{"id":61623,"date":"2026-09-25T19:35:00","date_gmt":"2026-09-25T22:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=61623"},"modified":"2026-09-25T19:35:00","modified_gmt":"2026-09-25T22:35:00","slug":"magico-corta-os-tendoes-da-mao-perde-parte-dos-movimentos-e-comeca-a-empilhar-cartas-como-fisioterapia-anos-depois-constroi-torre-de-50-andares-sem-cola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/magico-corta-os-tendoes-da-mao-perde-parte-dos-movimentos-e-comeca-a-empilhar-cartas-como-fisioterapia-anos-depois-constroi-torre-de-50-andares-sem-cola\/","title":{"rendered":"M\u00e1gico corta os tend\u00f5es da m\u00e3o, perde parte dos movimentos e come\u00e7a a empilhar cartas como fisioterapia; anos depois, constr\u00f3i torre de 50 andares sem cola"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um m\u00e1gico de 37 anos que vive em Qingdao, na China, perdeu a destreza dos dedos ap\u00f3s uma les\u00e3o grave em 2015, quando um vidro estilha\u00e7ou e seccionou o tend\u00e3o do indicador da m\u00e3o direita, al\u00e9m de fraturar o dedo mindinho. A les\u00e3o encerrou sua carreira de ilusionista, mas hoje ele se inspira em Bryan Berg.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Incapaz de continuar apresentando n\u00fameros de magia com moedas e objetos do cotidiano, ele transformou a frustra\u00e7\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ou a empilhar cartas sem cola, fita ou ferramentas para reabilitar a coordena\u00e7\u00e3o motora. O movimento repetido dos dedos lesionados, que agora s\u00f3 dobram at\u00e9 a metade, restaurou gradualmente sua capacidade funcional e despertou uma nova paix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da terapia \u00e0 obsess\u00e3o com estruturas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que come\u00e7ou como exerc\u00edcio fisioter\u00e1pico evoluiu para uma dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o com cartas. Ele aprendeu os princ\u00edpios fundamentais ao estudar v\u00eddeos do americano Bryan Berg, o arquiteto profissional de cartas mais conhecido do mundo, e comprou um livro dele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em entrevista ao The Guardian, disse que ficou chocado ao ver o trabalho de Berg e nunca pensou que conseguiria fazer algo assim t\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o exige coordena\u00e7\u00e3o precisa, paci\u00eancia e tranquilidade mental, e depois de milhares de falhas, ele aprendeu as regras: cada tentativa o ajudou a entender como o peso se distribui. A ordem das cartas importa, e a estabilidade segue leis estruturais t\u00e3o rigorosas quanto as de um edif\u00edcio de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, imaginar uma constru\u00e7\u00e3o antes de come\u00e7ar a mont\u00e1-la \u00e9 semelhante a meditar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">R\u00e9plicas do mundo em 10 mil cartas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas de suas obras reproduzem marcos arquitet\u00f4nicos mundiais, como a mesquita Hagia Sophia em Istambul, a Torre Eiffel e a Cidade Proibida na China. O Big Ben consumiu 18 horas e 10 mil cartas, posicionadas individualmente com precis\u00e3o milim\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m das r\u00e9plicas hist\u00f3ricas, ele cria estruturas originais inspiradas em fic\u00e7\u00e3o. Um castelo inspirado no filme Frozen demandou 40 horas e 12 mil cartas. Videogames tamb\u00e9m alimentam sua imagina\u00e7\u00e3o com designs inovadores, e cada projeto internacional o for\u00e7a a pesquisar estilos arquitet\u00f4nicos distintos, transformando a pr\u00e1tica em aprendizado cont\u00ednuo sobre culturas e per\u00edodos hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recorde em menos de cinco horas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano passado, ele registrou dois recordes consecutivos com torres verticais extremas. Na primeira tentativa, construiu o edif\u00edcio mais alto em uma hora: terminou a obra em pouco menos de 42 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Semanas depois, estabeleceu um novo recorde em 12 horas: uma torre de 50 andares e 3,37 metros, finalizada em pouco mais de cinco horas. A constru\u00e7\u00e3o superou a do antigo detentor do t\u00edtulo, seu mentor Bryan Berg, que havia erguido 48 andares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Isolamento, gatos e recusa da comercializa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele vive afastado do centro urbano de Qingdao para concentrar-se melhor, acompanhado apenas por dois gatos que, ap\u00f3s anos de presen\u00e7a, aprenderam a n\u00e3o perturbar as estruturas. Em entrevista ao The Guardian, afirmou que prefere estar sozinho e que, talvez por isso, n\u00e3o se preocupa com a opini\u00e3o dos outros, podendo seguir seus pr\u00f3prios interesses e ideias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele n\u00e3o tem vida social ativa nem \u00e9 casado e mant\u00e9m uma rotina de trabalho concentrada, em que cada dia traz novas possibilidades arquitet\u00f4nicas em papel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele se recusa a transformar a paix\u00e3o em profiss\u00e3o remunerada e paga as despesas com as economias dos anos em que trabalhou como m\u00e1gico. A escolha, segundo ele, preserva o prazer de trabalhar, e disse ao The Guardian que talvez a paix\u00e3o se perdesse se a atividade se tornasse comercial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, construir com cartas \u00e9 uma forma pessoal de medita\u00e7\u00e3o e autoconhecimento. Cada torre re\u00fane habilidade t\u00e9cnica e o caminho que percorreu durante a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00e1gico de 37 anos que vive em Qingdao, na China, perdeu a destreza dos dedos ap\u00f3s uma les\u00e3o grave em 2015, quando um vidro estilha\u00e7ou e seccionou o\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":61622,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":[],"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-61623","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61623"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61623\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61647,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61623\/revisions\/61647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}