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Agronegócio

Vinhos feitos com método da Epamig são premiados

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Estudos na Epamig não param e são considerados essenciais para avanço da produção de vinhos | Crédito: Divulgação

As pesquisas sempre foram responsáveis por inovações. Em Minas Gerais, os estudos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) permitiram que a produção de vinho desse certo e, hoje, são muitos os rótulos mineiros premiados no mundo.

O sucesso do vinho produzido no Estado é a técnica da dupla poda das videiras, que permite a colheita das uvas no inverno, período mais seco e favorável para a qualidade.

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Na última semana, 14 rótulos do Estado e de São Paulo conquistaram medalhas no Decanter World Wine Awards (DWWA), um dos mais prestigiados certames do setor. Do total de premiados, nove foram produzidos com a técnica da Epamig.

De origem mineira, a dupla poda já está presente em outros estados, permitindo a produção de vinhos na Bahia, São Paulo, Goiás e Brasília. Também há interesse de levar a técnica para produtores do Mato Grosso.

Dos rótulos de Minas Gerais e de São Paulo premiados no Decanter, maior e mais influente concurso de vinhos do mundo, os nove vinhos produzidos com a técnica da Epamig foram premiados com uma medalha de prata e oito de bronze. Nesta edição do Decanter Awards, foram avaliados 18.094 rótulos provenientes de 56 países.

Dupla poda

As pesquisas voltadas para o cultivo de uvas em Minas começaram há cerca de 20 anos, em Caldas, Sul de Minas. No Núcleo Tecnológico de Uva e Vinho da Epamig foi implantada a tecnologia da dupla poda, ideia desenvolvida pelo pesquisador Murillo de Albuquerque Regina.

Com a dupla poda ocorre a inversão do ciclo produtivo da videira, que altera para o inverno o período de colheita das uvas destinadas à produção de vinhos. Desta forma, é possível colher na região uvas sadias, com maturação correta, mais aroma e concentração de cor, o que contribui para a qualidade de vinhos que estão sendo reconhecidos dentro e fora do País.

“A técnica da dupla poda vem se mostrado muito favorável e permitindo a produção de um vinho de alta qualidade. Para se fazer um bom vinho, metade do caminho é ter uma boa uva. Com a técnica, conseguimos produzir uma uva sadia, com boa maturação, sem doenças fúngicas. Isso acontece porque conseguimos tirar a colheita do verão, que é chuvoso, e fazer no inverno. Por isso, estamos obtendo vinhos de muita qualidade”, explicou o enólogo da Epamig Lucas Bueno do Amaral. 

Ainda segundo Amaral, a técnica tem se espalhado pelo País e permitido a produção em lugares que antes eram inviáveis. “Hoje temos vinho em São Paulo, Minas, Goiás, Brasília, Bahia e Mato Grosso começando a implantar agora. Com a técnica, estamos expandindo muito o território vitivinícola no Brasil. Produzimos uvas e vinhos de qualidade e esta premiação do Decanter vem comprovar isso”.

As pesquisas na Epamig não param e são consideradas essenciais para o avanço da produção de vinhos. Novos estudos estão sendo realizados para ampliar as espécies de uvas cultivadas. 

Vinho Maria Maria 

Um dos vinhos premiados na edição 2021 do Decanter World Wine Awards (DWWA) foi da vinícola Maria Maria, com o vinho Fernanda Sauvignon Blanc, da safra 2020. A bebida conquistou a medalha de prata, ao atingir 90 pontos. Nas últimas cinco edições do Decanter, os vinhos Maria Maria conquistaram medalhas em quatro.

Para o engenheiro agrônomo e administrador dos vinhos Maria Maria, Eduardo Junqueira Nogueira Neto, a produção de vinho na propriedade localizada em Três Pontas só foi possível com o uso da dupla poda. O negócio da família, que também é produtora de café, está em plena expansão. 

“Este ano fomos novamente premiados. Ganhamos a primeira medalha em 2017 e foi surpreendente pelas uvas serem ainda jovens e não esperávamos este retorno tão cedo. Depois de 2017, quando tínhamos 10 hectares de uvas, ampliamos e hoje estamos com 21 hectares plantados. Nossa produção tem dado certo e nas cinco últimas edições do Decanter ganhamos prêmios em quatro”. 

As expectativas para o futuro são positivas, e está nos planos a diversificação das uvas cultivadas, o que vai permitir a fabricação de uma variedade maior de vinhos. Para a safra 2021, a expectativa é produzir cerca de 40 mil garrafas de vinhos. A área plantada tem potencial de atingir, nos próximos anos, 60 mil garrafas por safra.

“Para 2021 as expectativas, em termos de quantidade e qualidade, são muito boas. O clima favoreceu a maturação das uvas. Já colhemos as uvas brancas e, nos próximos 30 dias, devemos iniciar a colheita das uvas tintas”, disse.

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