{"id":58620,"date":"2026-09-14T13:21:00","date_gmt":"2026-09-14T16:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58620"},"modified":"2026-09-14T04:43:52","modified_gmt":"2026-09-14T07:43:52","slug":"brasileiros-recebem-alerta-sobre-fenomeno-que-tem-75-de-chance-de-ser-o-mais-forte-desde-1950","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileiros-recebem-alerta-sobre-fenomeno-que-tem-75-de-chance-de-ser-o-mais-forte-desde-1950\/","title":{"rendered":"Brasileiros recebem alerta sobre fen\u00f4meno que tem 75% de chance de ser o mais forte desde 1950"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil entrou em estado de aten\u00e7\u00e3o diante da possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um dos epis\u00f3dios mais intensos de El Ni\u00f1o j\u00e1 registrados. Uma nova proje\u00e7\u00e3o do Centro de Previs\u00e3o Clim\u00e1tica da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (CPC\/NOAA), repercutida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica mais de 90% de probabilidade de ocorr\u00eancia de um evento clim\u00e1tico muito forte durante a primavera e o ver\u00e3o de 2026\u20132027 no Hemisf\u00e9rio Sul. Dentro desse cen\u00e1rio, a estimativa aponta ainda 75% de chance de que o fen\u00f4meno seja o mais intenso desde 1950.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desenvolvimento do fen\u00f4meno pode provocar altera\u00e7\u00f5es importantes nos padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es brasileiras. Entre os principais riscos est\u00e3o temporais mais severos no Sul, redu\u00e7\u00e3o das chuvas na Amaz\u00f4nia e possibilidade de impactos sobre a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Ao mesmo tempo, o Norte, o Nordeste e \u00e1reas do Brasil Central, incluindo o Centro-Oeste, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, podem enfrentar precipita\u00e7\u00f5es abaixo da m\u00e9dia e aumento do risco de problemas relacionados \u00e0 disponibilidade de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O El Ni\u00f1o faz parte do chamado El Ni\u00f1o\u2013Oscila\u00e7\u00e3o Sul (Enos), um fen\u00f4meno natural relacionado \u00e0s altera\u00e7\u00f5es na temperatura da superf\u00edcie do Oceano Pac\u00edfico Equatorial e na press\u00e3o atmosf\u00e9rica. O ciclo possui tr\u00eas fases: El Ni\u00f1o, caracterizado pelo aquecimento anormal das \u00e1guas; La Ni\u00f1a, associada ao resfriamento; e a condi\u00e7\u00e3o neutra, quando nenhuma das duas situa\u00e7\u00f5es predomina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas mudan\u00e7as no Pac\u00edfico conseguem interferir na circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e, consequentemente, modificar os padr\u00f5es de temperatura e chuva em diferentes partes do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados mais recentes da NOAA mostram uma anomalia de aproximadamente <strong>+2,7\u00b0C<\/strong> na temperatura da superf\u00edcie do mar na regi\u00e3o Ni\u00f1o 3.4, localizada no Pac\u00edfico Equatorial Central. O indicador \u00e9 acompanhado por meio do ONI (\u00cdndice Oce\u00e2nico Ni\u00f1o), utilizado para avaliar a evolu\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o e da La Ni\u00f1a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero chama aten\u00e7\u00e3o quando comparado aos principais epis\u00f3dios registrados anteriormente. Na primeira semana de setembro, o ONI apresentava anomalias de <strong>+1,6\u00b0C em 2023, +1,7\u00b0C em 2015, +2,1\u00b0C em 1997 e +0,6\u00b0C em 1982<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NOAA tamb\u00e9m passou a utilizar o RONI (\u00cdndice Oce\u00e2nico Ni\u00f1o Relativo), que desconta parte do aquecimento observado nos oceanos tropicais. Por esse m\u00e9todo, a anomalia atual chega a <strong>+1,8\u00b0C<\/strong>, classifica\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com um El Ni\u00f1o forte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Proje\u00e7\u00f5es apontam para pico entre novembro e dezembro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os modelos clim\u00e1ticos utilizados para projetar a evolu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno indicam que o El Ni\u00f1o ainda deve ganhar for\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses. A expectativa \u00e9 que o pico aconte\u00e7a entre <strong>novembro e dezembro<\/strong>, quando a mediana das simula\u00e7\u00f5es aponta para valores pr\u00f3ximos de <strong>+4\u00b0C na regi\u00e3o Ni\u00f1o 3.4<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso essa proje\u00e7\u00e3o se confirme, a intensidade ficar\u00e1 muito acima dos +2\u00b0C utilizados como refer\u00eancia para caracterizar um chamado Super El Ni\u00f1o e poder\u00e1 superar os maiores picos observados nos principais eventos das \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ritmo de evolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 considerado fora do padr\u00e3o. Segundo levantamento da MetSul baseado nos dados semanais da NOAA, o maior valor registrado na regi\u00e3o Ni\u00f1o 3.4 durante os principais epis\u00f3dios de Super El Ni\u00f1o foi de <strong>+3,0\u00b0C em 2015<\/strong>, na semana de 18 de novembro. Em 1982, o pico chegou a <strong>+2,6\u00b0C<\/strong>, registrado na semana de 29 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2026, entretanto, a marca de +2\u00b0C foi alcan\u00e7ada muito mais cedo, j\u00e1 em <strong>8 de julho<\/strong>. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, em 1982 esse patamar s\u00f3 foi atingido em novembro. Em 1997 e 2015, a marca foi alcan\u00e7ada em setembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A velocidade com que o aquecimento avan\u00e7ou refor\u00e7a a preocupa\u00e7\u00e3o dos especialistas, especialmente porque o fen\u00f4meno ainda pode se intensificar antes de atingir sua m\u00e1xima for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mudan\u00e7as na chuva podem afetar diferentes regi\u00f5es do Brasil<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos de um El Ni\u00f1o de grande intensidade n\u00e3o s\u00e3o uniformes em todo o territ\u00f3rio brasileiro. As altera\u00e7\u00f5es na circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica podem favorecer condi\u00e7\u00f5es muito diferentes entre as regi\u00f5es, aumentando tanto o risco de chuvas extremas quanto o de per\u00edodos prolongados de estiagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Sul, um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade de ocorr\u00eancia de temporais e outros eventos meteorol\u00f3gicos extremos. Na Amaz\u00f4nia, a redu\u00e7\u00e3o das chuvas pode agravar a seca e aumentar a press\u00e3o sobre rios, reservat\u00f3rios e ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o Norte, o Nordeste e \u00e1reas do Brasil Central podem registrar precipita\u00e7\u00f5es inferiores \u00e0 m\u00e9dia. O cen\u00e1rio inclui o Centro-Oeste, Minas Gerais e Esp\u00edrito Santo, regi\u00f5es nas quais a menor disponibilidade de chuva pode elevar o risco de problemas relacionados ao abastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil entrou em estado de aten\u00e7\u00e3o diante da possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de um dos epis\u00f3dios mais intensos de El Ni\u00f1o j\u00e1 registrados. 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