O e-commerce é uma das apostas do grupo mineiro Mutari para 2019. Com 23 anos de atuação no segmento de cosméticos, o grupo vive um cenário de estagnação nas vendas por meio de distribuidores no mercado interno. Para garantir o crescimento, o presidente, Olindo Batistelli, está reforçando outros canais de comercialização. A meta é encerrar o ano com, pelo menos, 2,5% de crescimento no faturamento, em relação a 2018.

O executivo explica que, por enquanto, o grupo trabalha com a meta mais pessimista de crescimento para o ano. A gestão chegou a desenhar um cenário mediano em que cresceria 5% e um otimista, no qual chegaria a 7,5% de crescimento no faturamento. Mas, até o momento, ainda não há motivos para acreditar em uma reação tão grande, segundo explica o presidente.

“A Mutari já trabalha com e-commerce e também com exportação há algum tempo, mas a ideia é reforçar esses novos canais porque o mercado interno não reagiu. Na verdade, se não fossem essas frentes de comercialização que abrimos nos últimos anos, já teríamos encolhido”, afirma.

O grupo tem uma indústria em Belo Horizonte e vende mais de 200 produtos, entre itens de produção própria e terceirizados. Eles são divididos em três linhas: capilar, corporal e face, sendo que os produtos de transformação capilar são os mais vendidos. “Chamamos de transformação aqueles produtos que mudam a forma do cabelo, como alisar ou enrolar, e também a cor dele”, explica. Ao todo, a marca tem 500 distribuidores no Brasil e em mais 20 países.

Segundo Batistelli, as vendas no e-commerce da Mutari representam 7% do faturamento da marca. A meta do executivo é aumentar essa representatividade para até 12% este ano. Para isso, o grupo está reinventando a logística do e-commerce que, até então, funcionava com estoque apenas em Belo Horizonte. Isso gerava altos custos no frete e demora na entrega em lugares distantes no País, como a região Norte.

“A partir da semana que vem, os nossos 500 distribuidores passam a funcionar como pequenos centros de distribuição. O cliente faz a compra pela internet e nossa plataforma encontra o distribuidor mais próximo para que ele faça a logística da entrega. Dessa forma esperamos reduzir o preço do frete e entregar em até três dias”, detalha.

A aposta do executivo vai na direção de um mercado que não para de crescer. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico deve atingir R$ 79,9 bilhões em volume de vendas em 2019. O montante representa um crescimento de 16% em relação a 2018.

Além da reestruturação do e-commerce, também estão nos planos do presidente o fortalecimento das exportações e o lançamento de novos produtos nas linhas corporal e facial. “Entre os produtos que pretendemos lançar estão filtro solar, sabonete e máscara facial. A expectativa é dobrar o faturamento nessas linhas”, afirma.