{"id":58031,"date":"2026-09-08T11:36:00","date_gmt":"2026-09-08T14:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58031"},"modified":"2026-09-08T11:49:54","modified_gmt":"2026-09-08T14:49:54","slug":"doenca-que-afeta-o-cerebro-pode-comecar-a-dar-sinais-mais-de-7-anos-antes-que-os-medicos-consigam-encontrar-ela-nos-exames","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/doenca-que-afeta-o-cerebro-pode-comecar-a-dar-sinais-mais-de-7-anos-antes-que-os-medicos-consigam-encontrar-ela-nos-exames\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a que afeta o c\u00e9rebro pode come\u00e7ar a dar sinais mais de 7 anos antes dos m\u00e9dicos conseguirem encontr\u00e1-la nos exames"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A doen\u00e7a de Alzheimer pode come\u00e7ar a provocar mudan\u00e7as no c\u00e9rebro muito antes de os exames atualmente utilizados pelos m\u00e9dicos conseguirem identificar seus sinais mais conhecidos. \u00c9 o que indica um novo estudo que encontrou <strong>altera\u00e7\u00f5es estruturais cerebrais pelo menos sete anos antes de as placas de beta-amiloide se tornarem vis\u00edveis em exames de PET<\/strong>, considerado um dos principais m\u00e9todos de imagem utilizados para investigar os est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta pode ajudar a compreender melhor como o Alzheimer se desenvolve e, no futuro, contribuir para estrat\u00e9gias capazes de identificar a doen\u00e7a antes do aparecimento dos sintomas mais evidentes. Os pesquisadores, por\u00e9m, ressaltam que os resultados ainda n\u00e3o significam que altera\u00e7\u00f5es estruturais isoladas possam ser usadas como diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa acompanhou pessoas consideradas saud\u00e1veis durante quase duas d\u00e9cadas, utilizando exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica (MRI) realizados periodicamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esse acompanhamento prolongado, os pesquisadores conseguiram determinar aproximadamente quando as placas se tornaram detect\u00e1veis em cada participante. Em seguida, voltaram aos exames anteriores para procurar diferen\u00e7as nas estruturas cerebrais daqueles que posteriormente apresentaram sinais de ac\u00famulo de placas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado chamou aten\u00e7\u00e3o porque <strong>mudan\u00e7as na estrutura do c\u00e9rebro j\u00e1 estavam presentes muitos anos antes da identifica\u00e7\u00e3o das placas nos exames PET<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudo pode abrir caminho para diagn\u00f3stico mais precoce<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anders Martin Fjell, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Oslo e respons\u00e1vel pelo centro de pesquisa envolvido no estudo, classificou como um dos principais resultados a identifica\u00e7\u00e3o dessas altera\u00e7\u00f5es estruturais antes dos primeiros sinais de forma\u00e7\u00e3o de placas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A possibilidade \u00e9 importante porque o Alzheimer n\u00e3o come\u00e7a necessariamente no momento em que a pessoa apresenta perda de mem\u00f3ria percept\u00edvel. O processo biol\u00f3gico pode se desenvolver durante anos antes de comprometer de maneira clara as atividades cotidianas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo sugere, portanto, que o c\u00e9rebro pode apresentar sinais mensur\u00e1veis de altera\u00e7\u00e3o antes que o m\u00e9todo tradicional de identifica\u00e7\u00e3o das placas consiga detect\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, s\u00e3o necess\u00e1rias novas pesquisas para determinar exatamente o que essas mudan\u00e7as significam individualmente e se elas poder\u00e3o, algum dia, ser utilizadas como uma ferramenta cl\u00ednica para prever quem desenvolver\u00e1 a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perda de mem\u00f3ria n\u00e3o deve ser simplesmente atribu\u00edda \u00e0 idade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Altera\u00e7\u00f5es na mem\u00f3ria podem ocorrer naturalmente com o envelhecimento. Esquecer ocasionalmente um nome ou ter dificuldade moment\u00e2nea para lembrar determinada informa\u00e7\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o significa necessariamente que exista uma doen\u00e7a neurodegenerativa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente quando os problemas come\u00e7am a <strong>interferir na rotina e na capacidade de realizar tarefas que antes eram habituais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, a pr\u00f3pria pessoa percebe primeiro que algo mudou. Em outros, familiares e amigos s\u00e3o os primeiros a notar altera\u00e7\u00f5es no comportamento ou na mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estes sinais merecem aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns comportamentos podem indicar que \u00e9 necess\u00e1rio procurar avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Entre os principais sinais de alerta est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Perda de mem\u00f3ria que interfere na vida cotidiana;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dificuldade para planejar ou resolver problemas;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Problemas para realizar tarefas familiares em casa, no trabalho ou durante o lazer;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Confus\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a datas, hor\u00e1rios ou lugares;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dificuldade para compreender imagens ou rela\u00e7\u00f5es espaciais;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Novos problemas para falar ou escrever;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Perder objetos e n\u00e3o conseguir refazer os pr\u00f3prios passos para encontr\u00e1-los;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Redu\u00e7\u00e3o da capacidade de julgamento;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Afastamento de atividades profissionais ou sociais;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mudan\u00e7as de humor ou personalidade.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a de um ou mais desses sinais n\u00e3o significa, por si s\u00f3, que a pessoa tenha Alzheimer. Eles podem estar relacionados a diferentes condi\u00e7\u00f5es e precisam ser investigados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alzheimer representa um desafio crescente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A import\u00e2ncia da detec\u00e7\u00e3o precoce tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada ao crescimento da dem\u00eancia no mundo. Estimativas apontam que <strong>mais de 55 milh\u00f5es de pessoas viviam com algum tipo de dem\u00eancia em 2020<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 78 milh\u00f5es de pessoas em 2030 e 139 milh\u00f5es em 2050. O crescimento dever\u00e1 ser especialmente forte em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda, onde j\u00e1 vivem cerca de 60% das pessoas com dem\u00eancia. A propor\u00e7\u00e3o pode chegar a 71% at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, principalmente em pa\u00edses como China e \u00cdndia e em outras na\u00e7\u00f5es do sul da \u00c1sia e do Pac\u00edfico Ocidental, est\u00e1 entre os fatores que tornam o diagn\u00f3stico e o acompanhamento das doen\u00e7as neurodegenerativas um desafio cada vez maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A doen\u00e7a de Alzheimer pode come\u00e7ar a provocar mudan\u00e7as no c\u00e9rebro muito antes de os exames atualmente utilizados pelos m\u00e9dicos conseguirem identificar seus sinais mais conhecidos. \u00c9 o que indica um novo estudo que encontrou altera\u00e7\u00f5es estruturais cerebrais pelo menos sete anos antes de as placas de beta-amiloide se tornarem vis\u00edveis em exames de PET, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":50836,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-58031","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58031"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58061,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58031\/revisions\/58061"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58031"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58031"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}