Programa vai recuperar pastagens degradadas no País

A previsão de transformar 40 milhões de hectares em áreas produtivas

7 de dezembro de 2023 às 0h14

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Crédito: Divulgação/Embrapa

Brasília – O governo federal editou ontem decreto que cria o programa nacional para conversão de pastagens degradadas, com a previsão de transformar 40 milhões de hectares de terras degradadas em áreas produtivas e com intermediação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamentos externos, mas sem subvenções do governo federal.

Como adiantou a Reuters, o programa prevê o uso de pastagens sem uso em lavouras, com aplicação de medidas como plantio direto, bioinsumos, rastreabilidade, certificações trabalhistas e medidas de descarbonização.

O Programa Nacional para Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) prevê a intermediação do BNDES para captação de recursos no exterior para financiar a conversação de pastagens. “O PNCPD buscará viabilizar o acesso a financiamentos, com recursos externos sem subvenção ou com recursos de programas existentes, que deverão estar vinculados à obrigação de investimento na conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis”, diz o decreto.

O governo já negocia com investidores de outros países que têm interesse direto no programa, especialmente de Japão, China e países árabes. A intenção é criar um fundo de financiamento com recursos estrangeiros, segundo o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin.

A prioridade nos recursos será dada a propriedades que usam práticas agrícolas sustentáveis, invistam em tecnologia, implementem recuperação ambiental e contribuam para segurança alimentar.

A conta do governo é que, atualmente, o País tem 159 milhões de hectares de pastagens, sendo que 78% desses estariam em processo de degradação intermediária a severa. A intenção do governo é recuperar 40 milhões de hectares degradados dentro do programa, com a transformação para lavouras sustentáveis, recuperação de reservas ambientais e produção agroflorestal.

O decreto lista ainda exigências para que propriedades e produtores possam fazer parte do programa. A primeira delas é que as terras estejam inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e tenham feito a regularização ambiental. Também é exigido que, dentro de um prazo de 10 anos, a propriedade reduza emissões ou aumente a absorção de gases de efeito estufa usando práticas sustentáveis e não apresente aumento de emissões por causa da mudança do uso da terra.

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