{"id":61231,"date":"2026-09-22T12:12:00","date_gmt":"2026-09-22T15:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=61231"},"modified":"2026-09-22T06:45:25","modified_gmt":"2026-09-22T09:45:25","slug":"alimento-tao-basico-quanto-carne-e-arroz-ja-esta-caro-mas-preco-pode-ficar-ainda-maior-em-2027-para-os-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/alimento-tao-basico-quanto-carne-e-arroz-ja-esta-caro-mas-preco-pode-ficar-ainda-maior-em-2027-para-os-brasileiros\/","title":{"rendered":"Alimento t\u00e3o b\u00e1sico quanto carne e arroz j\u00e1 est\u00e1 caro, mas pre\u00e7o pode ficar ainda maior em 2027 para os brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O feij\u00e3o, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, entrou em setembro sob uma combina\u00e7\u00e3o pouco comum: os pre\u00e7os est\u00e3o elevados no campo, continuam avan\u00e7ando e, mesmo assim, o cen\u00e1rio n\u00e3o tem sido suficiente para estimular os produtores a ampliar o plantio. As primeiras perspectivas para a safra 2026\/27 apontam redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea cultivada em importantes regi\u00f5es produtoras, aumentando a preocupa\u00e7\u00e3o com a oferta e com o pre\u00e7o que chegar\u00e1 ao consumidor em 2027.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo avalia\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe), o feij\u00e3o-carioca pode alcan\u00e7ar valores pr\u00f3ximos de <strong>R$ 12 por quilo em algumas regi\u00f5es em fevereiro<\/strong>, o que representaria um patamar recorde. A proje\u00e7\u00e3o ocorre justamente em um momento de valoriza\u00e7\u00e3o acelerada da commodity no mercado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alta ganhou for\u00e7a nas \u00faltimas semanas. De acordo com Marcelo L\u00fcders, presidente do Ibrafe, j\u00e1 existem negocia\u00e7\u00f5es acima de <strong>R$ 310 por saca<\/strong>, com aumentos de aproximadamente R$ 10 a R$ 15 registrados em intervalos de apenas tr\u00eas ou quatro dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O movimento tamb\u00e9m aparece nas pra\u00e7as acompanhadas pelo Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), especialmente no Paran\u00e1. O <strong>feij\u00e3o-preto<\/strong> vem concentrando as maiores valoriza\u00e7\u00f5es recentes, enquanto as ofertas do carioca permanecem firmes por parte dos vendedores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do outro lado da negocia\u00e7\u00e3o, os compradores passaram a adotar maior cautela diante da sequ\u00eancia de aumentos. A combina\u00e7\u00e3o entre menor disponibilidade e demanda ainda presente mant\u00e9m o mercado pressionado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o se relaciona diretamente ao balan\u00e7o da safra 2025\/26. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), citados pelo Cepea, apontam <strong>estoques finais estimados em apenas 98,1 mil toneladas<\/strong>. O volume \u00e9 considerado restrito e ajuda a explicar por que os pre\u00e7os permanecem sustentados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"424\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-40.png\" alt=\"feij\u00e3o carioca\" class=\"wp-image-31106\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-40.png 640w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-40-300x199.png 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/image-40-150x99.png 150w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">(Reprodu\u00e7\u00e3o\/Magnific)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Terceira safra aumenta press\u00e3o sobre o mercado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em setembro, a comercializa\u00e7\u00e3o da terceira safra tamb\u00e9m contribui para o comportamento das cota\u00e7\u00f5es. A oferta mais limitada impede uma recomposi\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel dos estoques e deixa o mercado mais sens\u00edvel a qualquer altera\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o ou na demanda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o feij\u00e3o-carioca, os vendedores seguem sustentando suas ofertas, enquanto os compradores tentam administrar o impacto dos pre\u00e7os maiores. No caso do feij\u00e3o-preto, a valoriza\u00e7\u00e3o recente nas regi\u00f5es produtoras refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de um mercado apertado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema pode se prolongar para o pr\u00f3ximo ciclo. As primeiras indica\u00e7\u00f5es da safra 2026\/27 apontam redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada em regi\u00f5es importantes, justamente quando seria necess\u00e1rio ampliar a produ\u00e7\u00e3o para aliviar a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caso esse movimento se confirme, a menor \u00e1rea cultivada poder\u00e1 limitar ainda mais a oferta nos pr\u00f3ximos meses e abrir espa\u00e7o para novas altas no varejo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cesta b\u00e1sica caiu em agosto, mas cen\u00e1rio anual ainda preocupa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A press\u00e3o sobre o feij\u00e3o ocorre em um contexto mais amplo de oscila\u00e7\u00e3o no custo dos alimentos. Em agosto, o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica caiu em <strong>25 das 27 capitais brasileiras<\/strong>, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), em parceria com a Conab.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A redu\u00e7\u00e3o foi favorecida principalmente pelo recuo nos pre\u00e7os de produtos como batata, caf\u00e9 em p\u00f3 e tomate.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As maiores quedas entre julho e agosto ocorreram em <strong>Rio Branco (-4,68%)<\/strong>, <strong>Manaus (-4,55%)<\/strong>, <strong>Boa Vista (-4,47%)<\/strong>, <strong>Aracaju (-3,89%)<\/strong>, <strong>Cuiab\u00e1 (-3,37%)<\/strong>, <strong>Salvador (-3,30%)<\/strong>, <strong>Porto Velho (-2,93%)<\/strong>, <strong>Recife (-2,62%)<\/strong>, <strong>Goi\u00e2nia (-2,51%)<\/strong> e <strong>Bel\u00e9m (-2,07%)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sentido contr\u00e1rio, Macei\u00f3 registrou alta de 1,43%, enquanto S\u00e3o Lu\u00eds teve avan\u00e7o de 0,78%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com a queda mensal, <strong>S\u00e3o Paulo continuou apresentando a cesta b\u00e1sica mais cara do pa\u00eds<\/strong>, com custo de <strong>R$ 900,59<\/strong>, ap\u00f3s recuo de 1,58%. Na sequ\u00eancia apareceram Cuiab\u00e1, com R$ 851,57; Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e Florian\u00f3polis, com R$ 850,90.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde a composi\u00e7\u00e3o da cesta \u00e9 diferente, os menores valores m\u00e9dios foram encontrados em <strong>Aracaju (R$ 570,98)<\/strong>, <strong>Natal (R$ 627,42)<\/strong>, <strong>Macei\u00f3 (R$ 627,45)<\/strong> e <strong>Salvador (R$ 628,89)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alta anual mostra que alimenta\u00e7\u00e3o continua pesando<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com agosto de 2025, o quadro muda. Entre os dois per\u00edodos, o custo da cesta b\u00e1sica <strong>aumentou em 25 capitais e diminuiu em apenas duas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As maiores altas acumuladas foram registradas em <strong>Goi\u00e2nia (7,51%)<\/strong>, <strong>Cuiab\u00e1 (6,42%)<\/strong> e <strong>Vit\u00f3ria (6,26%)<\/strong>. As \u00fanicas redu\u00e7\u00f5es ocorreram em Bras\u00edlia, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diminui\u00e7\u00e3o registrada em agosto reduziu o tempo necess\u00e1rio para que o trabalhador comprasse todos os produtos da cesta. A m\u00e9dia nacional ficou em <strong>98 horas e 37 minutos<\/strong>, contra 100 horas e 24 minutos em julho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda assim, a despesa representou <strong>48,46% do sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido<\/strong>. Considerando o valor da cesta mais cara, o Dieese calculou que o sal\u00e1rio m\u00ednimo necess\u00e1rio para atender \u00e0s despesas b\u00e1sicas deveria ter alcan\u00e7ado <strong>R$ 7.565,86<\/strong>, equivalente a 4,67 vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo de <strong>R$ 1.621<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O feij\u00e3o, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, entrou em setembro sob uma combina\u00e7\u00e3o pouco comum: os pre\u00e7os est\u00e3o elevados no campo, continuam avan\u00e7ando e, mesmo assim, o cen\u00e1rio n\u00e3o tem sido suficiente para estimular os produtores a ampliar o plantio. As primeiras perspectivas para a safra 2026\/27 apontam redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":37468,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-61231","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61231"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61231\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61232,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61231\/revisions\/61232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}