{"id":59312,"date":"2026-09-21T14:12:00","date_gmt":"2026-09-21T17:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=59312"},"modified":"2026-09-21T02:41:38","modified_gmt":"2026-09-21T05:41:38","slug":"especialistas-pedem-que-quem-paga-conta-de-luz-se-prepare-para-aumento-no-preco-e-novo-valor-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/especialistas-pedem-que-quem-paga-conta-de-luz-se-prepare-para-aumento-no-preco-e-novo-valor-em-2026\/","title":{"rendered":"Especialistas pedem que quem paga conta de luz se prepare para aumento no pre\u00e7o e novo valor em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os brasileiros que pagam conta de luz devem se preparar para uma alta nas tarifas de energia el\u00e9trica em 2026. A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) elevou para <strong>9,4%<\/strong> a proje\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de reajuste das contas no pr\u00f3ximo ano, percentual superior \u00e0s estimativas de infla\u00e7\u00e3o previstas para o per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova previs\u00e3o consta no boletim InfoTarifas, divulgado nesta sexta-feira (18), e representa uma acelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estimativas anteriores da pr\u00f3pria ag\u00eancia. Em mar\u00e7o, a expectativa era de aumento m\u00e9dio de 8%, enquanto em junho a proje\u00e7\u00e3o havia subido para 8,6%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a nova estimativa, o impacto n\u00e3o ser\u00e1 igual para todos os consumidores. A varia\u00e7\u00e3o depende da distribuidora respons\u00e1vel pelo fornecimento e da regi\u00e3o atendida. Em parte do mercado, o efeito tarif\u00e1rio m\u00e9dio poder\u00e1 superar <strong>15%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alta projetada s\u00f3 n\u00e3o dever\u00e1 ser maior porque aproximadamente <strong>R$ 10,7 bilh\u00f5es em recursos p\u00fablicos e setoriais<\/strong> ser\u00e3o utilizados para reduzir parte da press\u00e3o sobre as tarifas. Desse montante, cerca de R$ 5,5 bilh\u00f5es s\u00e3o provenientes da repactua\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es relacionadas ao Uso de Bem P\u00fablico (UBP) das usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conta de luz ter\u00e1 press\u00e3o de diferentes custos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Aneel, os principais fatores respons\u00e1veis pela proje\u00e7\u00e3o de 9,4% est\u00e3o relacionados aos componentes financeiros dos processos de reajuste, aos encargos do setor el\u00e9trico e ao custo de compra da energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os componentes financeiros representam o maior impacto na estimativa nacional, respondendo por <strong>4,7 pontos percentuais<\/strong> do reajuste projetado. Na sequ\u00eancia aparecem os encargos setoriais, com 1,6 ponto percentual, e a compra de energia, respons\u00e1vel por 1,1 ponto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os custos relacionados \u00e0 transmiss\u00e3o acrescentam outros <strong>0,9 ponto percentual<\/strong>, enquanto as despesas das pr\u00f3prias distribuidoras, classificadas como Parcela B, representam 0,8 ponto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os fatores de maior press\u00e3o est\u00e1 a <strong>Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE)<\/strong>, mecanismo que re\u00fane diferentes subs\u00eddios e pol\u00edticas do setor el\u00e9trico. Segundo o boletim, o aumento das despesas associadas \u00e0 CDE interfere tanto nos componentes econ\u00f4micos quanto nos financeiros considerados nos processos tarif\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 uma previs\u00e3o de reajuste superior \u00e0s proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o para o ano. A estimativa citada pela Aneel aponta <strong>4,4% para o IGP-M<\/strong> e <strong>5% para o IPCA<\/strong>, \u00edndices que ficam abaixo da alta m\u00e9dia projetada para as tarifas de eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recursos ser\u00e3o usados para reduzir impacto em algumas regi\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proje\u00e7\u00e3o de 9,4% j\u00e1 considera os recursos obtidos com a repactua\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es de pagamento pelo Uso de Bem P\u00fablico das usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o da Aneel permitiu um repasse preliminar de aproximadamente <strong>R$ 5,5 bilh\u00f5es<\/strong> \u00e0s distribuidoras que atuam nas \u00e1reas abrangidas pela Superintend\u00eancia do Desenvolvimento da Amaz\u00f4nia (Sudam) e pela Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os recursos s\u00e3o direcionados \u00e0 CDE e t\u00eam como finalidade reduzir o impacto dos reajustes para os consumidores atendidos pelo mercado regulado. Sem essa compensa\u00e7\u00e3o, a press\u00e3o sobre as tarifas poderia ser ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos, entretanto, existe uma diferen\u00e7a expressiva entre as regi\u00f5es. Segundo o boletim, <strong>16% do mercado atendido pelas distribuidoras est\u00e1 em \u00e1reas onde o efeito tarif\u00e1rio m\u00e9dio supera 15%<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros 10% do mercado est\u00e3o em regi\u00f5es nas quais o impacto fica entre 12% e 15%. Na outra ponta, apenas 5% dos consumidores est\u00e3o em concess\u00f5es com efeito tarif\u00e1rio inferior a 3%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reajustes tamb\u00e9m refletem investimentos das distribuidoras<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Aneel prev\u00ea <strong>51 processos tarif\u00e1rios em 2026<\/strong>, sendo 15 deles referentes a revis\u00f5es tarif\u00e1rias peri\u00f3dicas. Esses processos consideram diferentes componentes dos custos e investimentos realizados pelas empresas respons\u00e1veis pela distribui\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as grandes distribuidoras, os ativos imobilizados reconhecidos pela ag\u00eancia reguladora apresentaram crescimento entre <strong>32% e 57%<\/strong> em compara\u00e7\u00e3o com os valores considerados no ciclo anterior, j\u00e1 atualizados pela infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse aumento dos ativos tamb\u00e9m influencia a proje\u00e7\u00e3o nacional. Segundo a Aneel, o efeito acrescentou aproximadamente <strong>0,3 ponto percentual<\/strong> \u00e0 estimativa m\u00e9dia de reajuste das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros que pagam conta de luz devem se preparar para uma alta nas tarifas de energia el\u00e9trica em 2026. A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) elevou para 9,4% a proje\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de reajuste das contas no pr\u00f3ximo ano, percentual superior \u00e0s estimativas de infla\u00e7\u00e3o previstas para o per\u00edodo. A nova previs\u00e3o consta no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":44084,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-59312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59312"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59313,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59312\/revisions\/59313"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44084"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}