{"id":58330,"date":"2026-09-12T18:01:00","date_gmt":"2026-09-12T21:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58330"},"modified":"2026-09-10T07:35:16","modified_gmt":"2026-09-10T10:35:16","slug":"cientistas-analisam-dados-de-mais-de-60-anos-e-fazem-alerta-grave-sobre-fenomeno-que-pode-mudar-o-brasil-ate-2100","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/cientistas-analisam-dados-de-mais-de-60-anos-e-fazem-alerta-grave-sobre-fenomeno-que-pode-mudar-o-brasil-ate-2100\/","title":{"rendered":"Cientistas analisam dados de mais de 60 anos e fazem alerta grave sobre fen\u00f4meno que pode &#8220;mudar&#8221; o Brasil at\u00e9 2100"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O planeta pode ficar mais seco nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, e o Brasil est\u00e1 entre as regi\u00f5es que aparecem no radar dos cientistas. Uma an\u00e1lise que re\u00fane dados observados entre 1960 e 2023 e proje\u00e7\u00f5es para o per\u00edodo de 2071 a 2100 indica que as \u00e1reas classificadas como \u00e1ridas ou semi\u00e1ridas poder\u00e3o representar mais de 40% das terras do mundo at\u00e9 o fim do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi publicado em 1\u00ba de setembro na revista cient\u00edfica <em>Environmental Research Letters<\/em> e considera diferentes cen\u00e1rios de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Embora a expans\u00e3o estimada seja menor do que algumas proje\u00e7\u00f5es anteriores apontavam, os pesquisadores identificaram \u00e1reas espec\u00edficas nas quais o avan\u00e7o da aridez pode ser significativamente mais intenso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brasil, Austr\u00e1lia e norte da \u00c1frica est\u00e3o entre os locais que podem experimentar algumas das mudan\u00e7as mais expressivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores analisaram como a distribui\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es \u00e1ridas e semi\u00e1ridas se modificou ao longo de mais de seis d\u00e9cadas. Para as proje\u00e7\u00f5es futuras, foram considerados diferentes n\u00edveis de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 1994 e 2023, as \u00e1reas \u00e1ridas e semi\u00e1ridas correspondiam a aproximadamente 38,58% da superf\u00edcie terrestre. Para o per\u00edodo entre 2071 e 2100, os modelos apontam uma participa\u00e7\u00e3o entre 39,31% e 40,28%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No cen\u00e1rio de maiores emiss\u00f5es, a estimativa chega a 40,28%. Em termos absolutos, isso representaria uma expans\u00e3o de aproximadamente 2,37 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero, entretanto, precisa ser interpretado corretamente. A proje\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que 40% das \u00e1reas que atualmente s\u00e3o \u00famidas deixar\u00e3o de ser assim. O percentual representa a parcela total da superf\u00edcie terrestre que ser\u00e1 classificada como \u00e1rida ou semi\u00e1rida, incluindo regi\u00f5es que j\u00e1 apresentam essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil aparece entre as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de o crescimento global previsto ser relativamente mais moderado do que em algumas pesquisas anteriores, a distribui\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as n\u00e3o ser\u00e1 homog\u00eanea. Certas regi\u00f5es dever\u00e3o apresentar um processo de secamento muito mais acentuado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse grupo que aparece o Brasil, acompanhado pela Austr\u00e1lia e pelo norte da \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre os cen\u00e1rios est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas futuras, especialmente ao comportamento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. Quanto maior a concentra\u00e7\u00e3o desses gases na atmosfera, maior tende a ser a altera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es que determinam a disponibilidade de \u00e1gua e a distribui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o territ\u00f3rio brasileiro, o resultado chama aten\u00e7\u00e3o justamente pela dimens\u00e3o continental do pa\u00eds e pela diversidade de biomas. Uma altera\u00e7\u00e3o persistente no regime clim\u00e1tico pode produzir efeitos diferentes de acordo com a regi\u00e3o, modificando paisagens, disponibilidade h\u00eddrica e condi\u00e7\u00f5es para a vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Florestas tropicais s\u00e3o pe\u00e7a importante para entender o clima<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tentativa de compreender essas transforma\u00e7\u00f5es passa tamb\u00e9m pelo estudo da rela\u00e7\u00e3o entre atmosfera, vegeta\u00e7\u00e3o e carbono. Uma das quest\u00f5es analisadas pelos cientistas envolve justamente a maneira como o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) interage com a vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colabora\u00e7\u00e3o de cerca de uma d\u00e9cada entre o Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley, na Calif\u00f3rnia, e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA), em Manaus, busca ampliar o conhecimento sobre o funcionamento das florestas tropicais e sua influ\u00eancia nos modelos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O INPA acompanha a biomassa da floresta amaz\u00f4nica h\u00e1 mais de 30 anos, fornecendo uma extensa s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es sobre as mudan\u00e7as observadas no bioma. A parceria com pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley surgiu justamente da necessidade de aprimorar a compreens\u00e3o dos processos que alimentam as previs\u00f5es clim\u00e1ticas em escala global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As florestas tropicais ocupam posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nesse desafio por reunirem algumas das condi\u00e7\u00f5es ambientais mais complexas do planeta. S\u00e3o regi\u00f5es quentes e \u00famidas, com enorme diversidade biol\u00f3gica e uma din\u00e2mica particularmente sens\u00edvel \u00e0s altera\u00e7\u00f5es de temperatura, disponibilidade de \u00e1gua e concentra\u00e7\u00e3o de carbono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prever o clima global continua sendo um desafio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do avan\u00e7o das ferramentas de observa\u00e7\u00e3o e dos modelos computacionais, antecipar com precis\u00e3o o comportamento do clima em escala planet\u00e1ria continua sendo uma tarefa complexa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados utilizados pelos pesquisadores precisam representar sistemas que interagem continuamente: atmosfera, solo, oceanos, vegeta\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua est\u00e3o conectados e podem responder de maneiras diferentes \u00e0s mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O planeta pode ficar mais seco nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, e o Brasil est\u00e1 entre as regi\u00f5es que aparecem no radar dos cientistas. Uma an\u00e1lise que re\u00fane dados observados entre 1960 e 2023 e proje\u00e7\u00f5es para o per\u00edodo de 2071 a 2100 indica que as \u00e1reas classificadas como \u00e1ridas ou semi\u00e1ridas poder\u00e3o representar mais de 40% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":53029,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-58330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58330"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58330\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58331,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58330\/revisions\/58331"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}