{"id":57589,"date":"2026-09-07T20:39:00","date_gmt":"2026-09-07T23:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=57589"},"modified":"2026-09-02T12:52:57","modified_gmt":"2026-09-02T15:52:57","slug":"funcionario-e-obrigado-a-trocar-a-validade-de-alimentos-estragados-e-consegue-r-52-mil-apos-procurar-a-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/funcionario-e-obrigado-a-trocar-a-validade-de-alimentos-estragados-e-consegue-r-52-mil-apos-procurar-a-justica\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rio \u00e9 obrigado a trocar a validade de alimentos estragados e consegue R$ 52 mil ap\u00f3s procurar a Justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2026, uma decis\u00e3o da <strong>6\u00aa Vara do Trabalho de Santos,<\/strong> em S\u00e3o Paulo, reconheceu a rescis\u00e3o indireta do contrato de um empregado de uma empresa atacadista que era submetido a <strong>condi\u00e7\u00f5es degradantes<\/strong> e obrigado a participar de <strong>pr\u00e1ticas il\u00edcitas<\/strong> relacionadas \u00e0 adultera\u00e7\u00e3o de produtos vencidos para comercializa\u00e7\u00e3o. A empresa foi condenada ao pagamento de verbas trabalhistas, adicional de insalubridade, horas extras e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de <strong>52 mil reais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalhador ajuizou a\u00e7\u00e3o alegando que atuou como fiscal de preven\u00e7\u00e3o, auxiliar de a\u00e7ougue e a\u00e7ougueiro, e que era pressionado a manipular alimentos estragados para venda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, os funcion\u00e1rios limpavam superficialmente os produtos, retiravam embalagens originais, removiam larvas e insetos e embalavam os itens com novas datas de validade. Os alimentos considerados impr\u00f3prios tamb\u00e9m eram reaproveitados nas refei\u00e7\u00f5es dos empregados, servidas em mau estado, sob amea\u00e7a de demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atacadista negou as acusa\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atacadista negou as acusa\u00e7\u00f5es e afirmou que a jornada era registrada por biometria e que eventuais horas extras eram pagas ou compensadas. No entanto, a instru\u00e7\u00e3o processual incluiu prova pericial e testemunhal, que confirmaram os relatos do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As testemunhas reconheceram fotografias que evidenciavam o mau estado de conserva\u00e7\u00e3o de produtos perec\u00edveis e a pr\u00e1tica de servir comida estragada aos empregados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Senten\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O juiz considerou que as provas revelaram um quadro de extrema gravidade, com pr\u00e1ticas institucionalizadas de adultera\u00e7\u00e3o de validade e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos deteriorados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas condutas violaram n\u00e3o apenas a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, mas tamb\u00e9m o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. Al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o, a empresa foi condenada ao pagamento de saldo salarial, aviso pr\u00e9vio indenizado, f\u00e9rias vencidas e proporcionais, 13\u00ba sal\u00e1rio proporcional e multa de 40% sobre o FGTS.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalhador ajuizou a\u00e7\u00e3o alegando que era pressionado a manipular alimentos estragados para venda.<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10783,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-57589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57589"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57589\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57590,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57589\/revisions\/57590"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}