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Economia

08/05/2018

BH tem menor inflação em 10 anos

Dado leva em conta variação do IPCA de 3,74%, no acumulado dos últimos 12 meses
Ana Carolina Dias
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Alimentos in natura e alimentação em restaurante tiveram as maiores altas em BH/Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação
O custo de vida em Belo Horizonte, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,19% em abril deste ano na comparação com o mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice, que apresentou uma variação de 3,74%, foi o menor dos últimos 10 anos, considerando o período de análise de maio a abril. Já a variação entre janeiro e abril de 2018 foi de 1,18%, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead).

As altas de 7,34% para alimentos in natura e de 1,19% para alimentação em restaurante foram as principais responsáveis pelo resultado da inflação na Capital durante o mês de abril. Por outro lado, houve destaque para as quedas de 2,15% para vestuário e complementos e de 1,43% para artigos de residência.

Após duas deflações em fevereiro e março deste ano, o resultado positivo era esperado na avaliação do coordenador de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes. Levando em conta que este foi o segundo menor índice de elevação para abril nos últimos 10 anos, o IPCA continua dentro do patamar aceitável em termos de variação de preços, para o economista.

“O índice reverteu um pouco as duas últimas quedas apresentadas, quando estava negativo. Mas ainda não é motivo de preocupação, porque é um nível bastante reduzido em relação aos que já foram registrados em vários outros períodos para o mês de abril”, explicou Antunes.

Confiança – Os resultados do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Belo Horizonte em abril deste ano revelaram que os consumidores da Capital estão mais pessimistas em relação ao cenário econômico do País e à expectativa financeira da família. O ICC alcançou a marca dos 36,12 pontos no período, queda de 3,77% em relação a março.

Antunes ressaltou que as oscilações no índice de um mês para o outro são previstas, principalmente porque o ICC tem se mantido quase estagnado. A manutenção do resultado abaixo do nível dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo, reflete a falta de percepção de uma melhora substancial do contexto econômico por parte dos belo-horizontinos, segundo o coordenador de pesquisa do Ipead.

“Historicamente, o índice já estava abaixo da linha do otimismo há algum tempo. Nesse mês, houve impacto com uma queda expressiva, devido a temores relacionados à situação econômica do País, que tem melhorado ainda de maneira lenta”, avaliou Antunes.

Cesta básica – Após a alta de 1,89% registrada em março de 2018, o custo da cesta básica em Belo Horizonte diminuiu em abril deste ano na comparação com o mês imediatamente anterior. O custo da cesta apresentou queda de -1,92% no período e o valor para abril foi de R$ 393,31, equivalente a 41,23% do salário mínimo. No acumulado dos 12 meses, a variação também foi negativa (-5,73), enquanto, de janeiro a abril, o custo variou 2,63%.

O coordenador de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, destacou que a redução de preços da banana (-8,68), da carne (-4,34%) e do tomate (-3,36) contribuiu de forma determinante para o resultado de abril. “Por ser composta apenas de itens de alimentação, a cesta básica também apresenta variações relevantes de um mês para o outro. Os itens que apresentaram queda pesam significativamente para o preço final da cesta”, ponderou.

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