ar a piorar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pequenos esquecimentos costumam ser considerados parte natural do envelhecimento, mas uma nova pesquisa indica que altera\u00e7\u00f5es no funcionamento da mem\u00f3ria podem aparecer bem antes da velhice. Cientistas da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, identificaram sinais de mudan\u00e7a j\u00e1 durante a <strong>meia-idade<\/strong>, principalmente na capacidade do c\u00e9rebro de associar corretamente diferentes informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado na revista cient\u00edfica <em>Cerebral Cortex<\/em>, analisou aproximadamente 60 adultos com idades entre 18 e 74 anos. Os participantes realizaram testes de mem\u00f3ria enquanto pesquisadores monitoravam a atividade do hipocampo por meio de exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conclus\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o porque aponta a meia-idade como um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o importante para o funcionamento da mem\u00f3ria \u2014 fase que, segundo os pesquisadores, recebeu menos aten\u00e7\u00e3o em estudos anteriores, tradicionalmente concentrados na compara\u00e7\u00e3o entre adultos jovens e idosos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"406\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/istockphoto-97873871-612x612-1.jpg\" alt=\"cerebro envelhecimento\" class=\"wp-image-50836\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/istockphoto-97873871-612x612-1.jpg 612w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/istockphoto-97873871-612x612-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/istockphoto-97873871-612x612-1-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mem\u00f3ria come\u00e7a a apresentar mudan\u00e7as antes da velhice<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipe liderada pelo professor associado de Psicologia Ian McDonough e pelo pesquisador p\u00f3s-doutorando Destaw Mekbib apresentou aos volunt\u00e1rios imagens de rostos acompanhados de diferentes objetos e cen\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de um intervalo de cinco minutos, os participantes precisavam identificar qual objeto ou cen\u00e1rio havia sido associado corretamente a cada rosto. Durante essa etapa, uma m\u00e1quina de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica registrava a atividade cerebral, especialmente no hipocampo, regi\u00e3o fundamental para a forma\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo reproduz, de forma simplificada, etapas importantes da mem\u00f3ria. Primeiro, o c\u00e9rebro registra uma informa\u00e7\u00e3o. Em seguida, o hipocampo pode reativar essa lembran\u00e7a para ajudar na sua estabiliza\u00e7\u00e3o. Posteriormente, quando necess\u00e1rio, o c\u00e9rebro recupera o conte\u00fado armazenado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo dos pesquisadores era entender como o envelhecimento interfere na continuidade dessas informa\u00e7\u00f5es entre as diferentes etapas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo McDonough, houve uma queda significativa na precis\u00e3o da mem\u00f3ria quando os resultados de adultos na faixa dos 20 e 30 anos foram comparados aos de pessoas na casa dos 50 anos. Alguns dos processos relacionados ao hipocampo j\u00e1 apresentavam redu\u00e7\u00e3o durante a meia-idade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Erro n\u00e3o significa necessariamente perda da lembran\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos aspectos mais curiosos apareceu justamente nos erros cometidos pelos participantes mais velhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, eles reconheciam que determinada imagem j\u00e1 havia aparecido anteriormente, mas n\u00e3o conseguiam lembrar qual era a associa\u00e7\u00e3o correta entre o rosto e o objeto ou cen\u00e1rio. Era uma esp\u00e9cie de sensa\u00e7\u00e3o de familiaridade sem a recupera\u00e7\u00e3o precisa da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o pode ser comparada \u00e0quela sensa\u00e7\u00e3o cotidiana de reconhecer uma pessoa ou lembrar que determinada informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi vista, mas n\u00e3o conseguir identificar exatamente onde ou em qual contexto ela apareceu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m encontrou uma diferen\u00e7a importante na atividade cerebral entre os grupos. Quando adultos jovens erravam, geralmente n\u00e3o apresentavam a reativa\u00e7\u00e3o esperada dos padr\u00f5es originais de mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os participantes mais velhos, entretanto, os pesquisadores observaram algo diferente: mesmo quando havia erro, os padr\u00f5es relacionados \u00e0 mem\u00f3ria original podiam ser fortemente reativados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para McDonough, quanto mais o hipocampo reproduzia o padr\u00e3o associado ao momento em que a informa\u00e7\u00e3o havia sido registrada, maior poderia ser a probabilidade de o participante cometer determinados erros de associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que isso acontece ainda n\u00e3o est\u00e1 claro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cientistas ainda n\u00e3o sabem exatamente por que uma atividade intensa do hipocampo pode aparecer acompanhada de erros de mem\u00f3ria entre adultos mais velhos. A descoberta, portanto, abre novas perguntas sobre a maneira como o c\u00e9rebro registra, consolida e recupera informa\u00e7\u00f5es ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisas futuras poder\u00e3o acompanhar indiv\u00edduos durante per\u00edodos mais longos para observar como essas mudan\u00e7as evoluem. Outra possibilidade \u00e9 investigar separadamente cada etapa do processo de mem\u00f3ria e avaliar se interven\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro ap\u00f3s o aprendizado poderiam modificar o desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequenos esquecimentos costumam ser considerados parte natural do envelhecimento, mas uma nova pesquisa indica que altera\u00e7\u00f5es no funcionamento da mem\u00f3ria podem aparecer bem antes da velhice. 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