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Agronegócio

Biofábrica de joaninhas volta a produzir em BH

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Uso de joaninhas para controle natural de pragas é uma iniciativa que vem sendo cada vez mais adotada | Crédito: Divulgação/PBH

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) retomou a maior produção na biofábrica de joaninhas e a distribuição dos kits para a população. Desde o ano passado, a produção na unidade estava limitada apenas à manutenção dos insetos. Para 2022, a estimativa é de que a produção chegue a 55 mil insetos e as inscrições para recebimento do kit também sejam retomadas. 

A produção e distribuição do bioinsumo têm o objetivo de combater pragas em hortas, pomares e jardins. A iniciativa é considerada importante para a preservação do meio ambiente, já que faz um controle natural e reduz a necessidade de aplicação de químicos.  

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De acordo com o diretor de Gestão Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente da PBH, Dany Sílvio Amaral, entre o início de 2019 e março de 2020, quando a produção em maior escala foi suspensa, a biofábrica já havia produzido cerca de 65 mil joaninhas.

“Com a pandemia de Covid-19, tivemos que reduzir, drasticamente, a produção e mantivemos apenas uma produção base para manter os insetos. Agora, a partir de agosto, com o avanço do processo de vacinação e queda nos índices da pandemia, voltamos a ampliar a produção. No início, fizemos testes e agora estamos voltando a atender às demandas antigas. Desde a suspensão da entrega, tínhamos cerca de 300 pedidos abertos e que estão sendo atendidos. Até o final do ano, esperamos produzir cerca de 5 mil joaninhas”, diz.

Amaral explica que a demanda pelas joaninhas é crescente e quem tiver interesse deve fazer a inscrição, que só será retomada no início de 2022, no portal de serviços da PBH

Controle de pragas

O uso das joaninhas para o controle natural de pragas indesejáveis é uma iniciativa importante e que vem sendo cada vez mais adotada. As joaninhas se alimentam de outros insetos como pulgões, mosca-branca, entre outros, limpando a planta e permitindo que a mesma cresça de maneira saudável, sem precisar do uso de produtos químicos para este controle.

Na Capital, as joaninhas são distribuídas e usadas por moradores que querem combater pragas nos jardins, pomares e em projetos de hortas agroecológicas.    

“A demanda pelas joaninhas é muito grande. Só atendemos os moradores da Capital, mas recebemos pedidos de outras cidades e estados. Qualquer pessoa residente em BH pode solicitar o kit para usar em hortas, pomares, pequenos jardins e vasos onde haja presença de pragas como, por exemplo, pulgões e a mosca-branca. Conforme o espaço, a pessoa receberá de 20 a 100 joaninhas”, explica.

Segundo os dados da PBH, para a produção do bioinsumo, são feitas coletas nas áreas verdes de Belo Horizonte. Os insetos são levados para a biofábrica localizada no Parque das Mangabeiras. Lá, são destinados ao laboratório, onde os insetos são criados com dieta e temperatura controladas.  Eles são alimentados e colocados para acasalar e os ovos e larvas são cuidados até completar o ciclo e atingir a fase adulta.

“Com o projeto estamos tentando ajudar a natureza. O ambiente está cada vez mais artificial e esses bichos vão sumindo. O que a gente faz é tentar ajudar a natureza, aumentando a presença destes insetos. Toda a coleta acontece em Belo Horizonte. Nosso projeto também tem a parte de educação ambiental, ainda suspensa em função da pandemia, que leva informações sobre o uso e a importância das joaninhas para escola e produtores de hortas, orquídeas, entre outros”. 

Bioinsumo

O bioinsumo é uma importante alternativa para a produção de alimentos saudáveis e seguros por evitar o uso de químicos. 

“BH é referência na segurança alimentar e produção de hortas, são mais de 100 hortas agroecológicas que recebem assistência técnica, e estes insetos são fundamentais para o controle de pragas. A PBH também fornece semente de plantas que atraem as joaninhas, como o coentro, erva-doce, girassol e milho. São pólens que atraem e mantêm as joaninhas nas áreas”, explica.

A princípio, não existem projetos para a construção de novas biofábricas em Belo Horizonte, mas o espaço tem recebido demanda de empresas estaduais, prefeituras e escolas interessadas em conhecer o projeto para futuras iniciativas.

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