{"id":58903,"date":"2026-09-16T15:21:00","date_gmt":"2026-09-16T18:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=58903"},"modified":"2026-09-16T04:48:41","modified_gmt":"2026-09-16T07:48:41","slug":"trabalhar-como-clt-ou-nao-nova-pesquisa-revela-o-que-a-nova-geracao-realmente-quer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/trabalhar-como-clt-ou-nao-nova-pesquisa-revela-o-que-a-nova-geracao-realmente-quer\/","title":{"rendered":"Trabalhar como CLT ou n\u00e3o? Nova pesquisa revela o que a \u201cnova gera\u00e7\u00e3o\u201d realmente quer"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o da nova gera\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho est\u00e1 longe de ser uma simples rejei\u00e7\u00e3o ao emprego com carteira assinada. Pesquisas recentes mostram que os jovens brasileiros valorizam a seguran\u00e7a oferecida pela <strong>CLT<\/strong>, mas tamb\u00e9m demonstram interesse crescente pelo trabalho aut\u00f4nomo, principalmente quando associam esse modelo a maior liberdade, flexibilidade e possibilidade de aumentar a renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, com apoio t\u00e9cnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva, mostra que, entre jovens de 16 a 29 anos que trabalham, <strong>44% t\u00eam carteira assinada<\/strong>. Outros 15% s\u00e3o assalariados sem registro, 13% atuam como aut\u00f4nomos ou freelancers, 10% est\u00e3o em trabalhos informais e 8% s\u00e3o estagi\u00e1rios ou aprendizes remunerados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando questionados sobre o modelo que desejam atualmente, <strong>30% afirmam preferir um emprego com carteira assinada<\/strong>. Ao projetarem suas expectativas para os pr\u00f3ximos cinco anos, por\u00e9m, esse percentual cai para 16%, enquanto a prefer\u00eancia declarada pelo trabalho aut\u00f4nomo passa de 28% para 42%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros indicam que a discuss\u00e3o n\u00e3o se resume a escolher entre direitos trabalhistas e liberdade profissional. Para uma parcela dos jovens, as condi\u00e7\u00f5es concretas oferecidas pelo emprego t\u00eam peso significativo nessa decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"612\" height=\"408\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63.png\" alt=\"Clt tempo\" class=\"wp-image-12549\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63.png 612w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63-300x200.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/image-63-150x100.png 150w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sal\u00e1rio, ambiente e perspectiva pesam na escolha<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sal\u00e1rio aparece como o principal crit\u00e9rio para <strong>64% dos jovens<\/strong> na hora de escolher uma ocupa\u00e7\u00e3o. Benef\u00edcios, plano de carreira e um ambiente agrad\u00e1vel aparecem em seguida, com 31% cada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A qualidade de vida tamb\u00e9m tem forte influ\u00eancia. <strong>62% dos entrevistados aceitariam receber um pouco menos em troca de trabalhar em um ambiente considerado menos estressante.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre aqueles que j\u00e1 tiveram experi\u00eancia profissional, 69% afirmam que j\u00e1 deixaram voluntariamente algum emprego. Entre os motivos apontados est\u00e3o falta de respeito, jornadas extensas, press\u00e3o excessiva e aus\u00eancia de perspectivas de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro levantamento, realizado pela Nexus em parceria com a Dem\u00e0, refor\u00e7a a exist\u00eancia de interesse pela contrata\u00e7\u00e3o formal. Nesse estudo, <strong>69% dos jovens afirmaram preferir trabalhar no modelo CLT<\/strong>, enquanto 29% disseram preferir um trabalho informal, sem registro e sem uma rotina definida. Outros 2% n\u00e3o souberam ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa ouviu 2.016 jovens de 14 a 29 anos e foi publicada em dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gera\u00e7\u00e3o Z est\u00e1 dividida entre estabilidade e autonomia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma terceira pesquisa, do Instituto Ipsos em parceria com o Estad\u00e3o, aponta uma divis\u00e3o semelhante entre os modelos. Entre brasileiros de 16 a 29 anos, <strong>35% consideram o trabalho aut\u00f4nomo a modalidade mais interessante<\/strong>, enquanto 27% preferem o emprego com carteira assinada. Outros 37% avaliam que os dois formatos apresentam vantagens semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A percep\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m varia de acordo com a condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica. Entre