Crédito: Clverson Beje/FAEP

São Paulo – A colheita total de milho do Brasil 2018/19 foi estimada, na sexta-feira (24), em 97,5 milhões de toneladas, de acordo com a média de uma pesquisa da Reuters com 11 especialistas, o que deixaria a produção ligeiramente abaixo do recorde de 97,8 milhões visto há dois anos pelo governo do País.

Segundo dados de consultorias e instituições, como a própria estatal Conab, a produção crescerá após uma área plantada recorde na segunda safra, cuja colheita, já iniciada em estados como Mato Grosso e Paraná, aponta boas produtividades nos primeiros lotes, com o benefício de um clima favorável para o desenvolvimento das lavouras.

Uma produção de milho 21% maior ante 2017/18, após uma seca no ano passado que derrubou a safra brasileira para 80,7 milhões de toneladas, deve ajudar o Brasil, líder na exportação de carnes de frango e bovina, a abastecer suas criações. Além disso, permitiria embarques recordes de cereal estimados em mais de 30 milhões de toneladas.

Um pequeno porém para a produção de milho do Brasil é a possibilidade de geadas para a segunda safra, que foi estimada pelos especialistas ouvidos pela Reuters em um recorde de 70,37 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 2 milhões de toneladas ante a pesquisa anterior, realizada ao final de abril.

Para este final de semana, há previsão de geadas fracas no Paraná, segundo produtor nacional atrás de Mato Grosso, mas isso não deve trazer problemas para a safra, segundo especialistas. “Sem risco (de geadas) para a safrinha”, disse o analista Paulo Molinari, da consultoria Safras & Mercado. “As lavouras já estão em fase final de maturação e as geadas serão fracas”. (Reuters)