A localização e a qualidade dos serviços públicos e privados oferecidos em Curvelo têm atraído a atenção de empresários - Crédito: Divulgação

Curvelo, na região Central de Minas, com quase 80 mil habitantes – segundo estimativa para 2018, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, passa por um período de desenvolvimento. Estrategicamente localizada no entroncamento da BR-135, MG-231 e LMG-754, a cidade dá acesso ao Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e toda a região Nordeste do Brasil.

Nos últimos anos, a despeito das dificuldades enfrentadas em função da crise econômica nacional e do Estado, que já deve, segundo cálculos da prefeitura municipal, mais de R$ 25 milhões em repasses, a cidade tem atraído vários investimentos de porte.

Entre os empresários dispostos a investir e até a mudar a sede de seus negócios para a cidade, a localização e a qualidade dos serviços públicos e privados oferecidos foram determinantes para a escolha.

Nesse sentido, a concessão do lote rodoviário de trechos da BR-135, MG-231 e LMG-754, em um total de 363,95 quilômetros para o consórcio EcoRodovias, mudou o panorama da região. A empresa se classificou em primeiro lugar na concorrência para a exploração por 30 anos de um lote de rodovias na região de Montes Claros (Norte de Minas). A concessionária fez uma oferta pela outorga de R$ 2,06 bilhões, a ser paga ao governo de Minas Gerais em 348 parcelas mensais no valor de R$ 5,9 milhões, com reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a partir do segundo ano de vigência da concessão.

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Turismo de negócios ganha força na região

Comércio – Praticamente pronto, o primeiro atacarejo do Grupo Cordeiro será inaugurado no início de junho. O empreendimento, que consumiu recursos da ordem de R$ 30 milhões, tem ao lado seu centro de distribuição (CD), que será inaugurado no segundo semestre. A Central Administrativa também passa a funcionar no local.

A rede tem sete supermercados na região – sendo três supermercados em Diamantina, dois em Pirapora, outro em Curvelo e mais um em Montes Claros. A abertura do atacarejo soma duas unidades em Curvelo e, até o fim do ano, Araçuaí ganhará o segundo atacarejo da bandeira. A estimativa é de que 160 empregos diretos sejam gerados, somando-se aos 220 já existentes na cidade. Atualmente, a empresa tem cerca de 1.100 funcionários.

De acordo com o diretor comercial do Grupo Cordeiro, Alex Cordeiro, a empresa, que tem origem em Diamantina, mudou sua sede para Curvelo depois da sua primeira unidade aberta na cidade, em 2010.

“Transferimos a administração para Curvelo pela questão logística e pela própria estrutura da loja que abrimos aqui. Estar em um entroncamento viário é uma questão estratégica. Também a proximidade com Belo Horizonte (160 quilômetros) é importante para nós. É um orgulho ser uma empresa regional que contribui com a região através de investimentos em estrutura e em pessoas”, pontua Cordeiro.

Calçados – Já em fase avançada de construção também está a nova fábrica da Akazzo – marca de calçados sediada no polo calçadista de Nova Serrana, na região Centro-Oeste, criada em 2010. Há quatro anos instalada em Curvelo, de acordo com o seu fundador e diretor de operações, Freud Leonardo Cursage, as novas instalações devem gerar 250 novos postos de trabalho.

“Tínhamos aqui em Curvelo apenas duas fases da produção e, com isso, a fábrica ficava dependente da matriz. Agora estamos construindo um novo espaço para ser inaugurado até agosto. Nele vamos dobrar o número de colaboradores e ter a produção completa”, explica Cursage.

Para o executivo, o grande diferencial de Curvelo é a qualidade da mão de obra. O município é um polo educacional importante com cinco campi universitários. A produção estimada da unidade quanto estiver no auge da capacidade é de 10 mil pares por dia.

“Curvelo oferece mão de obra qualificada e uma boa qualidade de vida. A proximidade com o aeroporto internacional (140 quilômetros), Capital e outras cidades importantes como Diamantina (130 quilômetros) e Sete Lagoas (99 quilômetros) nos dá uma condição privilegiada. Os bons sistemas de saúde e educação, além da boa infraestrutura urbana e segurança pública fazem com que consigamos atrair e reter bons profissionais e executivos aqui”, avalia o fundador da Akazzo.