{"id":9584,"date":"2025-06-14T16:19:00","date_gmt":"2025-06-14T19:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/?p=9584"},"modified":"2025-06-10T13:51:32","modified_gmt":"2025-06-10T16:51:32","slug":"carros-eletricos-vao-ficar-muito-baratos-no-brasil-entenda-o-motivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/carros-eletricos-vao-ficar-muito-baratos-no-brasil-entenda-o-motivo\/","title":{"rendered":"Carros el\u00e9tricos v\u00e3o ficar muito baratos no Brasil. Entenda o motivo!"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma das principais barreiras para a populariza\u00e7\u00e3o dos carros el\u00e9tricos est\u00e1 prestes a ser superada. Segundo um novo levantamento da Ag\u00eancia Internacional de Energia, os pre\u00e7os das baterias de \u00edons de l\u00edtio ca\u00edram 20% em 2024, representando a maior queda anual desde 2017. Como esses componentes s\u00e3o o item mais caro na fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos, a redu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 impacto direto no pre\u00e7o final ao consumidor \u2014 inclusive no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da BloombergNEF, o pre\u00e7o m\u00e9dio global dos pacotes de baterias caiu para US$ 115 por kWh, com as baterias destinadas a ve\u00edculos el\u00e9tricos caindo abaixo da marca simb\u00f3lica de US$ 100 por kWh \u2014 um marco que muitos analistas apontavam como decisivo para a viabilidade econ\u00f4mica dos carros el\u00e9tricos em escala.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 de que esse valor continue caindo nos pr\u00f3ximos anos. Em 2025, por exemplo, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de mais uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de US$ 3 por kWh.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel da China e das baterias LFP<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A China tem mantido uma posi\u00e7\u00e3o dominante no setor, especialmente com o uso da tecnologia LFP (fosfato de ferro-l\u00edtio), que hoje responde por quase metade do mercado global de baterias para ve\u00edculos el\u00e9tricos. Essa tecnologia tem se mostrado cada vez mais eficiente e acess\u00edvel, sendo amplamente adotada na Europa \u2014 com crescimento de 90% em 2024 \u2014 enquanto nos EUA sua ado\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 limitada, principalmente por conta de tarifas comerciais contra produtos chineses.<\/p>\n\n\n\n<p>As baterias LFP tamb\u00e9m apresentam um custo significativamente menor em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s tradicionais de n\u00edquel-mangan\u00eas-cobalto (NMC), al\u00e9m de serem mais est\u00e1veis e menos suscet\u00edveis a inc\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado que pode surpreender: baterias de ve\u00edculos h\u00edbridos s\u00e3o, proporcionalmente, mais caras do que as de carros totalmente el\u00e9tricos. Isso acontece porque os custos de produ\u00e7\u00e3o das baterias s\u00e3o dilu\u00eddos por menos c\u00e9lulas nos h\u00edbridos, elevando o pre\u00e7o por quilowatt-hora.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, uma bateria de 20 kWh de um h\u00edbrido plug-in pode custar o mesmo que uma de 65 kWh de um el\u00e9trico puro, segundo o estudo. Ou seja, embora sejam menores, as baterias h\u00edbridas n\u00e3o necessariamente representam economia na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tend\u00eancia tamb\u00e9m deve estimular a instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas locais e o desenvolvimento da cadeia de suprimentos nacional, reduzindo ainda mais os custos log\u00edsticos e produtivos dos ve\u00edculos el\u00e9tricos vendidos no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais barreiras para a populariza\u00e7\u00e3o dos carros el\u00e9tricos est\u00e1 prestes a ser superada. Segundo um novo levantamento da Ag\u00eancia Internacional de Energia, os pre\u00e7os das baterias de \u00edons de l\u00edtio ca\u00edram 20% em 2024, representando a maior queda anual desde 2017. Como esses componentes s\u00e3o o item mais caro na fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":7493,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9584"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9587,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9584\/revisions\/9587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7493"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/mix\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}