Carapreta investe alto em sustentabilidade

22 de março de 2022 às 0h30

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O rebanho de bovinos da Carapreta chega a 70 mil cabeças | Crédito: Divulgação/Carapreta

Com a missão de produzir as melhores proteínas de origem animal do mercado mundial, a Carapreta – braço de agronegócio do grupo mineiro A.R.G – está investindo cerca de R$ 1 bilhão no Norte de Minas. O projeto, que foi iniciado em 2017 e vai até 2023, tem como objetivos ampliar a produção e aprimorar os processos, firmando a empresa como referência de práticas sustentáveis no mercado global.

Com três fazendas próprias no Norte de Minas, a ideia com o aporte é expandir a produção de bovinos (Angus e Wagyu) e ovinos (Dorper) e a piscicultura (tilápias) nos municípios de São João da Ponte e Jequitaí. Atualmente já são 1,4 mil empregos diretos, além de outros 5 mil indiretos. 

De acordo com o CEO da Carapreta, Vitoriano Dornas, várias são as ações e investimentos que vêm sendo feitos pela empresa para que a produção se torne cada vez mais sustentável.

“A missão da empresa é produzir as melhores proteínas de origem animal do mercado mundial com sustentabilidade e com visão de ser a melhor empresa de proteína do mundo. Então, nós temos um planejamento estratégico até 2025, e todas as nossas ações estão inteiramente ligadas à nossa missão. Nosso foco é produzir uma proteína de altíssima qualidade com sustentabilidade. As tecnologias que adicionamos ajudam a parte de automação de trato e nutrição, construindo uma carne com alto índice de marmoreio, sabor e maciez”, explica. 

Desde 2017, já foram feitos vários aportes, com grande parte direcionada para a construção de três indústrias de bovinos, ovinos e pescado. Os aportes também foram direcionados para a estrutura das fábricas de ração nas fazendas, com o objetivo de aumentar a capacidade das unidades.

Hoje, as fazendas da Carapreta estão com um rebanho de 70 mil cabeças, atingindo o patamar de maior rebanho da América Latina de produção de angus. As fazendas de ovinos somam 30 mil cabeças, sendo também o maior da América Latina. 

“Investimos muito em tecnologias de trato, maquinário para aumento de áreas produtivas, incluindo investimentos em pivôs de irrigação (cerca de R$ 20 milhões), em planta fotovoltaica (R$ 17 milhões) e iniciamos outra planta solar para geração de 4 megawatts. Na parte dos biodigestores, estamos com dois, e cada um gerando 2 megawatts. Assim, totalizamos uma geração de energia limpa de 6 megawatts dentro das unidades”, conta.  

Os valores também foram direcionados para a governança da empresa, para a implantação de uma arquitetura do sistema tendo como pilar principal o SAP, onde foram aportados cerca de R$  20 milhões. 

“O sistema de governança controla todos os dados de forma automatizada, desde a produção das fazendas, passando pelo transporte dos animais para a indústria. Inclui também toda a parte da produção industrial, estoque, controle de vendas dos produtos finais. Tudo isso está ‘lincado’ aos nossos balanços e resultados da empresa”, destaca. 

“Carne negativa para carbono”

Caminhando para uma produção cada vez mais sustentável, Dornas explica que, para a redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa, algumas iniciativas, como o biodigestor, retiram do ambiente 34 mil toneladas equivalentes de carbono ao ano. Ao todo, o sistema de produção da Carapreta retira 137 mil toneladas equivalentes de carbono anualmente.

“Com as práticas implantadas, a gente já poderia utilizar o termo ‘carne carbono zero’. Mas estamos implantando um protocolo que, quando certificados, a nossa carne será negativa para carbono”.

Com todos os aportes e práticas adotadas, a Carapreta trabalha com o princípio da economia circular, estratégia voltada para reduzir o impacto no aquecimento global, a poluição e o desperdício, com processos de produção que visam a reutilização, compartilhamento, reparo, reforma, remanufatura e reciclagem. O conjunto de ações cria um sistema em loop fechado, minimizando a utilização de recursos e a criação de dejetos que resultariam em lixo, poluição ou emissão de carbono.

Conforme divulgado pela empresa, são exemplos os dois biodigestores que geram energia a partir dos dejetos dos rebanhos de bovinos e ovinos em confinamento. A Carapreta também reutiliza a água dos tanques de criação de tilápia na fertirrigação do solo. Além disso, produtos como óleo de peixe e de ovinos produzidos na graxaria voltam a alimentar as próprias criações de tilápia.

O planejamento e investimento em boas práticas já renderam à empresa diversos selos e certificações como o selo internacional de propriedade sustentável, da alemã TÜV Rheinland; certificação de padrão genético da Associação Brasileira de Angus e Wagyu; além do Selo NFS em segurança alimentar; e o inédito Certified Humane, na categoria de proteína bovina e ovina, atestando o bem-estar na criação dos animais.

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