Cochos eletrônicos vão ajudar na eficiência alimentar dos bois

A identificação dos animais será feira por um chip na orelha

18 de janeiro de 2024 às 21h44

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Sistema automatizado vai permitir que haja mais precisão nos dados coletados nas unidades | Crédito: Divulgação/Epamig

Os campos experimentais da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e Felixlândia, na região Central do Estado, vão receber cochos eletrônicos que vão ajudar na coleta de dados referentes à eficiência alimentar dos bovinos. As unidades estão sendo reestruturadas para a modernização das áreas de pesquisa.

A proposta é coletar informações sobre o aproveitamento alimentar dos animais com base em dados individuais. A taxa de conversão considera a proporção entre quanto cada um come e quanto desse alimento é convertido em ganho de peso, geração de carne ou leite. O animal mais eficiente é o que come menos e converte mais, de acordo com a finalidade.

A identificação de cada animal é feita por meio de um chip implantado na orelha, detectado pelo cocho na hora da alimentação. “A tecnologia facilita a identificação de animais superiores, que são aqueles que aproveitam melhor os alimentos. Indivíduos que comem menos e engordam mais, vacas que comem menos e produzem mais leite, que são o objetivo das pesquisas de Melhoramento animal e de todo pecuarista”, explica o chefe da Assessoria de Negócios Agropecuários da Epamig, o zootecnista Clenderson Gonçalves.

Precisão

O sistema automatizado vai permitir que haja mais precisão nos dados coletados e, com isso, ter mais assertividade para a pesquisa, além de poupar mão de obra. “Com esses cochos ligados à internet, cada animal tem um brinco eletrônico, que aponta quando ele acessa o cocho e o bebedouro. Os gráficos de consumo e desempenho são gerados por animal, o que permite identificarmos o quanto ele consumiu e quais as proporções com base nos dados estatísticos gerados pelo próprio sistema. Anteriormente, era feita a pesagem da sobra para a obtenção desses números. Isso vai também gerar economia de tempo e recursos”, avalia o pesquisador.

Os equipamentos vão contribuir para o acompanhamento da conversão alimentar de cada animal e também em trabalhos de avaliação nutricional. “Quando fazemos a avaliação de eficiência alimentar temos foco no animal, a eficiência de cada um no ganho de peso, de carne, na produção de leite. Já na avaliação de alimentos, precisamos do conjunto de dados dos bois que receberam aquela dieta para avaliar o alimento. São coisas diferentes, mas o uso do cocho automatizado vai auxiliar na coleta”, comenta Gonçalves.

O sistema no Campo Experimental Getúlio Vargas, que é em Uberaba, já está instalado e começará a coletar dados para experimentos com novilhas Gir ainda neste mês de janeiro. Em Felixlândia, o sistema está em fase final de implantação. O Campo Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, deverá ser a próxima unidade da Epamig a receber cochos automatizados. (Epamig)

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