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Agronegócio

Jequitinhonha vai inaugurar fábrica de café em Capelinha

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Intenção da Jequitinhonha Alimentos com planta é colocar em prática o plano de expansão da marca para novos mercados | Crédito: Divulgação

A nova fábrica da Jequitinhonha Alimentos será inaugurada ainda neste mês em Capelinha, Minas Gerais. Com aportes próximos a R$ 10 milhões, a unidade terá capacidade de processar 1,8 tonelada de café por hora, volume três vezes maior que o da antiga unidade. Com a maior capacidade de produção, a expectativa é de ampliar o mercado atendido, o que também será importante para que os resultados da indústria continuem crescendo cerca de 10% ao ano. 

De acordo com o CEO do Jequitinhonha Alimentos, Luiz Carlos Moreira Barbosa, o projeto da nova fábrica foi iniciado no final de 2018 e foi necessário para que a empresa continue em crescimento. Agora, com a conclusão das obras, a produção já está migrando da antiga unidade, que também é em Capelinha, para a nova, e a inauguração, que acontecerá em uma live, será ainda neste mês. 

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A instalação da nova unidade é importante para o desenvolvimento do município e da região. Ao todo, serão gerados 120 postos de trabalho diretos, sendo que no mínimo 60 vagas devem ser abertas nos próximos dois anos, período em que a produção deve chegar a 50% da capacidade. 

“Nossa indústria está instalada em Capelinha, no Jequitinhonha, onde há uma produção típica e crescente de café. Na nossa região produtora, temos o certificado de origem que é o café da Chapada de Minas. Aqui, cultiva-se café acima de 800 metros de altitude, o que permite a produção de excelentes cafés. As atividades do Café Jequitinhonha foram iniciadas nos meados de 1970 e deram muito certo na região”. 

A nova unidade fabril está localizada em um espaço de 10 mil metros quadrados, bem superior ao da antiga unidade, que era de 800 metros quadrados. Com maior estrutura e maquinário de alta tecnologia, a capacidade produtiva é de 1,8 tonelada de café por hora.

De acordo com Barbosa, o novo maquinário permite a seleção, torra e o empacotamento de um café puro, com padrão de excelência certificado com Selo  de Pureza e Qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Todo o ciclo é 100% automatizado, da lavagem dos grãos, passando pela separação e torra do café, até chegar ao envase do produto.

“Nós buscamos uma tecnologia que agregasse volume e agilidade na produção, mas que, sobretudo, mantivesse o mais alto grau de pureza do Café Jequitinhonha, preservando o sabor artesanal que nos trouxe até aqui”, disse.

Com o investimento, segundo Barbosa, será possível colocar em prática o plano de expansão. “Hoje, nosso café é vendido em mais de 200 municípios mineiros das regiões Centro-Oeste, Jequitinhonha, Norte, Leste, Suaçuí e Vale do Aço. Vamos nos fortalecer nestas cidades e buscar novos mercados. Projetamos um crescimento médio de 10% ao ano nos próximos três anos”.  

A indústria produz três marcas: Café Jequitinhonha, Sicafé e Serra Lima. Além disso, o portfólio inclui produtos diversos fabricados em plantas terceirizadas como refresco, cappuccino, achocolatado, composto lácteo e azeitona. 

Barbosa destaca que a nova indústria é moderna, limpa e sustentável. O combustível para a operação da indústria é a lenha de reflorestamento (eucalipto), que gera o mínimo de resíduo na combustão, sem toxinas, e propicia um processo de torra mais controlado e eficiente, preservando as características e sabores do grão de café, sem agredir o meio ambiente”.

Café da Chapada de Minas

A região da Chapada de Minas abrange 22 municípios. As especificidades de solo, altitude e clima são favoráveis à produção de cafés de alta qualidade. Na região são cerca de 5,8 mil produtores, que cultivam o café em uma área de 30 mil hectares. 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra 2021 de café, a região produtiva Chapada de Minas, que engloba municípios das regiões Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri, deve colher um total de 911,1 mil sacas de café beneficiado, volume 29,6% superior. Esta é a única região produtora do Estado que prevê aumento no resultado final em 2021 na comparação a 2020. 

De acordo com a Conab, boa parte da produção é de café do tipo conilon, espécie que sofre menos efeitos fisiológicos em relação à bienalidade. Além disso, a região apresenta indicativo de incremento na área em produção de 19,1% e somando 29,8 mil hectares, o que impacta positivamente a previsão do volume colhido. A produtividade média esperada é de 30,5 sacas por hectare, alta de 8,8%.

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