ENTREVISTA | Com pandemia, número de clientes da fintech Jeitto cresce 30% ao mês

9 de junho de 2020 às 0h13

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Crédito: Wesley Diego Emes

A fintech Jeitto tem apresentado crescimento mensal de 30% em novos clientes durante 2020. A expectativa é manter o ritmo de crescimento e, até dezembro, atingir a margem de 500 mil clientes.

O Jeitto é um aplicativo que concede crédito para pagamento de compras on-line e serviços. Fundada em 2014, a fintech tem seguido na contramão da crise dos segmentos que estão sofrendo com a pandemia do Covid-19 e tem alcançado bons resultados.

“A pandemia tem acelerado a adoção dos pagamentos móveis e o modelo de negócio do Jeitto incentiva e facilita o uso de meios eletrônicos como forma de transacionar pagamentos sem a necessidade do dinheiro em espécie (vivo)”, ressalta o CEO e fundador do Jeitto, Carlos Barros.

Essa mudança pode ser vista na procura pelos serviços que o app disponibiliza. Segundo Barros, hoje a maior parte dos serviços buscados são para pagamentos de contas de concessionarias e boletos em geral.

Hoje, o limite concedido pelo Jeitto é de até R$ 500. Os serviços oferecidos pelo app atendem a uma camada da população pouco assistida pelo sistema financeiro tradicional, que muitas vezes não tem cartão de crédito ou tem como única alternativa para compras on-line o pagamento via boleto.

Nas carteiras digitais, o Jeitto também aparece como uma nova alternativa de pagamento. “Hoje, boa parte da população realiza as transações em dinheiro. Se a pessoa não tem uma experiência de consumo conveniente e rápida, ela desiste de comprar ou realizar movimentações em serviços digitais”, explica Barros.

Do cliente, o Jeitto cobra uma taxa por transação, que depende do valor da compra e do histórico de relacionamento com o app. O usuário tem até 40 dias para pagar.
Barros destaca ainda que a simplicidade do modelo de cobrança tarifária faz parte do objetivo da empresa: “Auxiliar as pessoas no fluxo de caixa mensal de forma conveniente e transparente, dando a elas poder de compra, mas ao mesmo tempo estimulando o uso consciente do crédito”.

O passo a passo para o usuário é simples: basta baixar o aplicativo e registrar-se com o número de celular e CPF. Após uma rápida análise dos dados, a fintech consegue precisar o comportamento em relação ao uso de crédito pelo usuário e conceder um limite, caso aprovado. Confira abaixo a entrevista com o CEO e fundador do Jeitto, Carlos Barros.

Recentemente vocês implementaram uma parceria com marketplace e e-commerce. Como funciona o serviço?
No fim do ano passado, lançamos o primeiro serviço de portabilidade de crédito. Até então, os usuários podiam utilizar o limite somente nos serviços oferecidos dentro do aplicativo Jeitto, para pagar contas de consumo ou recargas de celular, por exemplo.

Hoje, também é possível usar a linha de crédito para fazer compras em e-commerces e marketplaces. Com a parceria com o Jeitto, essas empresas podem oferecer um novo meio de pagamento para quem não tem cartão de crédito ou paga com boleto, por exemplo, aumentando assim a conversão de vendas. Esse aumento pode ser de até 50%.

Com a portabilidade, e-commerces e aplicativos que possuem carteiras pré-pagas, como os de entrega de comida e de mobilidade, podem acessar os milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades para comprar pela internet ou utilizar apps de serviços, por não ter cartão de crédito.

O Jeitto é uma carteira digital?
Não somos uma carteira digital, somos um app de crédito. Nas carteiras digitais, o cliente carrega com dinheiro próprio ou cadastra um cartão de crédito para usufruir da conveniência nas compras e pagamentos.

No caso do Jeitto, concedemos um limite de crédito para que o usuário faça compras e pague contas, ele não precisa colocar dinheiro ou cadastrar um cartão. O Jeitto, inclusive, pode ser parceiro das carteiras digitais na concessão de crédito.

Há projeto de atuar em outros países?
Não no momento. Temos um mercado enorme no Brasil e gostaríamos de manter o foco. Mas o modelo de negócio do Jeitto se aplica a vários países da América Latina e da África. Acreditamos poder expandir para outros países no futuro, mas, no momento, o foco é no Brasil.

Qual a tecnologia usada pelo Jeitto para análise de crédito dos usuários?
Usamos inteligência artificial (machine learning) para analisar o comportamento do usuário no celular e, a partir daí, oferecemos um limite de crédito mensal de até R$ 500. O uso da inteligência artificial nos ajuda a prevenir fraudes e avaliar o risco de crédito.

A expertise que o Jeitto desenvolveu em algoritmos sofisticados, baseados em dados alternativos, permite entender e prever o comportamento de pagamento dos seus clientes e dar um limite com risco controlado.

Entre os parceiros e o Jeitto, as informações são transmitidas via APIs, proporcionando uma boa experiência ao consumidor final na sua jornada de compra. Ao ter acesso ao histórico de compra do cliente, aumentam as chances de o comprador ter o crédito aprovado e de um valor maior ser concedido. (Da Redação)

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