Exportação do agronegócio mineiro atinge valor recorde

16 de março de 2022 às 0h30

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O faturamento dos embarques de café produzido em Minas Gerais registrou expansão de 76,9% | Crédito: REUTERS/Roosevelt Cassio

As exportações do agronegócio de Minas Gerais encerraram o primeiro bimestre com novo recorde para o período. Com alta de 64%, o faturamento dos embarques atingiu US$ 1,87 bilhão, frente aos US$ 1,14 bilhão registrados entre janeiro e fevereiro de 2021. Ao todo, foram embarcadas 1,2 milhão de toneladas de produtos agrícolas e pecuários, volume 11,8% superior.

Além do aumento no volume, no primeiro bimestre, o faturamento foi alavancado pelo avanço expressivo de 46,7% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 1.242. Entre os produtos, o café foi o destaque, com alta de 76,9% no faturamento e valorização de 70,17% da tonelada.

De acordo com a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira de Oliveira, o resultado das exportações mineiras foi muito positivo. 

“No acumulado dos primeiros dois meses de 2022, o valor de US$ 1,87 bilhão bateu novamente o recorde histórico. Este foi o melhor resultado das vendas para o primeiro bimestre e está atrelado ao preço médio mais alto da tonelada e também ao aumento do volume exportado. É interessante observar que a performance das exportações vem sendo superada mês a mês, mesmo em um período de tanta instabilidade mundial como vivemos hoje. Isso mostra que estamos preparados para atender à demanda por alimentos no mundo”, explicou.

Ao longo do primeiro bimestre, os produtos de Minas Gerais foram enviados para 141 países, sendo que, deste total, 12 iniciaram as compras este mês, como o Irã, que importou soja e açúcar. 

EUA e Alemanha mais próximos

Manoela ressalta que é importante destacar o maior estreitamento e o aumento do comércio junto aos Estados Unidos. O país norte-americano foi o maior parceiro comercial neste início de ano, superando a China e respondendo 16% das exportações feitas por Minas. O mesmo aconteceu com a Alemanha, que ficou em segundo lugar e respondeu por 14% das compras. A China ficou em terceiro lugar, com participação de 13%.

“Estamos aumentando os embarques junto a outros parceiros comerciais. No caso dos Estados Unidos e Alemanha, o aumento veio dos embarques de café, já que são os principais compradores”, disse.

Em relação às importações do agronegócio, as compras mineiras ao longo do primeiro bimestre ficaram 5,96% menores em valor e 3,79% em volume. Ao todo, foram importadas 122,1 mil toneladas, movimentando US$ 145,3 milhões. 

Levando em consideração os números totais de importações feitas por Minas Gerais, Manoela destaca as compras de adubos, insumo fundamental para a produção agropecuária do Estado. 

“A gente tem apresentado recordes de compras de adubos, obviamente pelo cenário internacional de guerra entre Rússia e Ucrânia. O valor da nossa despesa com adubos foi de US$ 118 milhões e 184 mil toneladas. Esse valor representou, até o momento, 11% das compras que Minas Gerais fez no mercado internacional. Já percebemos que não estamos tendo compras vindas da Ucrânia, pelo fechamento dos portos. Comparando o primeiro bimestre de 2022 com o mesmo intervalo do ano anterior, percebemos que os preços estão com uma variação acima de 160%”, destacou.

Valorização fora impulsiona resultado do café

Ao longo dos primeiros dois meses do ano, as exportações de café foram o destaque de Minas Gerais. Ao todo, os embarques movimentaram US$ 1,2 bilhão, superando em 76,9% o valor registrado em igual intervalo do ano passado. Foram embarcadas 317,6 mil toneladas, volume que corresponde a 5,3 milhões de sacas de 60 quilos, 4% superior.

O  resultado positivo do faturamento teve como principal impulso os preços valorizados do café no mercado internacional. Após perdas expressivas na produção, resultado de um clima desfavorável, a tonelada do grão foi negociada, em média, a US$ 3.817, ante os US$ 2.243 registrados anteriormente, alta de 70,17%.

Destaque também para o grupo das carnes, responsável por 11,1% da receita gerada com os embarques do setor. O grupo apresentou um faturamento de US$ 208,4 milhões, alta de 55%. Em volume, os embarques atingiram 58,1 mil toneladas, variação positiva de 27,4%. A tonelada foi cotada a US$ 3.587, superando os US$ 2.948 praticados no primeiro bimestre de 2021.

No período, os embarques de carne bovina cresceram 60,7% em valor, que ficou em US$ 157,3 milhões. Foram exportadas 29,3 mil toneladas, volume 31% maior que o enviado anteriormente.

A exportação de carne de frango cresceu 40,6% em receita, que alcançou US$ 44,2 milhões. O volume embarcado, 25,3 mil toneladas, aumentou 23,6%. As negociações de carne suína com o mercado externo somaram US$ 5,1 milhões, aumento de 43,4%. Em volume foi verificada elevação de 31,9%, com o embarque de 2,5 mil toneladas de carne suína.
As exportações do complexo soja também ficaram maiores no Estado. A receita cresceu 505,5%, chegando a US$ 159,9 milhões. Em volume, a alta ficou em 441,5%, com 285,7 mil toneladas embarcadas. O aumento expressivo é resultado da colheita antecipada da oleaginosa frente a 2021, quando foram registrados atrasos em função da seca.

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