O BNDES aumenta a capilaridade geográfica de atuação - REUTERS/Nacho Doce

Brasília – O Ministério da Economia anunciou ontem que indicou o nome de Gustavo Montezano para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão neste domingo.

Graduado em engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e Mestre em Finanças pelo Ibmec, Montezano tem 17 anos de carreira no mercado financeiro. Foi sócio do Banco Pactual, tendo atuado como diretor-executivo da área de commodities em Londres e anteriormente como responsável pela área de crédito, resseguros e “project finance”, informou o ministérios.

“O Ministério da Economia agradece a Joaquim Levy pela dedicação demonstrada enquanto presidente do BNDES”, conclui a nota. .

CPI – A comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga supostas irregularidades no BNDES ouvirá Levy, no dia 26 deste mês.

Segundo o presidente da CPI, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), o requerimento para convocação de Levy já havia sido aprovado pela comissão em abril. Dessa forma, mesmo após ter se demitido do cargo, Joaquim Levy é obrigado a comparecer à comissão.

“Quero acrescentar, a bem da verdade, que o senhor, então presidente do BNDES, Joaquim Levy, comprometeu-se com todos os contatos que teve com essa comissão a colaborar com os trabalhos da CPI. Portanto, nós imaginamos que a presença dele é muito importante para esclarecimento de vários fatos”, afirmou.

Demissão – Joaquim Levy pediu demissão do cargo de presidente do BNDES na manhã de domingo, um dia após ter sido alvo de críticas do presidente da República. No sábado, Bolsonaro disse que Levy estava “com a cabeça a prêmio há algum tempo. Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada, pouco antes de embarcar para um evento no Rio Grande do Sul.

O motivo do descontentamento, afirmou Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões.

O presidente pediu que Levy demitisse o diretor. Para Bolsonaro, o nome deste não era de confiança, e “gente suspeita” não poderia ocupar cargo em seu governo. Ainda na noite de sábado (15), Barbosa Pinto entregou a carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. (Com informações da Agência Brasil)