{"id":59194,"date":"2026-09-19T06:47:00","date_gmt":"2026-09-19T09:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=59194"},"modified":"2026-09-18T05:58:51","modified_gmt":"2026-09-18T08:58:51","slug":"fenomeno-que-acontece-apenas-uma-vez-a-cada-100-anos-na-lua-acaba-de-ser-descoberto-pela-nasa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/fenomeno-que-acontece-apenas-uma-vez-a-cada-100-anos-na-lua-acaba-de-ser-descoberto-pela-nasa\/","title":{"rendered":"Fen\u00f4meno que acontece apenas uma vez a cada 100 anos na Lua acaba de ser descoberto pela NASA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A NASA identificou na Lua uma cratera formada por um impacto ocorrido recentemente em termos astron\u00f4micos e que, segundo os modelos cient\u00edficos, pode acontecer apenas uma vez a cada aproximadamente um s\u00e9culo. Batizada de <strong>McGetchin<\/strong>, a estrutura tem cerca de 222 metros de di\u00e2metro e 43 metros de profundidade e foi criada ap\u00f3s um asteroide ou fragmento de cometa atingir a superf\u00edcie lunar entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho da forma\u00e7\u00e3o fez dela a maior cratera de impacto rec\u00e9m-formada j\u00e1 identificada pela miss\u00e3o <strong>Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO)<\/strong> e, segundo a NASA, a maior nova cratera j\u00e1 encontrada no Sistema Solar. Modelos de produ\u00e7\u00e3o de crateras indicam que um impacto capaz de produzir uma estrutura desse porte ocorre na Lua aproximadamente uma vez a cada 132 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta ganhou import\u00e2ncia adicional porque os cientistas conseguiram observar a regi\u00e3o antes e depois da colis\u00e3o. Como a Lua praticamente n\u00e3o possui atmosfera, as marcas deixadas por impactos podem permanecer preservadas por longos per\u00edodos, permitindo estudar as consequ\u00eancias do evento com grande n\u00edvel de detalhe.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-59195\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater.webp 1024w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater-300x169.webp 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater-768x432.webp 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater-150x84.webp 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/McGetchin-Crater-750x422.webp 750w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/NASA Goddard\/Intuitive Machines)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto foi identificado gra\u00e7as a imagens anteriores da Lua<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cratera foi localizada pelo cientista da NASA Robert Wagner durante uma verifica\u00e7\u00e3o rotineira da qualidade dos dados coletados pelo LRO. Ao perceber uma altera\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie que n\u00e3o aparecia nas imagens anteriores, ele iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o para determinar a origem da forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquele ponto\u201d, afirmou Wagner em declara\u00e7\u00e3o divulgada pela NASA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores estimam que o objeto respons\u00e1vel pelo impacto tinha dimens\u00f5es compar\u00e1veis \u00e0s de um edif\u00edcio de seis andares. A colis\u00e3o provocou uma grande escava\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie e lan\u00e7ou uma quantidade significativa de material para as \u00e1reas vizinhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O LRO observa toda a superf\u00edcie lunar em ciclos de aproximadamente 14 dias. Como a miss\u00e3o acompanha a Lua h\u00e1 mais de 17 anos, os cientistas possuem um extenso banco de imagens que permite comparar diferentes momentos e identificar mudan\u00e7as muito pequenas na paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, o equipamento j\u00e1 identificou aproximadamente <strong>1.000 novas crateras de impacto<\/strong> e mais de <strong>100 mil outras altera\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie lunar<\/strong>. O n\u00famero real de impactos, entretanto, pode ser muito maior, j\u00e1 que o LRO consegue identificar principalmente crateras com cerca de 9 metros de di\u00e2metro ou mais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cratera oferece oportunidade rara para estudar um impacto recente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois estudos publicados em 16 de setembro na revista <em>Science Advances<\/em> analisaram diferentes aspectos da descoberta. Um deles, liderado por Mark Robinson, da Intuitive Machines, examinou a pr\u00f3pria cratera McGetchin e a enorme quantidade de material expelido durante o impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo estudo utilizou informa\u00e7\u00f5es do instrumento Diviner, instalado no LRO, para investigar uma \u00e1rea muito maior ao redor da cratera e identificar as altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas provocadas pela colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o dos dados permite estudar uma regi\u00e3o lunar praticamente em seu estado original ap\u00f3s um impacto. Isso \u00e9 particularmente importante porque os pesquisadores normalmente precisam analisar crateras muito antigas, que j\u00e1 passaram por diferentes processos capazes de modificar suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Tyler Powell, autor principal de um dos estudos, a McGetchin \u00e9 excepcional justamente por ser a maior cratera rec\u00e9m-formada identificada at\u00e9 agora. Para ele, a possibilidade de o impacto ter ocorrido enquanto o LRO estava ativo permitiu uma oportunidade cient\u00edfica incomum: comparar diretamente a superf\u00edcie antes e depois da colis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura recebeu o nome <strong>McGetchin<\/strong> em homenagem ao cientista Tom McGetchin, que se tornou diretor do Lunar Science Institute em 1977 e morreu em 1979.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A NASA identificou na Lua uma cratera formada por um impacto ocorrido recentemente em termos astron\u00f4micos e que, segundo os modelos cient\u00edficos, pode acontecer apenas uma vez a cada aproximadamente um s\u00e9culo. 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