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Segundo os dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), o Estado, na última safra, que foi de bienalidade positiva, foi responsável pela produção de 33,4 milhões de sacas de 60 quilos de café, volume que ficou 36,5% maior. Com esta quantidade, Minas Gerais respondeu por 54% da produção nacional e por 20% da mundial. Para se ter uma ideia da representatividade, uma em cada cinco xícaras de café consumidas no mundo sai de Minas Gerais.

O grão é um dos principais geradores de renda no Estado. É cultivado em 607 dos 853 municípios mineiros, sendo a principal atividade econômica em 340 deles. Mais de quatro milhões de mineiros dependem, direta ou indiretamente, da cafeicultura para o sustento, o que mostra a importância não apenas econômica, mas também social. A cafeicultura mineira está dividida em cinco regiões produtoras: Sul, Mantiqueira, Matas de Minas, Cerrado e Chapada.

Em 2018, a participação do café na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais foi de 6,3%, com faturamento de R$ 12,1 bilhões. Do total, R$ 8,4 bilhões foram oriundos do café em grão e R$ 3,7 bilhões da indústria do café.

No ano passado, o Estado exportou 83,5% dos cafés produzidos, predominantemente café verde cru, movimentando cerca de US$ 3,5 bilhões em negociações com o mercado internacional. Os principais compradores do café mineiro são a Alemanha (20,9%), os Estados Unidos (17,7%) e a Itália (12,3%).

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), através dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), é uma das fontes de crédito para o setor no Estado. No ano-safra 2018/2019, a instituição desembolsou R$ 244 milhões para o segmento, um aumento de 37% em relação ao volume liberado no mesmo período anterior. Somando os quatro últimos anos-safras, a entidade financeira desembolsou R$ 617 milhões para cooperativas e empresas produtoras de todo o Estado.