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Agronegócio

Cresce a demanda do agronegócio pelo uso de energia fotovoltaica

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Crédito: Divulgação

O uso da energia solar no campo tem se tornado cada vez mais necessário, seja pela redução dos custos de produção ou até mesmo para garantir o abastecimento de energia e a maior produção.

Com a demanda crescente por alimentos no mundo e o potencial do Brasil em expandir a produção para atender a este mercado, o uso da energia solar para promover a irrigação será um diferencial. Em Minas Gerais, um projeto desenvolvido no município de Perdizes, no Triângulo, criou o primeiro pivô totalmente movido por energia solar, que será lançado até o final do mês.

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O assunto foi tema da live “Energia solar no campo”, realizada na última semana pelo Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg).

O projeto do pivô totalmente movido à energia solar foi desenvolvido em conjunto pela Solbras e Valley. Ao todo, foram mais de seis meses de pesquisa e desenvolvimento. O piloto, que foi implantado em Perdizes, contou com a instalação de uma usina fotovoltaica exclusivamente para o teste.

Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta um pivô capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de seis a oito horas por dia. Após mais de um mês em funcionamento com resultados satisfatórios, o projeto foi comissionado e a solução será disponibilizada ao mercado até o final de junho.

Na propriedade onde está o projeto, o custo de implantação ficou em R$ 500 mil. O valor para instalação em outras fazendas varia conforme a estrutura e a demanda de cada unidade.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, o uso da energia solar para promover a irrigação é interessante para o setor e atende à demanda de uma produção mais sustentável.

“Não há o que se discutir em relação à energia solar, é uma energia limpa que precisamos incorporar aos processos produtivos da agricultura. Em relação à irrigação, não tem como o Brasil e Minas Gerais chegar àquilo que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) preconiza, de, nos próximos tempos, para ajudar na alimentação da população mundial, a gente tem que aumentar nossa produção em 40%, sem a irrigação em uma proporção muito maior do que usamos hoje”, destacou.

Tendência promissora – Para o presidente do Sistema Faemg, o uso de energias limpas é uma tendência promissora e que irá progredir muito. “Por isso, é importante levar estas informações para que os produtores saibam sobre as tecnologias relativamente pouco utilizadas no Brasil e que precisam ser muito mais popularizadas para atingirmos esse objetivo de maior produtividade com sustentabilidade. É importante que ele conheça as novas alternativas e avalie se é interessante ou não investir”, afirmou.

Para o diretor comercial da Solbras, Rui Ruas, o investimento em usinas solares é importante para o produtor rural, seja para a garantia de um abastecimento de energia, como para reduzir custos ou aumentar a produtividade através do maior uso de tecnologias, como a irrigação, por exemplo. Além disso, a produção de energia pode ser mais um negócio para o produtor rural.

“Gerar e ter energia disponível é muito mais do que um direito, é uma grande oportunidade de negócio também. Todo ano, o produtor planta, espera a chuva ou irriga e encara o risco de pragas. Mas tem uma safra que pode ser colhida todo mês que é a safra de energia. E pode ser para sempre. É possível ganhar dinheiro com ela e ter energia disponível para avançar em áreas remotas, em que só seria possível cultivar com irrigação. Cada vez mais, as novas áreas disponíveis são áreas mais arriscadas, que precisam de irrigação. E o fator limitante para isso é energia. Por isso, a importância destes novos projetos de energia solar”, avaliou.

Potencial do Estado atrai interesse

A escolha de Minas Gerais para o teste do pivô movido à energia solar aconteceu pela empresa ser sediada no Estado e pelo potencial de geração de energia que Minas possui.

“Minas Gerais tem uma insolação muito boa e uma grande vocação agrícola. O agronegócio tem grande potencial para a energia solar e representa 80% dos projetos instalados pela Valley, por isso, a escolha de Perdizes para o desenvolvimento do projeto”, explicou o diretor comercial da Solbras, Rui Ruas.

Ainda segundo Ruas, antes de adquirir o sistema, é importante que seja feito um estudo completo da necessidade e viabilidade de instalação em cada propriedade.

A vice-presidente de Geração Distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, destacou, durante a live, que a entidade tem trabalhado junto às instituições representantes do agronegócio para reduzir os processos burocráticos e melhorar as condições de acesso às linhas de financiamento para que o produtor rural possa investir na geração de energia solar e a utilize nos sistemas de irrigação e secadores, por exemplo.

Segundo ela, o uso da energia solar é importante para uma produção mais sustentável. Por ser uma energia limpa, atende ao compromisso assumido pelo Brasil em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“O consumidor rural é o que tem melhores condições de financiamento para o sistema solar fotovoltaico, com as taxas de juros mais acessíveis. Pode ser interessante trocar a conta de luz pela parcela do financiamento. Outra vantagem é que Minas Gerais é pioneiro em políticas públicas para o desenvolvimento da energia solar, que fizeram o Estado ser o líder em energia solar fotovoltaica para geração distribuída no Brasil. Em Minas, o produtor rural já é o terceiro maior usuário de energia solar fotovoltaica. E vem subindo no ranking rapidamente nos últimos dois anos”, disse.

 

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