{"id":8313,"date":"2025-05-26T09:38:23","date_gmt":"2025-05-26T12:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=8313"},"modified":"2025-05-26T09:39:38","modified_gmt":"2025-05-26T12:39:38","slug":"novo-continente-e-descoberto-por-geologos-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/novo-continente-e-descoberto-por-geologos-na-terra\/","title":{"rendered":"Novo continente \u00e9 descoberto por ge\u00f3logos na Terra"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante s\u00e9culos, o conhecimento geogr\u00e1fico global girou em torno de sete continentes. No entanto, pesquisadores da Nova Zel\u00e2ndia desafiaram essa narrativa e anunciaram a confirma\u00e7\u00e3o de um oitavo: Zel\u00e2ndia. Quase inteiramente submersa \u2014 com 94% de sua massa abaixo do oceano Pac\u00edfico Sul \u2014, a Zel\u00e2ndia \u00e9 considerada o menor, mais fino e mais jovem continente conhecido. Ainda assim, sua import\u00e2ncia geol\u00f3gica \u00e9 imensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas pequenas partes de sua superf\u00edcie emergem acima do mar, como a pr\u00f3pria Nova Zel\u00e2ndia e algumas ilhas vizinhas. Segundo o ge\u00f3logo Andy Tulloch, do instituto GNS Science, a descoberta mostra como <em>\u201calgo muito \u00f3bvio pode levar tempo para ser reconhecido\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O ge\u00f3logo Nick Mortimer, tamb\u00e9m do GNS Science, lidera pesquisas sobre a forma\u00e7\u00e3o do novo continente. Estima-se que h\u00e1 cerca de 85 milh\u00f5es de anos, a Zel\u00e2ndia tenha come\u00e7ado a se separar do supercontinente Gondwana, que reunia Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, Ant\u00e1rtida, Austr\u00e1lia e outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que as placas tect\u00f4nicas se movimentavam, a crosta terrestre da Zel\u00e2ndia se afinou e esfriou, provocando o gradual afundamento da terra sob o n\u00edvel do mar. Apesar disso, muitas rochas sedimentares da Zel\u00e2ndia remontam ao per\u00edodo Cret\u00e1ceo, sugerindo que partes da massa ainda permaneceram emersas por milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo foi publicado na revista cient\u00edfica <em><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1342937X23002617\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Tectonics<\/strong><\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Evid\u00eancias geol\u00f3gicas e reconhecimento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o de que a Zel\u00e2ndia \u00e9, de fato, um continente, veio com estudos detalhados realizados em 2017. Utilizando t\u00e9cnicas de geocronologia, os cientistas conseguiram datar rochas e detectar anomalias magn\u00e9ticas que revelaram sua estrutura continental.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os materiais encontrados estavam arenitos, seixos vulc\u00e2nicos e lavas bas\u00e1lticas de idades que variam do Cret\u00e1ceo Inferior ao Eoceno. Al\u00e9m disso, os n\u00facleos coletados do fundo do mar revelaram p\u00f3len, esporos e conchas marinhas, indicando que a regi\u00e3o j\u00e1 abrigou vegeta\u00e7\u00e3o terrestre e mares rasos \u2014 refor\u00e7ando a hip\u00f3tese de que partes da Zel\u00e2ndia ficaram emersas por per\u00edodos significativos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"715\" height=\"717\" src=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8314\" srcset=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1.jpg 715w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1-300x300.jpg 300w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1-150x150.jpg 150w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1-96x96.jpg 96w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1-75x75.jpg 75w, https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/1-s2.0-S1342937X23002617-gr1-350x350.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 715px) 100vw, 715px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura do estudo sobre o novo continente (Reprodu\u00e7\u00e3o\/Suzanna H.A. van de Lagemaat, Douwe J.J. van Hinsbergen)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A Zel\u00e2ndia tamb\u00e9m intriga cientistas pela deforma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica singular. O continente parece ter sido torcido horizontalmente ao longo de uma linha que divide a placa do Pac\u00edfico e a Australiana. Essa distor\u00e7\u00e3o alterou o alinhamento original das faixas rochosas, hoje quase em \u00e2ngulos retos. Embora se saiba que as placas tect\u00f4nicas tenham influenciado essa transforma\u00e7\u00e3o, os mecanismos exatos permanecem desconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cH\u00e1 diversas interpreta\u00e7\u00f5es, mas ainda n\u00e3o temos uma resposta definitiva\u201d, diz Tulloch. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Explora\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e desafios futuros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa sobre a Zel\u00e2ndia est\u00e1 longe de terminar. Tecnologias como imagem s\u00edsmica de alta resolu\u00e7\u00e3o e perfura\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas devem ampliar a compreens\u00e3o sobre sua hist\u00f3ria e composi\u00e7\u00e3o. Cientistas esperam que o continente ajude a esclarecer fen\u00f4menos como a deriva continental, a forma\u00e7\u00e3o de limites de placas tect\u00f4nicas e a evolu\u00e7\u00e3o da biodiversidade marinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos adicionais tamb\u00e9m podem iluminar o papel da Zel\u00e2ndia nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas passadas e sua poss\u00edvel influ\u00eancia na distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies pelo hemisf\u00e9rio sul. A regi\u00e3o, embora oculta, \u00e9 um verdadeiro laborat\u00f3rio natural para compreender a din\u00e2mica profunda do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante s\u00e9culos, o conhecimento geogr\u00e1fico global girou em torno de sete continentes. 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