Nova marca, apresentada pelo governador Romeu Zema, une perfil das tradicionais montanhas mineiras ao traço modernista de Oscar Niemeyer - Crédito: Gil Leonardi

O Palácio da Liberdade, na região Centro-Sul, foi palco do lançamento, nessa terça-feira (1), da nova marca destino de Minas Gerais. O desenho que une o perfil das tradicionais montanhas mineiras ao traço modernista de Oscar Niemeyer, pretende ser a nova identidade do Estado em todas as comunicações do governo e, especialmente, em toda divulgação turística de Minas Gerais dentro e fora do Brasil por toda cadeia produtiva.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo do Estado, Marcelo Matte, a marca é um ativo que pode ser trabalhado junto com questões de economia criativa, ao lado dos setores criativos que atuam no Estado, em um processo em que turismo e cultura se retroalimentam continuamente.

“Turismo e cultura podem e devem ser a grande ferramenta de ativação da economia em Minas Gerais. Temos 62% dos ativos culturais tombados no Brasil, 47 circuitos turísticos da maior importância, produtos, bens materiais e imateriais, Minas Gerais tem história, patrimônio, a melhor gastronomia do País, enfim, tudo para ser o mais importante hub turístico-cultural do Brasil. Temos certeza de que, com planejamento, vamos atingir esse objetivo”, afirmou Matte.

A marca de destino do Estado, que estampa apenas a palavra “Minas” – “como somos carinhosamente chamados”, nas palavras do secretário – passa a integrar uma série de políticas e ações de posicionamento do Estado diante dos diversos contextos como: as ações de promoção dos atrativos e roteiros, participação em feiras e eventos e os cursos e capacitações voltados a agentes e operadores de turismo.

A marca Minas pretende resumir os maiores patrimônios do Estado, que são o próprio povo mineiro e sua hospitalidade, além do legado histórico, da segurança, das belezas naturais e da rica gastronomia. “Além de todas essas riquezas, nossos ativos como mais de 400 museus, nossos vinhos, azeites e queijos premiados, temos outros ativos como segurança, o que Minas tem de melhor é que temos bom coração. O mineiro é um povo que tem afeto, que convida a pessoa para entrar na sua cozinha e tomar um café coado na hora. Não tem isso em outro lugar. A diferença desse gesto em relação ao que existe em outros lugares, talvez seja o que temos como maior diferencial competitivo: a nossa afetividade”, destacou o titular da Secult.

No mesmo sentido o governador do Estado, Romeu Zema (Novo), destacou a importância do turismo para a recuperação da economia estadual.

“Como alguém que nasceu e viveu quase todo o tempo em uma cidade turística – Araxá (Alto Paranaíba) -, sei como o turismo pode fazer diferença. Durante períodos do ano em que a cidade fica mais movimentada, é nítido como a economia é impactada positivamente. E, em Minas, temos um patrimônio gigantesco, extremamente mal divulgado e explorado. Muito depende de investimento e na situação em que o Estado se encontra vamos ter que aguardar um pouco. Mas muito depende apenas de trabalho, de mostrarmos para o mundo aquilo que nós temos”, destacou Zema.

Para alcançar tal resultado, a secretaria tem metas ousadas até o final da atual gestão: aumentar o fluxo turístico no Estado em 40%; taxa de ocupação hoteleira em 50% – hoje a média é de apenas 49%, quando o número ideal é próximo de 70%; aumentar o número de voos em 43% e reativar os voos regionais, usando os aeroportos do interior do Estado.

“Cada real investido no turismo dá retorno de quatro reais de ativação econômica. O turismo dá retorno mais rápido e muito grande. O turismo associado à cultura será a grande ferramenta de recuperação econômica de Minas Gerais. Estamos extremamente otimistas”, completou o secretário de Estado de Cultura e Turismo.

Ministro propõe reduzir preço das passagens

Após o veto sobre as franquias de bagagem ter sido mantido, em votação pelo Congresso Nacional, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, propôs a criação de um grupo de trabalho que vai buscar reduzir o preço das passagens aéreas, além de aumentar o número de rotas para atender diversos destinos turísticos do País.

Um dos objetivos que nortearão o trabalho do grupo será buscar o equilíbrio entre oferta e demanda com políticas públicas mais eficazes para tornar os modais de transporte, no caso o aéreo, mais integrados e estruturados. Melhorias de infraestrutura dos aeroportos, conectividade e atração de investimentos são algumas das iniciativas a serem desenvolvidas.

Para o ministro, o trabalho deve partir de um debate técnico e profundo com o envolvimento das entidades públicas e privadas que representam o setor aéreo e áreas afins.

“Precisamos de conhecimento técnico do setor para entender a lógica do mercado e os impactos que isso traz para a população. Não vejo outra saída a não ser realizar um trabalho conjunto com todos que contribuem direta e indiretamente para a aviação brasileira. O turismo precisa de uma aviação mais conectada, com mais voos, mais destinos atendidos e com o menor custo possível. Tudo feito de forma responsável”, destacou.

Álvaro Antônio estendeu o convite a todas as companhias aéreas brasileiras e órgãos federais como a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Infraestrutura (Minfra).

“Precisamos estar integrados e empenhados. Juntos, vamos colocar a aviação e o turismo do nosso País em um novo patamar, com desenvolvimento econômico e social, geração de emprego e renda”, complementou o ministro que também reiterou uma das metas do Plano Nacional do Turismo de passar de 40 milhões de turistas para 100 milhões no Brasil ser diretamente ligada ao setor aéreo.

Durante a reunião, realizada em São Paulo no dia 26, o presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, demonstrou as ações, avanços e resultados que a companhia alcançou em 2018 e neste ano. Além disso, Kakinoff explicou como o setor aéreo funciona, suas especificidades e desmitificou informações que são repassadas.

“Há uma falta de compreensão sobre como o setor funciona. Queremos debater as ações e melhorias de forma técnica e eficiente. Temos os mesmos objetivos: aumentar o número de voos e de pessoas fazendo o uso do modal aéreo. Estamos muito entusiasmados com essa iniciativa e totalmente à disposição”, afirmou Kakinoff.

Segundo o presidente, a empresa realiza 800 voos por dia, emprega mais de 15 mil colaboradores e atende 77 destinos brasileiros.

“Continuar a trajetória de evolução do setor é essencial para destravar o enorme potencial do mercado aéreo e trazer benefícios fundamentais para o Brasil”, pontuou.

Presente no encontro, o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, comemorou a iniciativa e acredita que o debate trará resultados eficazes.

“Esse grupo vem ao encontro do objetivo de voar para mais lugares, de forma cada vez mais acessível e segura”, disse Sanovicz.

Avanços e desafios – Concessão dos aeroportos, abertura total do setor aéreo (Lei 13842/2019), evolução do modelo de concessão e redução da tributação sobre QAV, que ainda precisa ser ampliada, são alguns dos avanços conquistados em 2019.

Já a redução do custo Brasil, adequação da Lei do Aeronauta ao padrão internacional, alteração da política de paridade de preços e, principalmente, melhorias na infraestrutura dos aeroportos e terminais, além da ampliação e criação de pistas de pouso e decolagem estão entre os principais desafios para tornar o setor aéreo mais eficiente e benéfico para o consumidor, o viajante, o cidadão.

Tecnologia de ponta – Na ocasião, o ministro Marcelo Álvaro Antônio visitou ainda o pátio de aeronaves e o centro de treinamento da Gol. Uma simulação de voo foi acompanhada pelo ministro, além do funcionamento de todas as partes de uma aeronave. (Com informações do MTur)