Em Minas, busca pelo crédito rural, na safra 2023/24, cresce 14%

Nos primeiros três meses da safra, as liberações do crédito rural para Minas já somam R$ 20,06 bilhões; conheça as linhas mais acessadas

7 de novembro de 2023 às 0h26

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Em MG, para agricultura foi liberado entre julho e setembro montante de R$ 14,34 bilhões | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

As contratações dos recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2023/2024, ao longo dos primeiros três meses da safra, foram positivas em Minas Gerais. No período, a demanda pelos recursos do crédito rural em Minas cresceu 14%, chegando, assim, a um desembolso de R$ 20,06 bilhões entre julho e setembro. O crédito destinado aos produtores do Estado respondeu por 13% do volume liberado para o País, que já soma R$ 155,72 bilhões e supera em 18% o desembolsado em igual período da safra passada.

Em Minas Gerais, conforme os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), dentre as linhas disponíveis no crédito rural, a de custeio concentra a maior parte da demanda vinda do campo. Somente nela, o desembolso chegou a R$ 11,93 bilhões, avançando, assim, 11%.

Considerando os desembolsos totais, ao todo, em Minas Gerais, foram aprovados 82.379 contratos entre julho e setembro, aumento de 11% frente aos 74.009 registrados em igual intervalo de 2022.

Para a agricultura, em Minas Gerais, foram liberados nos primeiros três meses da safra R$ 14,34 bilhões do crédito rural, representando, assim, uma variação positiva de 12% quando comparado com os R$ 12,83 bilhões registrados em igual período da safra anterior. O número de contratos aprovados subiu 11%, somando 42.309 unidades.

Na pecuária, foi observado aumento de 19% na demanda pelo crédito rural, somando, assim, R$ 5,72 bilhões no acumulado da safra até setembro. A aprovação de contratos chegou a 40.070, alta de 12%.

Valor do crédito rural liberado para custeio da safra soma R$ 11,93 bi em Minas Gerais 

Com o objetivo de cobrir as despesas normais dos ciclos produtivos, nos primeiros três meses da safra, os produtores buscaram mais pela linha de custeio. Em Minas, os desembolsos do crédito rural nesta categoria somaram R$ 11,93 bilhões, variação positiva de 11%. Ao todo, a liberação de contratos somou 39.991 unidades, aumento de 13%.

Para o custeio das lavouras, foram liberados R$ 7,96 bilhões, aumento de 9% frente aos R$ 7,28 bilhões registrados anteriormente. O número de contratos aprovados aumentou 19% e chegou a 24.154.

Em setembro, a cultura que demandou maior volume de recurso da linha de custeio foi o café, com uma demanda de R$ 1,4 bilhão, em seguida veio a soja, R$ 550 milhões, e o milho, R$ 236,8 milhões.

O crédito de custeio já liberado para a pecuária somou R$ 3,97 bilhões, superando em 15% os R$ 3,44 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. O número de aprovações, 15.837, ficou 5% superior.

No nono mês de 2023, a maior parte dos recursos de custeio da pecuária foi para a produção de bovinos, com desembolsos somando R$ 995 milhões. Do crédito rural para suínos, foram liberados R$ 92,83 milhões em Minas. Para a avicultura, o valor chegou a R$ 35,86 milhões.

Outra linha que segue com demanda elevada é a de comercialização. Conforme os dados da Seapa, os desembolsos da linha de comercialização somaram R$ 3,02 bilhões entre julho e setembro, alta de 41% frente aos R$ 2,14 bilhões liberados no mesmo período da safra anterior. No período, a aprovação de chegou a 1.643 contratos, aumento de 83%.

No Estado, o crédito de comercialização para a agricultura já alcançou R$ 2,94 bilhões em desembolsos, crescendo, então, 42%. Já para a pecuária, o montante liberado, R$ 90 milhões, ficou 17% maior. 

Investimentos em queda

A linha de investimentos do crédito rural encerrou o primeiro trimestre da safra 2023/24, em Minas, com queda de 5%. Assim, o valor desembolsado para Minas Gerais somou R$ 3,96 bilhões. A aprovação de contratos, 40.634, aumentou 8%.

A maior parte dos recursos para investimentos foi para a agricultura. São R$ 2,26 bilhões já desembolsados, valor que caiu 17% se comparado com o registrado anteriormente. No período, a aprovação de contratos retraiu 3%, encerrando em 16.485 unidades.

Já na pecuária, houve expansão na demanda pela linha de investimento. O montante liberado chegou a R$ 1,43 bilhão, representando assim uma alta de 23%. O número de contratos aprovados chegou a 24.149, uma elevação de 16% .

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