jovens das classes C, 40% consideram a CLT mais atrativa. O percentual chega a 44% nas classes D e E. J\u00e1 nas classes A e B, 32% preferem a carteira assinada, 29% optam pelo trabalho aut\u00f4nomo e 38% enxergam os dois modelos como igualmente vantajosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados ajudam a explicar por que diferentes pesquisas podem apresentar percentuais distintos sem necessariamente serem contradit\u00f3rias: elas utilizaram <strong>amostras, faixas et\u00e1rias e perguntas diferentes<\/strong>, al\u00e9m de investigarem prefer\u00eancias em contextos distintos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que a CLT oferece ao trabalhador<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT)<\/strong> re\u00fane normas que regulamentam as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas no Brasil. Sancionada em 1943, durante o governo de Get\u00falio Vargas, a legisla\u00e7\u00e3o estabeleceu uma s\u00e9rie de direitos para trabalhadores contratados formalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as garantias associadas ao emprego com carteira est\u00e3o <strong>f\u00e9rias remuneradas, 13\u00ba sal\u00e1rio, FGTS e seguro-desemprego<\/strong>, al\u00e9m de outras prote\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a prefer\u00eancia pelo trabalho aut\u00f4nomo n\u00e3o significa necessariamente que os jovens sejam contr\u00e1rios aos direitos trabalhistas. Em muitos casos, a escolha est\u00e1 relacionada \u00e0 percep\u00e7\u00e3o sobre remunera\u00e7\u00e3o, flexibilidade, deslocamento, ambiente profissional e possibilidades de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pejotiza\u00e7\u00e3o muda a rela\u00e7\u00e3o entre empresas e trabalhadores<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro elemento que entrou no debate \u00e9 a chamada <strong>pejotiza\u00e7\u00e3o<\/strong>, modelo no qual o profissional atua como pessoa jur\u00eddica e emite nota fiscal para receber pelos servi\u00e7os prestados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse formato ganhou espa\u00e7o no mercado brasileiro e passou a ser discutido com mais intensidade ap\u00f3s a Reforma Trabalhista de 2017. Diferentemente de um v\u00ednculo tradicional pela CLT, a contrata\u00e7\u00e3o como pessoa jur\u00eddica n\u00e3o garante automaticamente ao profissional os mesmos direitos previstos para um empregado formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as empresas, a diferen\u00e7a de custos entre os modelos pode ser significativa. Para o trabalhador, entretanto, a op\u00e7\u00e3o envolve uma troca entre autonomia e a aus\u00eancia de determinadas prote\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda um impacto sobre a arrecada\u00e7\u00e3o e a Previd\u00eancia Social. A redu\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos formais pode significar menor recolhimento de contribui\u00e7\u00f5es, ao mesmo tempo em que mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas aumentam a press\u00e3o sobre o sistema previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Debate jur\u00eddico pode mudar regras da contrata\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema tamb\u00e9m est\u00e1 no radar do Supremo Tribunal Federal (STF), que j\u00e1 consolidou entendimentos permitindo a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades-meio e atividades-fim em determinadas circunst\u00e2ncias e tem analisado diferentes quest\u00f5es relacionadas \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o por pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, o debate sobre o futuro do trabalho envolve a tentativa de estabelecer regras que ofere\u00e7am seguran\u00e7a jur\u00eddica sem ignorar as transforma\u00e7\u00f5es nas formas de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o da nova gera\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho est\u00e1 longe de ser uma simples rejei\u00e7\u00e3o ao emprego com carteira assinada. Pesquisas recentes mostram que os jovens brasileiros valorizam a seguran\u00e7a oferecida pela CLT, mas tamb\u00e9m demonstram interesse crescente pelo trabalho aut\u00f4nomo, principalmente quando associam esse modelo a maior liberdade, flexibilidade e possibilidade de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":45367,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-58903","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58903"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58903\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58904,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58903\/revisions\/58904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45367"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}