Em momento de isolamento social, comerciantes que estão com sua loja física fechada podem aproveitar o estoque e empreender pela internet

Os consumidores que se viram obrigados a começarem o isolamento social nos últimos dias para proteger a população do contágio do coronavírus estão ampliando as compras on-lines. Estima-se, que na primeira quinzena de março, foi registrada alta de 30% a 40% nos pedidos realizados na internet – em relação ao igual período do ano passado, segundo entidades do setor como ABComm e E-bit.

Para pequenos e médios comerciantes que já possuem uma loja física e um estoque – porém tiveram que fechar as portas neste período de isolamento – apostar em plataformas gratuitas para vender pela internet tem se mostrado alternativa para continuar vendendo. “O Brasil possui cerca de 9 milhões de microempreendedores individuais. No momento em que as lojas físicas estão fechando, muitos deles ainda não sabem que é possível vender on-line de forma fácil e muito rápida, com parceiros que ajudam na parte de pagamentos e logística. Já os que já vendem por meio do e-commerce, podem apresentar algum pico nas vendas, dependendo do nicho de atuação”, explica Pedro Henrique, CEO da plataforma Loja Integrada.

A Loja Integrada é a única plataforma do mercado que sempre permitiu a criação gratuita de lojas virtuais. Já são mais de 20 milhões de produtos vendidos na história da plataforma e mais de 1 milhão de lojas criadas. Só para se ter uma ideia, em média,  são abertas 1 mil novas lojas por dia. Nos últimos dias, a plataforma teve um crescimento de 20% em relação ao acesso ao site e mais de 46% em relação a criação de lojas virtuais.

E-commerces se destacam

A iluminim, por exemplo, é uma loja de iluminação que atua há mais de 4 anos por meio do seu e-commerce e pontos de vendas físicos e traçou um plano de ação para atuar durante o isolamento social. A empresa possui cerca de 70 funcionários diretos e 100 colaboradores indiretos e tem distribuição por toda a região Sul do Brasil.

De acordo com o CEO da loja, Lucas Pedri, ter uma atuação ativa no e-commerce foi o grande diferencial para que a loja permanecesse funcionando e vendendo. A empresa criou um plano para organizar rapidamente etapas importantes do negócio, como estoque e nova estrutura dos colaboradores em home office, além de continuar executando tarefas rotineiras da melhor maneira possível, informando os clientes e parceiros das ações que estão criando, orientando sobre o coronavírus e apostando em comunicação e ações criativas.

“O e-commerce representa 80% do nosso negócio, o resto é ponto de vendas e outros canais. Em um momento de isolamento social onde muitas lojas fecharam, estar on-line pode ser fundamental. Isso mostra como o e-commerce é importante; como é importante ter um canal eletrônico. Neste momento, quem depende só do ponto físico acaba tendo seu capital estrangulado. Já quem vende pela internet e tem seu foco de vendas nisso, pode acabar vendendo mais. Vai ser uma grande lição quando tudo isso passar, sem dúvidas”, comenta Lucas Pedri, fundador e CEO da loja.

Movimento On-line #BoraVender ajuda lojistas

A Loja Integrada é uma das fundadoras do #BoraVender, um movimento que oferece gratuitamente conteúdos práticos e didáticos – e também motivacionais – para lojistas que estão crescendo ou iniciando suas atividades no comércio eletrônico. Entre os temas abordados estão: tecnologia, e-commerce, marketing, gestão e business. O movimento também leva conteúdos por meio das redes sociais. Em um momento em que os brasileiros estão em isolamento social, ter acesso a conteúdos educacionais pela internet tem ajudado lojistas virtuais a se adaptarem ao momento que estamos vivendo e pensarem em alternativas para o negócio. 

Segundo Alfredo Soares, especialista em comércio eletrônico e embaixador do #BoraVender, “a internet é o principal canal para levar informações para as pessoas e agora, mais do que nunca, consumidores e empreendedores irão acessar conteúdos para ajudá-los durante a nova rotina. Queremos continuar ajudando os lojistas virtuais, dando dicas e criando conteúdos que podem inspirá-los nesse momento de crise. Além disso, a mudança na forma de consumo poderá impactar o e-commerce nacional a longo prazo, por isso é importante os lojistas estarem preparados”, conclui.