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Passados os seis primeiros meses do ano, a indústria de fundição do Estado segue otimista com os negócios para 2019. Mesmo diante de algumas adversidades, como a paralisação parcial da atividade minerária em Minas Gerais ou a lenta recuperação da economia brasileira, o setor apresentou crescimento de 3,5% no faturamento em relação ao mesmo período de 2018. Para os próximos meses, o otimismo é ainda maior.

As informações são do presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), Afonso Gonzaga, que também é presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa). Segundo ele, as expectativas de desempenho do setor estão mantidas em 8% para este exercício, tanto para o Estado quanto para o País.

“As atividades estão indo bem e mantemos a perspectiva de desempenho apresentada no início deste exercício. Recuperamos alguns trabalhos e há também investimentos em novas tecnologias por parte das empresas do setor”, disse.

Ainda segundo o dirigente, tamanho otimismo também se deve às expectativas quanto à recuperação econômica do País. Assim como a maior parte de representantes do setor produtivo nacional, ele acredita que o mercado interno deverá deslanchar no segundo semestre, principalmente a partir da aprovação da reforma da Previdência, em primeiro turno, na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (10). Ao todo, foram 379 votos favoráveis ao texto-base e 184 contra.

“Acompanhamos tudo com muita lucidez e acreditamos que não haverá perdas com a reforma proposta. O governo está com problemas de caixa e nossa população com uma longevidade maior. Alternativas se fazem necessárias e esta tem agradado a muitos. Inclusive temos visto recordes na bolsa de valores e queda do câmbio, confirmando a perspectiva de boa aceitação do mercado”, avaliou.

Em termos de produção, os volumes deverão ficar praticamente estáveis em relação ao ano passado. Segundo Gonzaga, a estimativa é de aproximadamente 680 mil toneladas de fundidos em Minas e um volume nacional de cerca de 2,4 milhões de toneladas.

Exportações – Já em relação às exportações, ele citou que o câmbio, com dólar mais caro, continua proporcionando aumento do faturamento. Para se ter uma ideia da representatividade, do total produzido no Estado em 2018, 116 mil toneladas, ou 17%, foram para o exterior.

Por fim, o presidente das entidades destacou também a empregabilidade do setor. Hoje, a indústria nacional da fundição gera 54 mil empregos diretos, 18 mil dessas posições só em Minas, o que representa 33,3% do total do Brasil. Segundo ele, o número nacional já chegou a 70 mil e tem caído não somente em função da situação econômica do País, mas também em virtude da adoção de novas tecnologias pelas indústrias.

“Temos buscado recompor o quadro de funcionários, mas a tecnologia está dificultando a reocupação dos postos. As empresas estão importando máquinas que substituem a mão de obra, o que é favorável à produtividade e a competitividade, pelo menos”, ponderou.