ExpoCachaça e Brasilbier devem movimentar até R$ 20 milhões

Famoso no Estado, evento volta ao formato tradicional este ano, na Serraria Souza Pinto, de 4 a 7 de agosto

16 de julho de 2022 às 0h30

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A previsão é de até 20 mil visitantes na Serraria Souza Pinto entre 4 e 7 de agosto | Crédito: Nereu Jr

Um dos principais eventos da cachaça de alambique, a ExpoCachaça volta a ser realizada no formato tradicional. Entre os dias 4 e 7 de agosto, produtores e consumidores poderão conhecer as novidades e as tendências da produção da bebida durante a 31ª ExpoCachaça. A exposição acontece em conjunto com a 15ª Brasilbier, voltada para as cervejas artesanais. 

Os eventos, que este ano serão na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, devem movimentar entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões em negócios durante e no pós-feira. De acordo com o presidente e promotor da ExpoCachaça e da BrasilBier, José Lúcio Mendes, as expectativas para ambas são positivas.

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e o maior controle da pandemia, o evento será completo, reunindo fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos, produtores de cachaça de alambique e de cerveja artesanal, consumidores e uma agenda diversificada de shows.

“Ficamos parados por dois anos em função da pandemia. Ano passado, fizemos um evento no final de novembro, mas ainda estava com bastantes restrições e foi muito engessado. Agora, estamos com esperança de um evento dentro do formato que sempre tivemos, com liberdade para participar tanto da feira como de assistir aos shows com tranquilidade. Isso é muito importante para o setor”, destaca Mendes.

Ainda segundo Mendes, o evento contará com a participação de 20 estados produtores de cachaça e cervejas artesanais. Serão em torno de 160 expositores na Serraria.  A estimativa de público é de 15 mil a 20 mil visitantes.

Minas é o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil | Crédito: Nereu Jr

Além dos expositores de máquinas, equipamentos e insumos para a cadeia produtiva, o evento é importante também por reunir produtores de todo o País e de vários portes. Além da cachaça de alambique e das cervejas artesanais, estarão presentes produtores de queijos, vinhos, azeites, doces e outros produtos. 

“Serão, em média, 160 expositores no evento. Teremos estande do Sebrae com 20 produtores e grande diversidade de itens como azeite, geleia, cachaça e queijos. A Seapa e a Epamig trarão 16 produtores e no espaço terá queijos, azeites e vinhos. De outros estados, teremos a participação do Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia”, conta.

No evento, os consumidores poderão, além da cachaça e das cervejas, conhecer produtores de gin. “É uma feira muito rica. Trazemos opções para os consumidores e também atendemos os produtores. Nela estarão reunidos importantes fornecedores do setor”.

De acordo com Mendes, o momento é interessante para o produtor conhecer as novidades e tendências. Além disso, o acesso direto a fornecedores é importante já que o setor enfrenta desafios para comprar insumos, que estão em falta ou com preços muito elevados, como as garrafas, por exemplo. 

O evento também recebe muitas missões de produtores vindos de outros estados e que estão iniciando a produção. 

Impostos seguem como desafio

Em relação ao mercado da cachaça, após um forte impacto negativo nos primeiros meses da pandemia, o setor vem se recuperando. “Quando houve o fechamento da economia, tivemos uma queda muito grande do consumo, porque 70% da cachaça é vendida em bares e restaurantes. Para superar a crise, houve um trabalho forte junto aos supermercados e demais pontos de vendas e o produtor investiu no e-commerce. Agora, com o funcionamento normal das atividades, o setor vem se recuperando. Também estão sendo realizados muitos eventos, o que é importante”, afirma. 

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil, concentrando 44% da produção registrada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Já na produção total, São Paulo ocupa o primeiro lugar e Minas o segundo. 

Entre os desafios enfrentados, um dos mais graves continua sendo os impostos elevados, que prejudicam a competitividade e desestimulam a regularização dos alambiques. 

“A questão tributária é um gargalo grave no setor. Há uma diferença grande de impostos entre os estados, o que torna as negociações de vendas muito confusas. Cada lugar tem uma taxação diferente que precisa ser resolvida. Além disso, a carga tributária cobrada das empresas fora do Simples Nacional é muito alta e pode chegar a 83% do preço final do produto”.  

Raio-x da cachaça 

– Minas possui 397 estabelecimentos registrados, mais que o triplo do segundo colocado, São Paulo, que possui 128;

– O Estado permanece na liderança em registro de marcas, com 1.908 marcas de cachaça, ante 1.286 vistas em 2019, um avanço de 48,03%;

– Os municípios mineiros com maior número de estabelecimentos produtores de cachaça registrados são: Salinas, com 23 unidades, Alto do Rio Doce, com nove, Córrego Fundo (8), Januária (8) e Perdões (6).

– Os cinco principais estados exportadores, em 2021, em termos de receita foram: São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, sendo o Estado responsável por US$ 1,08 milhão, o equivalente a 8,23% do resultado nacional;

– Em quantidade, os cinco principais estados exportadores em 2021 foram: São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais (com 248.818 litros, 3,45% da quantidade exportada pelo País).

Fontes: Ibrac e Mapa

31ª ExpoCachaça e 15ª Brasilbier

De 4 a 7 de agosto

Local: Serraria Souza Pinto, Belo Horizonte
Ingressos (valores por dia): meia – R$ 25/ inteira – R$ 50

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