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Agronegócio

Preço do leite pago aos produtores recua 6,83% em novembro

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O valor médio do litro de leite em novembro foi de R$ 2,19 | Foto: Eduardo Seidl/Palácio Piratini

Em novembro, o preço do leite registrou nova queda em Minas Gerais. Conforme os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no 11º mês de 2021, referente à produção entregue em outubro, os pecuaristas receberam, na média líquida, R$ 2,19 pelo litro, valor 6,83% menor que o registrado em outubro. A queda se deve ao menor consumo. Mesmo com a retomada do período chuvoso e maior oferta de pastagem, o que tradicionalmente alavanca a produção de leite no campo, a captação de leite também segue limitada. 

Já em relação ao preço recebido pelos pecuaristas de Minas Gerais em novembro de 2020, o produto ainda registra alta de 8,4% frente à cotação de R$ 2,02 praticada no período anterior. De janeiro a novembro, o valor do litro de leite está 3,7% superior no Estado. 

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Assim como em Minas Gerais, na média líquida Brasil, o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% frente ao mês anterior e chegou a R$ 2,18. Segundo o Cepea, na média Brasil, a retração, em termos reais, chega a 2,5%, a segunda queda consecutiva dos preços no campo.

Com o resultado, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

Queda também foi observada na oferta de leite. A pesquisa do Cepea mostrou que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (Icap-L) recuou 0,87% na média Brasil. Apesar da retomada das chuvas e do aumento das pastagens, a produção no campo não tem respondido devido aos altos custos de produção e à redução dos investimentos no campo. 

A pesquisadora do Cepea Natália Grigol explicou que a queda nos preços, em um período em que a oferta segue limitada, é resultado do menor consumo.

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“A desvalorização do leite no campo se mostra fortemente atrelada à crescente perda no poder de compra do consumidor, o que tem desacelerado consistentemente as vendas de lácteos desde meados de agosto. Com demanda enfraquecida e pressão dos canais de distribuição, os estoques se elevaram, forçando as indústrias a reduzirem os preços dos lácteos durante outubro”.

Situação desfavorável 

A situação do produtor de leite é considerada desfavorável. Conforme os dados levantados pelo Cepea, de janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5%. Se no ano passado, o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 quilos, hoje são precisos 43 litros para a mesma compra.

“Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais”, disse Natália.

No mercado spot do leite, os preços começaram a perder força em outubro, com os valores das negociações, em Minas Gerais, caindo de R$ 2,34 por litro na primeira quinzena para R$ 2,14 por litro na segunda (queda de 8,6%). Esse movimento de desvalorização continuou, e o leite spot chegou à média de R$ 1,96 por litro na segunda quinzena de novembro.

Para o pagamento de dezembro, a tendência é de novo recuo. “Ainda que os custos de produção sigam altos, a expectativa do setor é de que a tendência de queda nos preços se mantenha no mês, ainda influenciada por dificuldades associadas às vendas dos lácteos na ponta final da cadeia”. 

Países islâmicos na mira do Brasil

São Paulo – O Brasil busca negociar novos acordos comerciais que permitiriam diversificar os produtos agrícolas exportados para países islâmicos para além de itens como açúcar bruto, milho e carne de frango, disse um representante do governo brasileiro ontem durante a conferência de negócios Global Halal Brazil em São Paulo.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Flávio Bettarello, disse que o Brasil, como membro do bloco comercial do Mercosul, está em negociações com Indonésia, Líbano e Marrocos para expandir o acesso a esses mercados. “Há uma preocupação em relação aos tipos de produtos exportados e aos destinos”, disse Bettarello.

A Organização de Cooperação Islâmica (OIC, na sigla em inglês), que reúne 57 membros, importou US$ 190,5 bilhões em alimentos como trigo, milho, açúcar, arroz, leite e laticínios em 2020, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Desse total, o Brasil é responsável por US$ 14,1 bilhões, mostraram os dados.

Bettarello disse que cerca de metade das exportações do Brasil para os países da OIC vai para apenas cinco nações. Ele citou Turquia, Irã, Indonésia, Arábia Saudita e Bangladesh como os maiores importadores do grupo.

Ele disse que o Brasil continuará buscando acessar novos mercados e diversificar os produtos vendidos, e citou os benefícios de um recente acordo comercial com o Egito. A mudança reflete o desejo do Brasil de ter uma participação maior no comércio global de alimentos.

O País já é o maior exportador e produtor mundial de carnes halal, incluindo carne bovina e de frango, que são produzidas de acordo com preceitos muçulmanos.

Os muçulmanos gastaram cerca de US$ 1,17 trilhão para comprar alimentos em 2019, de acordo com o relatório amplamente citado, State of the Global Islamic Economy Report. Em 2024, os muçulmanos deverão gastar 1,38 trilhão de dólares para comprar alimentos, de acordo com o relatório.

Estados Unidos e a carne  Os Estados Unidos não vão suspender importações de carne bovina do Brasil após o País atrasar relatório sobre preocupações sanitárias, disse o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, ao site “Político”.

Em novembro, a Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos (NCBA) pediu a proibição da entrada do produto brasileiro no mercado norte-americano, após registros de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como “doença da vaca louca”, no Brasil.

A solicitação do embargo seguiu uma suspensão efetivada pela China, devido ao problema sanitário, o que fez as exportações brasileiras caírem praticamente pela metade em outubro e novembro, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Com o embargo chinês, agora os EUA aparecem como os principais importadores de carne bovina do Brasil, tendo abocanhado fatia de 17,3% em novembro, de um total de 100 mil toneladas, segundo dados da Abiec. (Reuters)

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