{"id":58306,"date":"2026-09-12T10:17:00","date_gmt":"2026-09-12T13:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58306"},"modified":"2026-09-10T06:29:26","modified_gmt":"2026-09-10T09:29:26","slug":"beber-cafe-ou-cha-quente-demais-pode-triplicar-risco-de-cancer-no-esofago-aponta-estudo-com-quase-1-milhao-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/beber-cafe-ou-cha-quente-demais-pode-triplicar-risco-de-cancer-no-esofago-aponta-estudo-com-quase-1-milhao-de-pessoas\/","title":{"rendered":"Beber caf\u00e9 ou ch\u00e1 quente demais pode triplicar risco de c\u00e2ncer no es\u00f4fago, aponta estudo com quase 1 milh\u00e3o de pessoas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Beber caf\u00e9, ch\u00e1 ou outras bebidas em temperaturas muito elevadas pode estar associado a um risco significativamente maior de desenvolver c\u00e2ncer no es\u00f4fago. \u00c9 o que indica um amplo estudo brit\u00e2nico que analisou dados de aproximadamente 980 mil pessoas e identificou uma rela\u00e7\u00e3o especialmente forte entre o consumo de l\u00edquidos muito quentes e o carcinoma espinocelular do es\u00f4fago, uma das principais formas da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os pesquisadores, participantes que afirmaram consumir bebidas \u201cmuito quentes\u201d apresentaram risco cerca de tr\u00eas vezes maior de desenvolver esse tipo de tumor quando comparados aos que preferiam as bebidas apenas \u201cmornas\u201d. Entre aqueles que classificaram o consumo como \u201cquente\u201d, o risco foi quase duas vezes maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da diferen\u00e7a expressiva, especialistas ressaltam que o risco absoluto de desenvolver c\u00e2ncer de es\u00f4fago continua sendo baixo. Al\u00e9m disso, o estudo n\u00e3o concluiu que caf\u00e9 ou ch\u00e1, especificamente, sejam respons\u00e1veis pelo aumento do risco. O fator associado foi a <strong>temperatura da bebida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Temperatura parece ser mais importante que a bebida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa acompanhou os participantes por mais de dez anos e utilizou informa\u00e7\u00f5es do UK Biobank e do Million Women Study. Os volunt\u00e1rios que consumiam bebidas quentes precisaram indicar como normalmente as ingeriam, escolhendo entre as classifica\u00e7\u00f5es \u201cmuito quente\u201d, \u201cquente\u201d ou \u201cmorna\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o per\u00edodo de acompanhamento, os pesquisadores verificaram os registros de sa\u00fade para identificar casos de carcinoma espinocelular do es\u00f4fago, conhecido pela sigla SCC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A compara\u00e7\u00e3o revelou uma rela\u00e7\u00e3o progressiva: quanto maior a temperatura declarada pelos participantes, maior foi a associa\u00e7\u00e3o encontrada com o desenvolvimento desse tipo de c\u00e2ncer. Quem consumia as bebidas quentes apresentou risco quase duas vezes superior ao grupo que as bebia mornas, enquanto o grupo que preferia l\u00edquidos muito quentes chegou a apresentar risco aproximadamente tr\u00eas vezes maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado amplia evid\u00eancias anteriores sobre os poss\u00edveis efeitos do consumo frequente de bebidas em temperaturas elevadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudo n\u00e3o encontrou o mesmo efeito em outro tipo de c\u00e2ncer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O c\u00e2ncer de es\u00f4fago n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica doen\u00e7a. Entre suas principais formas est\u00e3o o carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa encontrou associa\u00e7\u00e3o entre temperaturas elevadas e o carcinoma espinocelular, mas <strong>n\u00e3o identificou aumento semelhante no risco de adenocarcinoma<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo os pesquisadores, isso \u00e9 relevante porque indica que a rela\u00e7\u00e3o observada n\u00e3o deve ser interpretada simplesmente como um aumento geral de todos os tipos de c\u00e2ncer do es\u00f4fago provocado pelo consumo de caf\u00e9 ou ch\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O es\u00f4fago \u00e9 o tubo respons\u00e1vel por conduzir alimentos e l\u00edquidos da boca at\u00e9 o est\u00f4mago. Uma das hip\u00f3teses para explicar os resultados \u00e9 que a exposi\u00e7\u00e3o repetida ao calor possa provocar danos no revestimento desse \u00f3rg\u00e3o. Com o passar do tempo, essas agress\u00f5es poderiam favorecer altera\u00e7\u00f5es celulares associadas ao desenvolvimento do c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Temperatura exata das bebidas n\u00e3o foi medida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do tamanho da pesquisa, existe uma limita\u00e7\u00e3o importante. Os cientistas n\u00e3o mediram diretamente a temperatura das bebidas consumidas pelos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A classifica\u00e7\u00e3o foi baseada na percep\u00e7\u00e3o de cada pessoa sobre o que considerava \u201cmorno\u201d, \u201cquente\u201d ou \u201cmuito quente\u201d. Dessa forma, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer apenas com esse estudo uma temperatura exata a partir da qual o risco come\u00e7aria a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisas realizadas anteriormente em outros pa\u00edses levaram a Ag\u00eancia Internacional de Pesquisa em C\u00e2ncer (IARC) a classificar o consumo de bebidas <strong>acima de 65\u00b0C<\/strong> como \u201cprovavelmente carcinog\u00eanico\u201d para seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, essa temperatura pode ser superior \u00e0quela normalmente utilizada por muitos consumidores de ch\u00e1 e caf\u00e9 no Reino Unido. Por isso, novas pesquisas ainda s\u00e3o necess\u00e1rias para determinar com maior precis\u00e3o quais temperaturas e padr\u00f5es de consumo representam maior risco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Especialistas recomendam esperar a bebida esfriar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante dos resultados, a recomenda\u00e7\u00e3o mais simples \u00e9 evitar consumir bebidas quando ainda estiverem excessivamente quentes. Deixar o caf\u00e9, o ch\u00e1 ou qualquer outro l\u00edquido esfriar at\u00e9 uma temperatura confort\u00e1vel antes de beber pode reduzir a exposi\u00e7\u00e3o do es\u00f4fago ao calor intenso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, portanto, n\u00e3o aponta que seja necess\u00e1rio abandonar caf\u00e9 ou ch\u00e1. A principal preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 <strong>temperatura em que essas bebidas s\u00e3o consumidas<\/strong>, especialmente quando o h\u00e1bito \u00e9 frequente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pr\u00f3prios pesquisadores destacam que o trabalho acrescenta evid\u00eancias a uma associa\u00e7\u00e3o j\u00e1 observada anteriormente, mas tamb\u00e9m deixa quest\u00f5es em aberto. O tamanho da amostra e o longo per\u00edodo de acompanhamento tornam o estudo relevante, mas a aus\u00eancia de medi\u00e7\u00f5es diretas da temperatura impede estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o definitiva entre um determinado n\u00famero de graus e o risco individual de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beber caf\u00e9, ch\u00e1 ou outras bebidas em temperaturas muito elevadas pode estar associado a um risco significativamente maior de desenvolver c\u00e2ncer no es\u00f4fago. \u00c9 o que indica um amplo estudo brit\u00e2nico que analisou dados de aproximadamente 980 mil pessoas e identificou uma rela\u00e7\u00e3o especialmente forte entre o consumo de l\u00edquidos muito quentes e o carcinoma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":12801,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-58306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58307,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58306\/revisions\/58307"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12801"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}