O Grupo Selpe e a Skema discutiram esse futuro que já chegou mediado pelas novas tecnologias - Crédito: Divulgação

Inovação, transformação digital e seu impacto sobre carreira e o futuro do mercado do trabalho são temas que mobilizam profissionais e empresas ao redor do mundo.

Profissionais com vivência em contextos multiculturais e experiências práticas com organizações relevantes para a economia global, podem desenvolver competências diferenciadas e se tornam mais atraentes para atender às necessidades de empresas com esse perfil internacional.

O desafio, porém, é gigante, especialmente em um País com as desigualdades e a deficiência no sistema educacional como o Brasil. Na sede da Fundação Dom Cabral (FDC), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o Grupo Selpe e a escola de negócios global Skema Business School discutiram esse futuro que já chegou mediado pelas novas tecnologias, uma geração interessada em reconhecimento e relevância de propósito para escolher a empresa em que vai trabalhar e empresas que precisam atrair e reter talentos para se manterem competitivas.

De acordo com o gerente de produto do Grupo Selpe, Diego Vinaud, a transformação digital tem impactado a forma de organização e fazer negócios das empresas. Desde as mais tradicionais até as que já nasceram na era digital.

“Talvez o que mais caracterize essa transformação é a necessidade de aprender a aprender. O nosso maior desafio está ligado à educação. Temos graves problemas em relação à qualidade do ensino básico que exigem novas políticas públicas. De outro lado, como positivo, temos a disponibilização de informações na internet. Embora existam óbvios problemas de acesso, nunca houve tanta informação disponível para tanta gente antes”, pontua Vinaud.

A visão do consultor para o longo prazo é otimista em relação ao Brasil. Para ele, o País apresenta boas oportunidades por ser um mercado ainda “verde” para muitas ações. Nesse sentido, Minas Gerais teria um papel especial ao reunir um grande número de escolas de ponta, como as universidades e institutos federais, o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel); e polos de desenvolvimento tecnológico, como o San Pedro Valley, na Capital, e o Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, por exemplo.

“Precisamos de ações voltadas para a divulgação da tecnologia para gerar interesse e engajamento para que as pessoas se interessem e vejam que está disponível a elas. Hoje, o Brasil já forma profissionais globais e Minas Gerais é um verdadeiro hub de inovação, com iniciativas espalhadas por todo o Estado. Estamos ganhando relevância e empresas mineiras ganhando mercado. Esse hub precisa ser fomentado e orientado, com ações mais coordenadas”, analisa o gerente de produto do Grupo Selpe.

Com a visão de uma estrangeira que ainda se admira com o Brasil, a reitora da Skema Business School no Brasil, Geneviève Poulingue, destaca a capacidade de trabalho do povo brasileiro. A Skema (Escola da Economia do Conhecimento e da Gestão) é uma escola de negócios global, oferece programas de ensino e pesquisa, aliados a uma infraestrutura de ponta em seus campi, para treinar e formar talentos com os skills desejados pelas empresas da era 4.0.

“A Skema é uma escola global que tem um papel especial de trabalhar com o intercâmbio de conhecimentos. Os brasileiros têm uma grande capacidade de trabalho e muito a compartilhar. O grande desafio desse novo mundo do trabalho é como utilizamos o conhecimento nesse mundo que muda o tempo todo. As mudanças hoje não são mais em ciclos, são constantes. Vejo esse País como um grande potencial”, destaca Geneviève Poulingue.

A professora e responsável pelo Desenvolvimento de Carreiras na Skema Brasil, Ana Cristina Gazzola, destaca a necessidade de reinvenção também das empresas para atender um parceiro igualmente impactado pela revolução tecnológica e as mudanças no mercado de trabalho.

“Temos a necessidade de seguir nos reinventando, isso está claro. Do lado do mercado, é preciso saber como atrair e engajar esses novos profissionais. As pessoas querem empresas que tenham os mesmos valores que elas, que tenham propósito. Essa é uma grande transformação. O rol de recompensas mudou, não basta mais uma boa remuneração. O ideal seria unirmos o que amamos fazer, com o que sabemos fazer e o que alguém está disposto a pagar para que façamos. E para conquistar essa fórmula, precisamos deixar de ser reativos para ser proativos”, completa Ana Cristina Gazzola.