{"id":61223,"date":"2026-09-22T11:36:00","date_gmt":"2026-09-22T14:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=61223"},"modified":"2026-09-22T06:13:29","modified_gmt":"2026-09-22T09:13:29","slug":"brasileiros-que-almocam-fora-todos-os-dias-precisam-saber-quanto-esse-habito-pode-custar-no-fim-do-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/brasileiros-que-almocam-fora-todos-os-dias-precisam-saber-quanto-esse-habito-pode-custar-no-fim-do-mes\/","title":{"rendered":"Brasileiros que almo\u00e7am fora todos os dias precisam saber quanto esse h\u00e1bito pode custar no fim do m\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para quem trabalha fora de casa e costuma fazer a principal refei\u00e7\u00e3o do dia em restaurantes, o gasto acumulado ao longo do m\u00eas pode representar uma parcela significativa da renda. Em Belo Horizonte, uma pessoa que almoce diariamente com uma refei\u00e7\u00e3o por quilo acompanhada de suco natural pode desembolsar <strong>R$ 1.421,61 em apenas 30 dias<\/strong>, valor equivalente a cerca de 88% do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estimativa foi divulgada pelo site MercadoMineiro nesta segunda-feira (21) e considera o pre\u00e7o m\u00e9dio de uma refei\u00e7\u00e3o de 500 gramas e de um suco natural. O levantamento mostra como uma despesa aparentemente cotidiana pode ganhar peso relevante no or\u00e7amento quando se torna um compromisso di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a pesquisa, meio quilo de comida por quilo custa, em m\u00e9dia, <strong>R$ 39,29<\/strong> nos estabelecimentos avaliados. J\u00e1 o suco natural apresenta pre\u00e7o m\u00e9dio de <strong>R$ 8,10<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somados, os dois itens representam uma despesa de <strong>R$ 47,39 por almo\u00e7o<\/strong>. Mantendo esse padr\u00e3o durante 30 dias, a conta chega aos R$ 1.421,61.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de setembro em <strong>104 restaurantes e estabelecimentos de self-service de Belo Horizonte<\/strong>. Al\u00e9m da modalidade de comida a quilo, a pesquisa tamb\u00e9m comparou os valores m\u00e9dios cobrados pelo Prato Feito ou Executivo e pelo Marmitex Grande.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado chama aten\u00e7\u00e3o principalmente porque o gasto mensal se aproxima do valor integral do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Para quem recebe R$ 1.621, o almo\u00e7o di\u00e1rio nesse padr\u00e3o consumiria praticamente nove em cada dez reais recebidos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"360\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/360_F_457738290_y8fywtzTyfT2pQzU5mL1OpKHHAERc6kS.jpg\" alt=\"prato feito arroz\" class=\"wp-image-52363\" style=\"width:584px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/360_F_457738290_y8fywtzTyfT2pQzU5mL1OpKHHAERc6kS.jpg 540w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/360_F_457738290_y8fywtzTyfT2pQzU5mL1OpKHHAERc6kS-300x200.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/360_F_457738290_y8fywtzTyfT2pQzU5mL1OpKHHAERc6kS-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Adobe Stock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prato feito tamb\u00e9m ficou mais caro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O custo das refei\u00e7\u00f5es fora de casa n\u00e3o se limita aos restaurantes de comida a quilo. Dados da Faculdade do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Paulo (FAC-SP) mostram que o tradicional Prato Feito tamb\u00e9m registrou alta no in\u00edcio de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre janeiro e mar\u00e7o, o pre\u00e7o m\u00e9dio subiu <strong>1,67%<\/strong>, passando de R$ 29,77 para R$ 30,27. Os n\u00fameros fazem parte do <strong>\u00cdndice Prato Feito (IPF)<\/strong>, indicador criado pela FAC-SP, ligada \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP), para acompanhar o comportamento dos pre\u00e7os das refei\u00e7\u00f5es consumidas fora de casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento nacional de mar\u00e7o considerou <strong>359 estabelecimentos<\/strong> e revelou que a composi\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o final vai muito al\u00e9m dos alimentos utilizados no preparo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o economista Rodrigo Sim\u00f5es Galv\u00e3o, respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelo \u00edndice, despesas com m\u00e3o de obra, energia el\u00e9trica, aluguel, transporte, embalagens, tributos e log\u00edstica tamb\u00e9m influenciam diretamente o valor cobrado do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando determinados alimentos registram alguma redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, portanto, o reflexo pode n\u00e3o aparecer imediatamente no prato servido ao cliente. Os demais custos envolvidos na opera\u00e7\u00e3o continuam pressionando o pre\u00e7o final.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde comer fora pesa mais no bolso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os valores tamb\u00e9m variam consideravelmente entre as diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Conforme os dados da FAC-SP, o <strong>Sul apresenta o maior pre\u00e7o m\u00e9dio para o Prato Feito<\/strong>, com R$ 34,90.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Centro-Oeste aparece logo atr\u00e1s, com m\u00e9dia de <strong>R$ 34,45<\/strong>, enquanto o Sudeste registra R$ 31,99. No Nordeste, o pre\u00e7o m\u00e9dio \u00e9 de R$ 30,00, e o Norte apresenta o menor valor entre as regi\u00f5es analisadas, com R$ 29,99.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a entre o Sul e o Norte chega a aproximadamente <strong>16,4%<\/strong>, mostrando como o custo de uma refei\u00e7\u00e3o pode mudar de acordo com a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que o pre\u00e7o da refei\u00e7\u00e3o continua subindo?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o consumidor, a alta no valor do almo\u00e7o pode ser percebida diretamente no or\u00e7amento. Para os restaurantes, entretanto, o aumento nem sempre representa crescimento proporcional dos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso ocorre porque o estabelecimento precisa administrar uma s\u00e9rie de despesas para manter as portas abertas. Al\u00e9m dos ingredientes, entram na conta sal\u00e1rios, encargos trabalhistas, energia, \u00e1gua, g\u00e1s, aluguel, transporte, tributos e outros custos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 justamente por isso que o \u00cdndice Prato Feito foi criado como um indicador voltado ao acompanhamento da alimenta\u00e7\u00e3o fora do lar. A proposta \u00e9 mostrar como a infla\u00e7\u00e3o afeta uma situa\u00e7\u00e3o comum na rotina de trabalhadores que dependem de restaurantes para fazer suas refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IPF n\u00e3o substitui o <strong>\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA)<\/strong>, calculado pelo IBGE e utilizado como refer\u00eancia oficial da infla\u00e7\u00e3o brasileira. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 funcionar como um term\u00f4metro mais espec\u00edfico de uma despesa cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem trabalha fora de casa e costuma fazer a principal refei\u00e7\u00e3o do dia em restaurantes, o gasto acumulado ao longo do m\u00eas pode representar uma parcela significativa da renda. Em Belo Horizonte, uma pessoa que almoce diariamente com uma refei\u00e7\u00e3o por quilo acompanhada de suco natural pode desembolsar R$ 1.421,61 em apenas 30 dias, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":16654,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-61223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61223"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61224,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61223\/revisions\/61224"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}