MRV lança 40 mil unidades por ano e a meta é que, com as novas estratégias, empresa cresça 50% e chegue a 60 mil unidades anuais - Crédito: LEO DRUMOND / NITRO

O conceito de moradia flexível como solução para cada momento de vida do cliente é a base da MRV do futuro, segundo o copresidente-executivo, Rafael Menin. Referência no mercado de imóveis populares no Brasil, a construtora permanece investindo nos empreendimentos do “Minha casa, minha vida (MCMV)”, mas a tendência é ir, cada vez mais, além deles. Entre as principais apostas do negócio estão uma linha premium de apartamentos e o aplicativo Luggo, que facilita o aluguel de imóveis em todo o Brasil e oferece, mais que moradia, um verdadeiro cardápio de serviços.

De acordo o copresidente, a MRV lança 40 mil unidades por ano e a meta é que, com as novas estratégias, a empresa cresça 50% e chegue a 60 mil unidades anuais. “O mercado do ‘Minha casa, minha vida’ continuará com uma importância enorme, mas como a MRV tem uma grande presença geográfica e muita tecnologia em seus processos, então ela pode ir além. Por isso estabelecemos essas estratégias que estamos chamando de novas avenidas de crescimento”, explica.

Uma delas se trata de uma linha premium de apartamentos, que atendem ao público com uma renda um pouco acima da população do “Minha Casa, Minha Vida”. Enquanto os imóveis populares custam cerca de R$ 160 mil, os da linha premium têm preço médio de R$ 300 mil. Eles são um pouco maiores e ficam nas regiões mais centrais das cidades. A MRV já trabalhava com esse perfil, mas agora está intensificando a estratégia.

Outra aposta da construtora é o aplicativo Luggo, que entrou em operação há poucos meses. O modelo inovador no mercado imobiliário foi criado para atender os novos perfis de consumidores, que valorizam mais o uso do que a posse. Por meio dele, os clientes podem alugar imóveis rapidamente, sem fiador e com a possibilidade de mudança em 24 horas.

“O mundo mudou: as pessoas não querem mais ter carros, mas usá-los. Elas querem ser usuárias e não proprietárias. Sabemos que esse é o novo conceito, que não ele não volta atrás e a MRV, como líder do setor, tem que ser a catalisadora desse mesmo movimento na moradia no Brasil”, afirma.

De acordo com Menin, a construtora está lançando empreendimentos específicos para esse modelo. São prédios com apartamentos de até dois quartos e com diversos serviços para quem deseja alugar um imóvel de forma prática. Segundo o executivo, o cliente faz todo o processo de aluguel no ambiente digital e pode customizar o apartamento para que ele fique mais adequado à sua realidade naquele momento.

“Estamos falando de um novo jeito de viver com flexibilidade total. O cliente pode escolher se ele quer um apartamento mobiliado ou vazio, se quer garagem ou não, se deseja incluir limpeza semanal e internet. São prédios com diversos serviços como coworking, lavanderia e carro compartilhado”, detalha. Segundo Menin, o objetivo é atingir o público que precisa ou deseja se mudar com mais freqüência e, ainda, a nova geração, que investe cada vez menos em bens com financiamento de longo prazo.

Segundo o copresidente, um empreendimento já foi 100% alugado por meio do Luggo, na região Oeste da Capital. Outros três serão entregues em Curitiba e em Campinas, nos próximos meses.

Menin não sabe dizer se, no futuro, o mercado de aluguel será mais rentável que o de venda. Mas, ele não se diz preocupado: “Se for para um mercado novo abocanhar parte do nosso atual mercado, então que seja a própria MRV a responsável por isso. Se o aluguel passar a representar 80% do nosso negócio não será um problema porque estamos nos preparando para o novo jeito de viver”, finaliza.