{"id":58339,"date":"2026-09-10T17:07:00","date_gmt":"2026-09-10T20:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58339"},"modified":"2026-09-10T08:01:57","modified_gmt":"2026-09-10T11:01:57","slug":"habito-comum-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-e-muita-gente-faz-isso-todos-os-dias-em-casa-e-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/habito-comum-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-e-muita-gente-faz-isso-todos-os-dias-em-casa-e-no-trabalho\/","title":{"rendered":"H\u00e1bito comum pode aumentar o risco de c\u00e2ncer e muita gente faz isso todos os dias em casa e no trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passar horas sentado parece um h\u00e1bito banal para quem trabalha diante do computador, estuda, assiste \u00e0 televis\u00e3o ou permanece por longos per\u00edodos no celular. No entanto, uma nova pesquisa indica que n\u00e3o \u00e9 apenas o tempo total nessa posi\u00e7\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o. A maneira como esses per\u00edodos de inatividade s\u00e3o distribu\u00eddos ao longo do dia tamb\u00e9m pode estar relacionada \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Publicado na revista cient\u00edfica <em>PLOS Medicine<\/em>, o estudo analisou dados de participantes do UK Biobank e identificou uma associa\u00e7\u00e3o entre per\u00edodos prolongados de sedentarismo e um risco maior de desenvolver c\u00e2ncer e morrer em decorr\u00eancia da doen\u00e7a. A pesquisa chama aten\u00e7\u00e3o especialmente para o tempo passado sentado sem interrup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado n\u00e3o significa que sentar seja, por si s\u00f3, uma causa direta de c\u00e2ncer. Os pr\u00f3prios pesquisadores ressaltam limita\u00e7\u00f5es importantes e afirmam que os dados demonstram uma associa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Ainda assim, os achados refor\u00e7am evid\u00eancias anteriores sobre os poss\u00edveis efeitos negativos de permanecer im\u00f3vel por per\u00edodos extensos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muito tempo, pesquisas sobre comportamento sedent\u00e1rio concentraram-se principalmente na quantidade de horas que uma pessoa permanecia sentada diariamente. O novo trabalho acrescenta outra dimens\u00e3o: a dura\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos cont\u00ednuos de repouso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com os resultados, a cada hora adicional de perman\u00eancia prolongada sentado ao longo do dia, os participantes apresentavam um aumento significativo no risco de c\u00e2ncer e de mortalidade relacionada \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta \u00e9 especialmente relevante para quem passa grande parte da rotina em uma cadeira. Uma pessoa pode, por exemplo, fazer uma corrida ou frequentar a academia algumas vezes por semana e, ainda assim, permanecer sentada durante v\u00e1rias horas consecutivas no restante do dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios continua sendo importante, mas pode n\u00e3o compensar completamente longos intervalos de inatividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Levantar por alguns minutos pode fazer diferen\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das mensagens mais pr\u00e1ticas do estudo \u00e9 que a mudan\u00e7a de comportamento n\u00e3o precisa necessariamente envolver exerc\u00edcios intensos. Interromper per\u00edodos prolongados sentado com pequenas movimenta\u00e7\u00f5es pode ser uma estrat\u00e9gia simples para reduzir o tempo de inatividade cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma recomenda\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica apresentada a partir dos achados \u00e9 levantar a cada 20 ou 30 minutos e permanecer em movimento durante um ou dois minutos. Caminhar para buscar \u00e1gua ou caf\u00e9, afastar-se rapidamente da mesa ou permanecer de p\u00e9 durante uma liga\u00e7\u00e3o s\u00e3o exemplos de pequenas mudan\u00e7as poss\u00edveis na rotina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia n\u00e3o \u00e9 substituir atividades f\u00edsicas estruturadas, mas evitar que o corpo permane\u00e7a im\u00f3vel por longos per\u00edodos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Exercitar-se n\u00e3o elimina o problema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m ajuda a explicar por que algu\u00e9m fisicamente ativo ainda pode acumular muitas horas de comportamento sedent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma sess\u00e3o de academia de uma hora, por exemplo, representa apenas uma pequena parte do dia. Se o restante da rotina for composto por v\u00e1rias horas sentado, especialmente em per\u00edodos ininterruptos, o padr\u00e3o de atividade continua sendo predominantemente sedent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, os resultados n\u00e3o diminuem a import\u00e2ncia da pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios. Pelo contr\u00e1rio: a atividade f\u00edsica permanece fundamental para a sa\u00fade. O alerta \u00e9 que ela deve ser acompanhada, sempre que poss\u00edvel, por interrup\u00e7\u00f5es frequentes dos per\u00edodos prolongados de inatividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estudo n\u00e3o prova que ficar sentado causa c\u00e2ncer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do impacto do resultado, \u00e9 necess\u00e1rio evitar uma interpreta\u00e7\u00e3o definitiva. O estudo identificou uma associa\u00e7\u00e3o entre o comportamento sedent\u00e1rio prolongado e os desfechos relacionados ao c\u00e2ncer, mas n\u00e3o conseguiu demonstrar que permanecer sentado por longos per\u00edodos seja diretamente respons\u00e1vel pelo surgimento da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe, inclusive, a possibilidade de ocorrer o fen\u00f4meno conhecido como causalidade reversa. Pessoas que j\u00e1 estejam desenvolvendo algum problema de sa\u00fade, mesmo antes de receberem um diagn\u00f3stico, podem come\u00e7ar naturalmente a permanecer mais tempo sentadas por causa de cansa\u00e7o, fraqueza ou redu\u00e7\u00e3o da capacidade de se movimentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores tentaram diminuir essa possibilidade retirando da an\u00e1lise os dois primeiros anos de acompanhamento. A l\u00f3gica foi excluir casos de c\u00e2ncer que j\u00e1 poderiam estar em desenvolvimento no in\u00edcio da pesquisa e, portanto, influenciando o comportamento dos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrat\u00e9gia aumenta a confiabilidade dos resultados, mas n\u00e3o elimina completamente essa possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passar horas sentado parece um h\u00e1bito banal para quem trabalha diante do computador, estuda, assiste \u00e0 televis\u00e3o ou permanece por longos per\u00edodos no celular. No entanto, uma nova pesquisa indica que n\u00e3o \u00e9 apenas o tempo total nessa posi\u00e7\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o. 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