Durante anúncio, o Ministério da Agricultura confirmou a alta para R$ 1 bi no seguro rural - Crédito: Carlos Silva /Mapa

O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) para a safra 2019/2020, anunciado ontem pelo Ministério da Agricultura, agradou o setor agropecuário mineiro. O plano, que nesta temporada vai atender pequenos, médios e grandes produtores de maneira uniforme, após 20 anos, prevê R$ 225,59 bilhões para apoiar a produção nacional. Na safra 2018/19, foram anunciados R$ 194,37 bilhões.

Do total deste ano, R$ 222,74 bilhões são para o crédito rural (custeio, comercialização, industrialização e investimentos), R$ 1 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

O presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, avaliou como “bastante satisfatórios” os avanços e mudanças do plano de um ano para o outro.

“De maneira geral, nosso posicionamento é de satisfação e agradecimento ao que foi exposto pelo governo federal. Em alguns pontos, as reivindicações do setor iam além, mas não deixaram de ser atendidas dentro das possibilidades que impõe a conjuntura nacional”, explicou.

Entre os pontos positivos citados por Simões, a unificação do valor destinado à subvenção do seguro agrícola, de R$ 1 bilhão, contra R$ 440 milhões no ano passado, representando um salto de 127% de um exercício para outro. O seguro é considerado fundamental para a produção, já que, em casos de perdas, o produtor mantém a remuneração necessária para reduzir prejuízos e continuar na atividade. O presidente da entidade também elogiou a união dos planos de safra.

“Entre as boas notícias, tivemos o aumento de recursos para o seguro rural, que, este ano, chegou a R$ 1 bilhão. Trata-se de uma importante melhoria, que diminuirá os riscos da agricultura. Além disso, vale ressaltar que, desta vez, teremos um só plano contemplando todos os produtores, grandes ou pequenos, eliminando parte da concorrência entre os benefícios”, ressaltou.

LEIA TAMBÉM:

Recursos para financiamentos ficam praticamente estáveis

Trabalho em equipe – O presidente da Faemg também falou que a entidade mineira, junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e demais federações, levantou as principais demandas dos produtores e dos setores do agronegócio para contribuir para a elaboração do PAP. Dentre as solicitações, estavam a redução da taxa de juros, o aumento do volume de crédito e a ampliação do valor destinado ao seguro rural.

Nesse sentido, o Ministério da Agricultura informou que as taxas de juros, para custeio, comercialização e industrialização, serão de 3% e 4,6% ao ano para pequenos produtores participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); 6% ao ano para os médios produtores; e 8% para os grandes produtores. Já nas linhas destinadas a investimentos, os juros cobrados variarão de 3% a 10,5% ao ano.

“O setor tinha algumas expectativas maiores, mas, diante do cenário, parabenizamos a ministra Tereza Cristina, que convenceu a equipe econômica do governo de que o setor precisa de tratamento especial pela sua capacidade de mover a economia e de gerar recursos para o País”, concluiu.