{"id":6338,"date":"2025-04-30T14:18:03","date_gmt":"2025-04-30T17:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=6338"},"modified":"2025-04-30T14:18:06","modified_gmt":"2025-04-30T17:18:06","slug":"vacina-contra-nova-variante-da-covid-esta-sendo-produzida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/vacina-contra-nova-variante-da-covid-esta-sendo-produzida\/","title":{"rendered":"Vacina contra nova variante da COVID est\u00e1 sendo produzida"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, as vacinas contra a COVID-19 foram fundamentais para reduzir os casos graves da doen\u00e7a. No entanto, com a emerg\u00eancia constante de novas variantes do SARS-CoV-2, a efic\u00e1cia desses imunizantes vem sendo colocada \u00e0 prova. \u00c9 o que aponta um <a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/2076-0817\/14\/1\/23\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo <\/a>publicado na revista <em>Pathogens<\/em> por pesquisadores do Institut Pasteur de S\u00e3o Paulo (IPSP) e do Instituto Butantan.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o \u00e9 coordenada pelo professor Sergio Costa Oliveira, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP, e liderada pelo p\u00f3s-doutorando F\u00e1bio Mambelli. Segundo os cientistas, as vacinas atuais ainda oferecem prote\u00e7\u00e3o contra as variantes em circula\u00e7\u00e3o, mas novas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias diante da capacidade de adapta\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prote\u00edna spike: um alvo que precisa mudar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A maioria das vacinas atuais tem como base a prote\u00edna spike do coronav\u00edrus. No entanto, essa estrat\u00e9gia enfrenta limita\u00e7\u00f5es. A variante \u00f4micron, por exemplo, apresentou mais de 30 muta\u00e7\u00f5es na spike, o que facilitou o escape do sistema imunol\u00f3gico. Subvariantes como BA.2, BA.4, BA.5 e XBB seguem acumulando altera\u00e7\u00f5es que comprometem a efic\u00e1cia dos imunizantes, mesmo ap\u00f3s doses de refor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, vacinas que incorporem outros alvos, como a prote\u00edna nucleocaps\u00eddeo (N), que \u00e9 mais est\u00e1vel e menos propensa a muta\u00e7\u00f5es, podem gerar uma resposta imunol\u00f3gica mais robusta e duradoura.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1105\" height=\"869\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6340\" style=\"width:539px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2.jpg 1105w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2-300x236.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2-768x604.jpg 768w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2-150x118.jpg 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/grafico_vacina-contra-sars-cov2-750x590.jpg 750w\" sizes=\"(max-width: 1105px) 100vw, 1105px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Futuras vacinas preveem uma resposta imune mais duradoura (Foto: \u00a0Arte retirada do artigo)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A aposta em uma BCG modificada<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das propostas mais promissoras em estudo \u00e9 o uso da vacina BCG \u2014 tradicionalmente utilizada contra a tuberculose \u2014 como plataforma para o desenvolvimento de um novo imunizante contra a COVID-19. A BCG foi geneticamente modificada para expressar uma prote\u00edna quim\u00e9rica que combina elementos da spike e da nucleocaps\u00eddeo do SARS-CoV-2.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos testes com camundongos, realizados em laborat\u00f3rios de biosseguran\u00e7a n\u00edvel 3, a vacina demonstrou uma prote\u00e7\u00e3o robusta, com aus\u00eancia de infec\u00e7\u00e3o nos pulm\u00f5es dos animais. Al\u00e9m de estimular anticorpos neutralizantes, ela tamb\u00e9m ativa a resposta imune celular, considerada essencial para conter o v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vacinas intranasais e novas estrat\u00e9gias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m destaca o potencial das vacinas administradas por via intranasal, que podem oferecer uma defesa mais eficaz por atuarem diretamente nas vias respirat\u00f3rias, principal porta de entrada do coronav\u00edrus. A combina\u00e7\u00e3o dessa via de aplica\u00e7\u00e3o com ant\u00edgenos mais est\u00e1veis, como a prote\u00edna N, pode ampliar a prote\u00e7\u00e3o e reduzir a necessidade de reformula\u00e7\u00f5es frequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A vacina baseada na BCG ainda est\u00e1 em fase de otimiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Os pr\u00f3ximos passos incluem novos testes com foco na efic\u00e1cia contra variantes recentes do SARS-CoV-2. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento de vacinas mais abrangentes \u00e9 fundamental, especialmente para proteger grupos mais vulner\u00e1veis, como idosos e imunossuprimidos, cuja resposta imunol\u00f3gica \u00e9 naturalmente mais fr\u00e1gil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, as vacinas contra a COVID-19 foram fundamentais para reduzir os casos graves da doen\u00e7a. No entanto, com a emerg\u00eancia constante de novas variantes do SARS-CoV-2, a efic\u00e1cia desses imunizantes vem sendo colocada \u00e0 prova. \u00c9 o que aponta um artigo publicado na revista Pathogens por pesquisadores do Institut Pasteur de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":6341,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6342,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6338\/revisions\/6342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}