{"id":58901,"date":"2026-09-16T18:19:00","date_gmt":"2026-09-16T21:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58901"},"modified":"2026-09-16T04:43:48","modified_gmt":"2026-09-16T07:43:48","slug":"mulher-espera-mais-de-4-anos-na-fila-do-sus-e-justica-decide-que-governo-deve-pagar-r-50-mil-para-ela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/mulher-espera-mais-de-4-anos-na-fila-do-sus-e-justica-decide-que-governo-deve-pagar-r-50-mil-para-ela\/","title":{"rendered":"Mulher espera mais de 4 anos na fila do SUS e justi\u00e7a decide que governo deve pagar R$ 50 mil para ela"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mulher de Imaru\u00ed, no Sul de Santa Catarina, ser\u00e1 indenizada em <strong>R$ 50 mil<\/strong> ap\u00f3s a Justi\u00e7a reconhecer que a demora para a realiza\u00e7\u00e3o de exames e o in\u00edcio do tratamento m\u00e9dico contribuiu para o agravamento de uma doen\u00e7a ocular e para uma perda significativa da vis\u00e3o. A paciente esperou mais de quatro anos por um exame necess\u00e1rio para confirmar o diagn\u00f3stico e, mesmo ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o da gravidade do quadro, aguardou outros seis meses at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de uma cirurgia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso come\u00e7ou em <strong>julho de 2018<\/strong>, quando a mulher passou por uma avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e recebeu a indica\u00e7\u00e3o de uma retinografia fluorescente diante da suspeita de retinopatia diab\u00e9tica. O pedido foi inserido no sistema do SUS como de \u201cbaixa prioridade\u201d, fazendo com que a paciente permanecesse na fila por <strong>quatro anos e quatro meses<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O exame s\u00f3 foi realizado em novembro de 2022 e revelou um quadro grave, com <strong>retinopatia diab\u00e9tica proliferativa, edema macular, isquemia retiniana e hemorragia<\/strong>. Apesar do diagn\u00f3stico, a cirurgia de vitrectomia ocorreu apenas em junho de 2023, quando a vis\u00e3o j\u00e1 estava seriamente comprometida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Per\u00edcia apontou influ\u00eancia da demora no agravamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o processo, uma per\u00edcia m\u00e9dica analisou a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e teve papel central na decis\u00e3o judicial. O laudo apontou que a paciente tinha <strong>diabetes mellitus descompensada<\/strong>, condi\u00e7\u00e3o considerada pelo especialista como o principal fator respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da retinopatia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, tamb\u00e9m identificou a influ\u00eancia da demora no atendimento. Segundo o perito, tanto o atraso para a realiza\u00e7\u00e3o da retinografia quanto o tempo transcorrido at\u00e9 o in\u00edcio do tratamento contribu\u00edram para o agravamento da perda visual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O especialista considerou que o caso deveria ter recebido <strong>atendimento priorit\u00e1rio<\/strong> e afirmou que a ado\u00e7\u00e3o de medidas terap\u00eauticas em momento anterior poderia ter reduzido a extens\u00e3o dos danos provocados pela doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nas conclus\u00f5es da per\u00edcia, a Justi\u00e7a entendeu que a demora no atendimento retirou da paciente a possibilidade de obter um progn\u00f3stico mais favor\u00e1vel. A situa\u00e7\u00e3o foi reconhecida como causadora de <strong>dano moral<\/strong>, resultando na condena\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio ao pagamento de R$ 50 mil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prefeitura afirma que vai recorrer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Prefeitura de Imaru\u00ed declarou que respeita a decis\u00e3o judicial e manifestou solidariedade \u00e0 paciente, mas informou que a Procuradoria-Geral do Munic\u00edpio pretende recorrer da senten\u00e7a ao <strong>Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa dever\u00e1 argumentar que os atendimentos especializados do SUS s\u00e3o submetidos a um sistema estadual de regula\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o de risco. Dessa forma, segundo o munic\u00edpio, a prefeitura n\u00e3o teria controle exclusivo sobre a ordem dos pacientes nem sobre o tempo de espera para a realiza\u00e7\u00e3o dos procedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mulher de Imaru\u00ed, no Sul de Santa Catarina, ser\u00e1 indenizada em R$ 50 mil ap\u00f3s a Justi\u00e7a reconhecer que a demora para a realiza\u00e7\u00e3o de exames e o in\u00edcio do tratamento m\u00e9dico contribuiu para o agravamento de uma doen\u00e7a ocular e para uma perda significativa da vis\u00e3o. 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