Entre os ativos que poderão ser vendidos pela companhia estão data centers, torres e imóveis - Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

São Paulo – A operadora de telecomunicações Oi prevê arrecadar de R$ 6,5 bilhões a R$ 7,5 bilhões com a venda de ativos não essenciais para a operação até 2021, conforme plano estratégico divulgado ontem, que trouxe também projeções de receita e desempenho operacional nos próximos anos.

Entres os ativos listados para desinvestimentos estão torres, data center e imóveis, com prazo estimado para realização das operações entre o quarto trimestre de 2019 e o primeiro de 2021.

A Oi também prevê efeito positivo no caixa de créditos de PIS/Cofins, de entre R$ 2,1 bilhões e R$ 3,1 bilhões, sendo cerca de R$ 650 milhões em 2019, a partir do terceiro trimestre, além de R$ 4 bilhões do aumento de capital realizado no primeiro trimestre de 2019.

A empresa afirmou no plano que está “totalmente focada na melhoria da performance operacional e financeira, crescendo receita e Ebitda através de modelo de negócio sustentável”.

De acordo com o plano, a companhia estima uma redução de custos de R$ 1 bilhão a ser alcançada até 2021.

Citando sinais de estabilização sequencial de receitas desde fevereiro de 2019, a Oi diz que calcula crescimento anual de mais de 2% na receita líquida de serviços para o período de 2019 a 2024.

Ao mesmo tempo, de acordo com a companhia, a transformação do negócio, investimentos e simplificação operacional devem levar a uma expansão de 15% a 20% ao ano no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de rotina para o período de 2019 a 2021.

“Melhoria no Ebitda potencialmente virá dos investimentos em fibra, estratégia em móvel, crescimento em atacado e redução de custos”, disse a Oi no plano estratégico.

Na visão de analistas do Itaú BBA, à primeira vista, parece ser um plano estratégico ambicioso.

“Apesar de sermos construtivos em relação ao foco na rede de fibra… tendemos a acreditar que a concorrência nos espaços de pós-pagos móveis e FTTH pode ser um desafio. Além disso, a economia de custos adicional anunciada, além das medidas de corte de custos já implementadas, não parece ser trivial de entregar”, afirmaram em nota a clientes.

Em relação à venda de ativos, a equipe do Itaú BBA disse que a empresa parece estar buscando o caminho correto para gerar valor para os acionistas, monetizando ativos não essenciais e facilitando as restrições de caixa e investimento. (Reuters)