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Os ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) abriram consulta pública sobre o Marco Legal de Startups e Empreendedorismo Inovador, em elaboração pelo governo federal em parceria com a iniciativa privada.

Um grupo, formado por órgãos públicos, empresas ligadas ao ecossistema empreendedor, como a Dínamo, ABStartups, Anjos do Brasil e Abvcap, além do Sebrae, Endeavor e diversos escritórios de advocacia, vem discutindo nos últimos meses como melhorar o ambiente de negócios, facilitar o investimento e aprimorar aspectos trabalhistas no universo das startups.

O objetivo é identificar gargalos que impedem a criação, crescimento, expansão e internacionalização dessas empresas e, com isso, propor melhorias normativas e também de mecanismos de estímulo as startups.

“Melhorar o ambiente de negócios para as startups é uma das prioridades do Sebrae. O marco regulatório pretende eliminar as barreiras existentes hoje”, afirma o analista do Sebrae, Gabriel Rizza.

“É essencial facilitar a vida de quem quer empreender em um negócio inovador no Brasil. Essas empresas têm alto potencial de crescimento e geração de emprego”, acrescenta.

O Sebrae faz parte do grupo de trabalho que vem discutindo o tema no MCTIC e no Ministério da Economia. Tendo como base as demandas dos empresários de pequenos negócios, a Instituição ofereceu contribuições para simplificação da legislação.

“O Marco Legal de Startups surge como resultado de um trabalho conjunto, onde diversos atores que lidam diariamente com startups foram convidados a colaborar. Isso nos mostra que quando o governo se aproxima do Sebrae, dos pequenos negócios e demais entidades do ecossistema de inovação, todos saem ganhando e contribuem efetivamente para o desenvolvimento do nosso País, com propostas muito bem construídas e articuladas tecnicamente”, explica o gerente de inovação do Sebrae, Célio Cabral.

“Queremos aprimorar a legislação existente e propor normas infralegais como decretos, regulamentos e instruções normativas para avançar em pontos importantes, como compras públicas”, explicou o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Caio Megale. Segundo Megale, como as startups são empresas com modelo de negócio não tradicional e envolvem altíssimo risco de investimento, a legislação vigente precisa ser adaptada para a realidade desses empreendimentos.

“Com a consulta pública, queremos receber sugestões de empreendedores, advogados, empresas, especialistas e outros atores sobre cada ponto proposto e, assim, construir o melhor arcabouço para as startups serem cada vez mais competitivas”, completou.

Como explica o secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, o Marco Legal se soma a outras iniciativas do governo que buscam incentivar o número de empresas inovadoras no País.

“São empreendimentos ágeis e flexíveis, que proporcionam a resolução de problemas do setor produtivo e da sociedade, gerando renda e mais e melhores postos de trabalho. Diversas iniciativas têm apoiado as startups, como a facilidade de sua formalização na nova MP de liberdade econômica”, lembrou.

“A nova proposta do Marco Legal visa complementar a construção de um ambiente diferenciado e mais favorável para esses empreendimentos, mitigando riscos financeiros e tecnológicos, garantindo maior segurança jurídica para empresas e investidores privados e ampliando oportunidades de mercado”, disse.

A consulta está dividida nos seguintes eixos: sociedade anônima simplificada; responsabilidade solidária; simples nacional e investimentos; fomento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; opção de compra de ações (stock options); definição jurídica de “startup”, facilitação de investimento; e relação de colaboração. As sugestões devem ser registradas no site www.StartupPoint.gov.br até 23 de junho. (ASN)